Um espaço para reinventar Portugal como nação de todo o Mundo, que estabeleça pontes, mediações e diálogos entre todos os povos, culturas e civilizações e promova os valores mais universalistas, conforme o símbolo da Esfera Armilar. Há que visar o melhor possível para todos, uma cultura da paz, da compreensão e da fraternidade à escala planetária, orientada não só para o bem da espécie humana, mas também para a preservação da natureza e o bem-estar de todas as formas de vida sencientes.

"Nós, Portugal, o poder ser"

- Fernando Pessoa, Mensagem.

BIRD Magazine: «A POESIA E AS “VOZES DO MEU PENSAMENTO”»

BIRD Magazine: «A POESIA E AS “VOZES DO MEU PENSAMENTO”»: ISABEL ROSETE Reunimo-nos, por vezes, para celebrar a Poesia: aquando do lançamento de um livro da nossa autoria; aquando da homenagem ...

"PALAVRAS E REVOLUÇÕES", por sabel Rosete

"DA ARTE E DO ARTISTA", por Isabel Rosete



«AS VOZES DA FILOSOFIA E DA POESIA, DAS ARTES, AS MINHAS E AS DE ALGUNS OUTROS (poucos, infelizmente), NUNCA SE CALAM! SEMPRE DIZEM A VERDADE/REALIDADE QUE, À SUPOSTA NORMALIDADE E AO DITO POLITICAMENTE CORRECTO, NÃO CONVÉM.
VIVA A "ANORMALIDADE"! VIVA A SAUDÁVEL "LOUCURA" DA RAZÃO DESPERTA!»
Isabel Rosete

BIRD Magazine: TÓPICAS DO TEMPO, por Isabel Rosete e IR [1]

BIRD Magazine: TÓPICAS DO TEMPO, por Isabel Rosete e IR [1]: ISABEL ROSETE Cogitar, estar, vaguear… ou, simplesmente, vacilar entre o amargo de boca do fel e o doce do mel, são estádios existencia...

Isabel Rosete



Eu, Isabel Rosete, apresentando o meu livro "FLUXOS DA MEMÓRIA" no Instituto de Ciência do Som e Bioterapias - Lisboa, 16/04/2016 - a convite da Drª Danuia Pereira Leite​, a quem muito agradeço, assim como a todos os presentes neste evento e a todos os visualizadores deste vídeo realizado pelo Dr. Jorge Rosa​.
Saudações filosófico-poéticas,
Isabel Rosete

BIRD Magazine: CELEBRANDO OS 100 ANOS DO NASCIMENTO DE VERGÍLIO F...

BIRD Magazine: CELEBRANDO OS 100 ANOS DO NASCIMENTO DE VERGÍLIO F...: «No momento exacto em que o projecto romanesco nacional, como eco do único projecto social e historicamente significante, tentava dissolve...

Durante anos ouvi a mesma história da boca da minha mãe, sempre que eu reclamava da vida. Uma família judia de pais, avós, filhos, tios, primos e irmãos, viveu durante anos numa cave até serem encontrados. A comida era escassa, por vezes não havendo senão um pão para partilhar. Do lado de fora, perdido na sua ignorância o homem perseguia o seu semelhante. Do lado de dentro o medo era companhia co

ntinuada. Ana, a filha mais nova fez aniversário. A família fez uma roda, partilhou o pão, dançou e celebrou a vida.

Tento sair do espaço 3 por 4 que desenho no dia a dia, na ilusão de que este é o meu território seguro. Tento que o mundo não seja uma fotocópia a preto e branco, redutora da minha existência. Só consigo quando estou presente ao outro. E outro é sempre tão importante quanto eu - porque sem ele pouco de mim sobraria.

Por isso celebro a minha vida, num momento tão difícil - esse onde descubro o intervalo da minha existência.


Quando a árvore descansa
Da tempestade.
Meu homem sai para o mar
Salga seu corpo
floresce  em mim


Na vila onde nasci, os pescadores cantavam enquanto puxavam a rede.
No equinócio de Março, o mar dançava todos os dias. As sereias descansavam e os homens ficavam a salvo. As esposas agradecidas, bordavam as ondas até o sol cansar e deixar a noite tomar seu lugar.
Nas noites quentes os filhos eram semeados com amor. Do mar vinha o peixe, do campo, o arroz a decorar o prato. Da vizinha do lado, o sorriso e um bom dia a dar conta da vida.
Na vila onde nasci, os olhos viam na noite escura. Abrigavam no corpo todos os corpos. Abraçavam até que o coração encontrasse o de todos e desenhasse um sorriso no rosto.
Na vila onde nasci, um dia,  um homem  perdido de dor, incendiou-nos o corpo.
Nada restou, do lugar, onde vivi, senão a canção que a eternizou.

Venho de longe, de um mar que desconheço
Onde o homem mata tudo que nasce
Os beijos são veneno
E os abraços faca afiada

Que febre é a tua, amor
Que não te reconheço

Venho de uma terra perdida
Morta de morte matada
Seca, sem água
Vermelha de sangue

Que febre é a tua , amor
Que te perco

Os meninos vivem na rua
Abandonados,
Os homens
Sozinhos, sem casa
Morrem de frio e fome
O sangue desenha o chão
Do animal assassinado.
Venho de uma terra perdida
Que me envenenou a vida

Na vila onde nasci,
um homem perdido de dor,
 incendiou a vida.


Na cidade onde vivo,
há listas negras
de pobres endividados.
Ninguém vê na noite escura.
Nem semeia o amor suado.
Nesta cidade de luto,
os homens do povo
Vagueiam perdidos na rua.
De dia e noite, reza o  verbo
Do débito e do crédito
E por mais que se pague
Continuamos devendo.

De onde vens amor
Que te perco!

Quando a tempestade
Seguir caminho
E a árvore puder descansar
Vou deixar que o homem
Salgue meu corpo
Até que ele seja de novo semente








ENFRENTAMOS O ADAMASTOR !

Um punhado de homens numa minúscula caravela…
Ambiciosos? Bravos? Sonhadores? Um pouco disso tudo.
E conseguimos. Fomos mais além e sobrevivemos. Fizemos erros. Acrescentámos bem ao mundo. Descarrilámos.  Aprendemos um pouco mais. Não tudo o que precisamos ainda, hélas!
Aqui e agora a lição do Adamastor é a Dona Branca do capital global operando a coberto dos offshores sem qualquer controle, que se alimenta no velho esquema da pirâmide, sugando sempre mais as frágeis economias, que fareja exemplarmente seja onde for que as possa ir buscar, dando a ilusão de que vem para ajudar a reproduzir lucro em proveito dos que nelas trabalham. E vem de facto, mas a coberto de um esquema de sucção vampírica do produto da força de trabalho escassamente compensada, através de um marketing hipnotizante organizado à volta de valores de consumismo, de valores de posse de um supérfluo que supostamente dará mais bem-estar, mais felicidade, mais prestígio, etc, etc. Conhecemos bem o estilo!
Esta é a raiz, este é o cancro, este é o novo Adamastor que vimos alimentando à custa da nossa própria sobrevivência, levados pela crescente febre de acumulação individual do supérfluo.
Conhecemos bem o desfecho das pirâmides das Donas Brancas. Quando a sua insaciável ganância começa a dar sinais de esgotamento da capacidade de produzir mais-valias em seu proveito, a pirâmide começa a ruir e começa a ruir pela base, ou seja, por aqueles que mais recentemente foram angariados para a alimentar. Estes são os primeiros a falir. Ficam sem recursos. Aqueles que entretanto se apresentaram para os governar e se especializaram em vender ilusões ao serviço dos que os financiam, na condição de que assegurem a perpetuação do esquema piramidal onde voluntariamente aceitaram integrar-se para proveito próprio, tentam desesperadamente manter o esquema em funcionamento. Tornam-se experts na mentira e na manipulação e assim prosseguem até que eles mesmos são engolidos pela pirâmide, que os priva de qualquer autonomia e poder, passando as decisões para o patamar acima, incluindo-os também a eles próprios na vampirização.
De patamar em patamar, os que estão na base vão sendo excluídos e deixados entregues a si próprios, na sua miséria de supérfluo. E aqueles que se lhes seguiam no patamar logo acima e lhes vendiam as ilusões assim seguirão a mesma sorte. E assim sucessivamente até toda a pirâmide ruir.
Donas Brancas, tupperwares, franchisings… Olhemos de perto e veremos o mesmo esquema em acção.
No topo, o ilusório todo-poderoso Adamastor, só o será enquanto o olharmos como um tal.
É a nossa própria ilusão que o alimenta.
Quem melhor do que nós, portugueses, para o enfrentarmos?
Nós sempre acreditámos que para além da escuridão não era o nada, não era a desgraça e que, se ousássemos enfrentá-lo e ultrapassá-lo, com fé, esforço e valentia, encontraríamos novas terras, novas gentes, nova força de vida, nova energia, nova luz.
E assim foi.
Pois agora são os mesmos desafios que enfrentamos.
Nas terras que antes descobrimos crescemos sobretudo pela nossa inerente natureza de aceitação das diferenças, de capacidade de troca. Criamos fortes laços de afecto, de amores, que são os que verdadeiramente perduram e alimentam não só o corpo mas também a alma… É o nosso segredo, a nossa verdadeira riqueza. O tesouro que nada nem ninguém nos pode tirar porque está dentro de cada um de nós. Almas com muitos eons trazemos na memória dos nosso genes esse bem precioso que é o amor fraterno.
A porta de saída desta trapalhada em que nos metemos só pode ser o reencontro com a nossa profunda identidade. É daí que vem a força vital que não se esgota nunca.
Precisamos dirigir para ela o nosso olhar, a ela nos re-ligarmos de novo. Ao fazê-lo vamos perceber que não estamos sós.
O espaço da Lusofonia a que ficámos ligados pelo afecto e pela língua dos nosso antepassados está vivo e nele podemos mesmo encontrar alguns excelentes exemplos de uma busca mais certa de fraternos valores de crescimento colectivo, de justa distribuição dos bens disponíveis, de promoção do aproveitamento cuidado dos bens que a natureza mãe põe ao nosso dispor.
Até esses – Terra, Mar – fomos proibidos de usar em nosso proveito! E mesmo o Ar (símbolo de “inteligência e conhecimento”) se vem escapando da nossa terra caindo na mesma malha da exploração da mais-valias que ajuda a criar noutras paragens.
A Lusofonia – lembremos os nossos irmãos de Timor e do Brasil – vem reflectindo a nossa identidade comum no seu melhor, capazes de lutar por seus valores na luta pela construção de verdadeiras democracias – poder do povo.
Nada mais justo do que a proposta de Lula para presidente da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
A pirâmide vampírica em que a economia mundial se tornou dá sinais de derrocada.
Mais cedo ou mais tarde, seremos obrigados a recuperar os valores certos de dignidade do ser humano, só possível na fraterna cooperação e justa distribuição dos bens essenciais. Quanto mais cedo o percebermos e nos juntarmos aos que já se desenham no pelotão da frente dessa busca mais cedo também recuperaremos a nossa dignidade e a nossa identidade.
Somos todos diferentes e todos uma só humanidade. Nós, portugueses, sabemos que é na conjugação fraterna das diversas identidades, no que de melhor cada uma tem para oferecer, que está a luz que ilumina e nos guia no caminho certo para a viagem que nos revelará plenamente na nossa verdadeira humanidade.
 É esse o sonho realidade do culto português do Espírito Santo que a todos nós habita, ou seja, da força vital do Amor Fraterno em Acção.
É esse o Portugal que reconhecemos como nosso.
A nossa Fratria, a Língua portuguesa, o Reino da Consciolândia, o sonho real, a nossa verdade que podemos e devemos partilhar com o mundo.
No entretanto pedem-nos para votar. Todos imploram unidade do que querem fazer crer como o centro. Centro de quê? De mais do mesmo. E mesmo aí, implorando unidade forte, se revelam bem fracos pois tudo fazem para criar falsas fracturas, sedentos do domínio lacaio do falso poder.
Será que só na rua a unidade livre, vinda do poder de dentro de cada um, pode manifestar-se, pode crescer, pode impor-se?
Por agora só consigo votar no candidato da Lusofonia: Lula…
URGENTE: Lula e Dilma portugueses PROCURAM-SE!

Carminda H. Proença

BIRD Magazine: «A POESIA E AS “VOZES DO MEU PENSAMENTO”»

BIRD Magazine: «A POESIA E AS “VOZES DO MEU PENSAMENTO”»: ISABEL ROSETE Reunimo-nos, por vezes, para celebrar a Poesia: aquando do lançamento de um livro da nossa autoria; aquando da homenagem ...

"PALAVRAS E REVOLUÇÕES", por sabel Rosete

"DA ARTE E DO ARTISTA", por Isabel Rosete



«AS VOZES DA FILOSOFIA E DA POESIA, DAS ARTES, AS MINHAS E AS DE ALGUNS OUTROS (poucos, infelizmente), NUNCA SE CALAM! SEMPRE DIZEM A VERDADE/REALIDADE QUE, À SUPOSTA NORMALIDADE E AO DITO POLITICAMENTE CORRECTO, NÃO CONVÉM.
VIVA A "ANORMALIDADE"! VIVA A SAUDÁVEL "LOUCURA" DA RAZÃO DESPERTA!»
Isabel Rosete

BIRD Magazine: TÓPICAS DO TEMPO, por Isabel Rosete e IR [1]

BIRD Magazine: TÓPICAS DO TEMPO, por Isabel Rosete e IR [1]: ISABEL ROSETE Cogitar, estar, vaguear… ou, simplesmente, vacilar entre o amargo de boca do fel e o doce do mel, são estádios existencia...

Isabel Rosete



Eu, Isabel Rosete, apresentando o meu livro "FLUXOS DA MEMÓRIA" no Instituto de Ciência do Som e Bioterapias - Lisboa, 16/04/2016 - a convite da Drª Danuia Pereira Leite​, a quem muito agradeço, assim como a todos os presentes neste evento e a todos os visualizadores deste vídeo realizado pelo Dr. Jorge Rosa​.
Saudações filosófico-poéticas,
Isabel Rosete

BIRD Magazine: CELEBRANDO OS 100 ANOS DO NASCIMENTO DE VERGÍLIO F...

BIRD Magazine: CELEBRANDO OS 100 ANOS DO NASCIMENTO DE VERGÍLIO F...: «No momento exacto em que o projecto romanesco nacional, como eco do único projecto social e historicamente significante, tentava dissolve...
Durante anos ouvi a mesma história da boca da minha mãe, sempre que eu reclamava da vida. Uma família judia de pais, avós, filhos, tios, primos e irmãos, viveu durante anos numa cave até serem encontrados. A comida era escassa, por vezes não havendo senão um pão para partilhar. Do lado de fora, perdido na sua ignorância o homem perseguia o seu semelhante. Do lado de dentro o medo era companhia co
ntinuada. Ana, a filha mais nova fez aniversário. A família fez uma roda, partilhou o pão, dançou e celebrou a vida.

Tento sair do espaço 3 por 4 que desenho no dia a dia, na ilusão de que este é o meu território seguro. Tento que o mundo não seja uma fotocópia a preto e branco, redutora da minha existência. Só consigo quando estou presente ao outro. E outro é sempre tão importante quanto eu - porque sem ele pouco de mim sobraria.

Por isso celebro a minha vida, num momento tão difícil - esse onde descubro o intervalo da minha existência.

Quando a árvore descansa
Da tempestade.
Meu homem sai para o mar
Salga seu corpo
floresce  em mim


Na vila onde nasci, os pescadores cantavam enquanto puxavam a rede.
No equinócio de Março, o mar dançava todos os dias. As sereias descansavam e os homens ficavam a salvo. As esposas agradecidas, bordavam as ondas até o sol cansar e deixar a noite tomar seu lugar.
Nas noites quentes os filhos eram semeados com amor. Do mar vinha o peixe, do campo, o arroz a decorar o prato. Da vizinha do lado, o sorriso e um bom dia a dar conta da vida.
Na vila onde nasci, os olhos viam na noite escura. Abrigavam no corpo todos os corpos. Abraçavam até que o coração encontrasse o de todos e desenhasse um sorriso no rosto.
Na vila onde nasci, um dia,  um homem  perdido de dor, incendiou-nos o corpo.
Nada restou, do lugar, onde vivi, senão a canção que a eternizou.

Venho de longe, de um mar que desconheço
Onde o homem mata tudo que nasce
Os beijos são veneno
E os abraços faca afiada

Que febre é a tua, amor
Que não te reconheço

Venho de uma terra perdida
Morta de morte matada
Seca, sem água
Vermelha de sangue

Que febre é a tua , amor
Que te perco

Os meninos vivem na rua
Abandonados,
Os homens
Sozinhos, sem casa
Morrem de frio e fome
O sangue desenha o chão
Do animal assassinado.
Venho de uma terra perdida
Que me envenenou a vida

Na vila onde nasci,
um homem perdido de dor,
 incendiou a vida.


Na cidade onde vivo,
há listas negras
de pobres endividados.
Ninguém vê na noite escura.
Nem semeia o amor suado.
Nesta cidade de luto,
os homens do povo
Vagueiam perdidos na rua.
De dia e noite, reza o  verbo
Do débito e do crédito
E por mais que se pague
Continuamos devendo.

De onde vens amor
Que te perco!

Quando a tempestade
Seguir caminho
E a árvore puder descansar
Vou deixar que o homem
Salgue meu corpo
Até que ele seja de novo semente







ENFRENTAMOS O ADAMASTOR !

Um punhado de homens numa minúscula caravela…
Ambiciosos? Bravos? Sonhadores? Um pouco disso tudo.
E conseguimos. Fomos mais além e sobrevivemos. Fizemos erros. Acrescentámos bem ao mundo. Descarrilámos.  Aprendemos um pouco mais. Não tudo o que precisamos ainda, hélas!
Aqui e agora a lição do Adamastor é a Dona Branca do capital global operando a coberto dos offshores sem qualquer controle, que se alimenta no velho esquema da pirâmide, sugando sempre mais as frágeis economias, que fareja exemplarmente seja onde for que as possa ir buscar, dando a ilusão de que vem para ajudar a reproduzir lucro em proveito dos que nelas trabalham. E vem de facto, mas a coberto de um esquema de sucção vampírica do produto da força de trabalho escassamente compensada, através de um marketing hipnotizante organizado à volta de valores de consumismo, de valores de posse de um supérfluo que supostamente dará mais bem-estar, mais felicidade, mais prestígio, etc, etc. Conhecemos bem o estilo!
Esta é a raiz, este é o cancro, este é o novo Adamastor que vimos alimentando à custa da nossa própria sobrevivência, levados pela crescente febre de acumulação individual do supérfluo.
Conhecemos bem o desfecho das pirâmides das Donas Brancas. Quando a sua insaciável ganância começa a dar sinais de esgotamento da capacidade de produzir mais-valias em seu proveito, a pirâmide começa a ruir e começa a ruir pela base, ou seja, por aqueles que mais recentemente foram angariados para a alimentar. Estes são os primeiros a falir. Ficam sem recursos. Aqueles que entretanto se apresentaram para os governar e se especializaram em vender ilusões ao serviço dos que os financiam, na condição de que assegurem a perpetuação do esquema piramidal onde voluntariamente aceitaram integrar-se para proveito próprio, tentam desesperadamente manter o esquema em funcionamento. Tornam-se experts na mentira e na manipulação e assim prosseguem até que eles mesmos são engolidos pela pirâmide, que os priva de qualquer autonomia e poder, passando as decisões para o patamar acima, incluindo-os também a eles próprios na vampirização.
De patamar em patamar, os que estão na base vão sendo excluídos e deixados entregues a si próprios, na sua miséria de supérfluo. E aqueles que se lhes seguiam no patamar logo acima e lhes vendiam as ilusões assim seguirão a mesma sorte. E assim sucessivamente até toda a pirâmide ruir.
Donas Brancas, tupperwares, franchisings… Olhemos de perto e veremos o mesmo esquema em acção.
No topo, o ilusório todo-poderoso Adamastor, só o será enquanto o olharmos como um tal.
É a nossa própria ilusão que o alimenta.
Quem melhor do que nós, portugueses, para o enfrentarmos?
Nós sempre acreditámos que para além da escuridão não era o nada, não era a desgraça e que, se ousássemos enfrentá-lo e ultrapassá-lo, com fé, esforço e valentia, encontraríamos novas terras, novas gentes, nova força de vida, nova energia, nova luz.
E assim foi.
Pois agora são os mesmos desafios que enfrentamos.
Nas terras que antes descobrimos crescemos sobretudo pela nossa inerente natureza de aceitação das diferenças, de capacidade de troca. Criamos fortes laços de afecto, de amores, que são os que verdadeiramente perduram e alimentam não só o corpo mas também a alma… É o nosso segredo, a nossa verdadeira riqueza. O tesouro que nada nem ninguém nos pode tirar porque está dentro de cada um de nós. Almas com muitos eons trazemos na memória dos nosso genes esse bem precioso que é o amor fraterno.
A porta de saída desta trapalhada em que nos metemos só pode ser o reencontro com a nossa profunda identidade. É daí que vem a força vital que não se esgota nunca.
Precisamos dirigir para ela o nosso olhar, a ela nos re-ligarmos de novo. Ao fazê-lo vamos perceber que não estamos sós.
O espaço da Lusofonia a que ficámos ligados pelo afecto e pela língua dos nosso antepassados está vivo e nele podemos mesmo encontrar alguns excelentes exemplos de uma busca mais certa de fraternos valores de crescimento colectivo, de justa distribuição dos bens disponíveis, de promoção do aproveitamento cuidado dos bens que a natureza mãe põe ao nosso dispor.
Até esses – Terra, Mar – fomos proibidos de usar em nosso proveito! E mesmo o Ar (símbolo de “inteligência e conhecimento”) se vem escapando da nossa terra caindo na mesma malha da exploração da mais-valias que ajuda a criar noutras paragens.
A Lusofonia – lembremos os nossos irmãos de Timor e do Brasil – vem reflectindo a nossa identidade comum no seu melhor, capazes de lutar por seus valores na luta pela construção de verdadeiras democracias – poder do povo.
Nada mais justo do que a proposta de Lula para presidente da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
A pirâmide vampírica em que a economia mundial se tornou dá sinais de derrocada.
Mais cedo ou mais tarde, seremos obrigados a recuperar os valores certos de dignidade do ser humano, só possível na fraterna cooperação e justa distribuição dos bens essenciais. Quanto mais cedo o percebermos e nos juntarmos aos que já se desenham no pelotão da frente dessa busca mais cedo também recuperaremos a nossa dignidade e a nossa identidade.
Somos todos diferentes e todos uma só humanidade. Nós, portugueses, sabemos que é na conjugação fraterna das diversas identidades, no que de melhor cada uma tem para oferecer, que está a luz que ilumina e nos guia no caminho certo para a viagem que nos revelará plenamente na nossa verdadeira humanidade.
 É esse o sonho realidade do culto português do Espírito Santo que a todos nós habita, ou seja, da força vital do Amor Fraterno em Acção.
É esse o Portugal que reconhecemos como nosso.
A nossa Fratria, a Língua portuguesa, o Reino da Consciolândia, o sonho real, a nossa verdade que podemos e devemos partilhar com o mundo.
No entretanto pedem-nos para votar. Todos imploram unidade do que querem fazer crer como o centro. Centro de quê? De mais do mesmo. E mesmo aí, implorando unidade forte, se revelam bem fracos pois tudo fazem para criar falsas fracturas, sedentos do domínio lacaio do falso poder.
Será que só na rua a unidade livre, vinda do poder de dentro de cada um, pode manifestar-se, pode crescer, pode impor-se?
Por agora só consigo votar no candidato da Lusofonia: Lula…
URGENTE: Lula e Dilma portugueses PROCURAM-SE!

Carminda H. Proença