Um espaço para reinventar Portugal como nação de todo o Mundo, que estabeleça pontes, mediações e diálogos entre todos os povos, culturas e civilizações e promova os valores mais universalistas, conforme o símbolo da Esfera Armilar. Há que visar o melhor possível para todos, uma cultura da paz, da compreensão e da fraternidade à escala planetária, orientada não só para o bem da espécie humana, mas também para a preservação da natureza e o bem-estar de todas as formas de vida sencientes.

"Nós, Portugal, o poder ser"

- Fernando Pessoa, Mensagem.
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Propostas do grupo Economia e Energia

I.
Portugal, pela suas características naturais, pela capacidade inovadora que ao longo da sua história tem revelado, pela excelência dos seus recursos humanos e pelo trabalho que tem vindo a iniciar nos últimos anos, apresenta todas as condições para se assumir como um dos líderes no desenvolvimento de energias renováveis, criando um nicho de desenvolvimento económico assente nos sectores com elas relacionados.
Uma aposta clara no desenvolvimento de energias alternativas (solar, eólica, marmotriz, geotérmica, magnética, etc.) às assentes em combustíveis fósseis, com uma ambição internacional, permitiria a criação de emprego especializado e altamente qualificado, a criação de riqueza, o desenvolvimento da educação e da investigação, a redução da dependência energética, uma melhoria da nossa balança de transacções com o exterior e a liderança no campo do saber. Esta aposta deverá passar pelo apoio a projectos de investigação, desenvolvimento e investimento provenientes dos diversos agentes. O apoio necessário não se esgota em questões de financiamento, mas deverá incluir também apoio técnico, de orientação e de incentivo ao empreendedorismo.
Deverão ainda ser fortemente apoiadas as iniciativas individuais ou comunitárias que contribuam para a redução do consumo energético ou para a auto-suficiência neste campo.
II.
A implantação de energias alternativas no nosso país deverá ser criteriosa. A sua utilização indiscriminada poderá ter efeitos contrários aos desejados, pelo que deverão existir regras bem definidas para a sua implementação. O recurso à energia eólica, por exemplo, deverá ter em conta os locais ambientalmente mais sensíveis, face ao impacto que os equipamentos a ela associados apresentam na paisagem, na flora e na fauna locais (alteração de corredores de migração de aves, impacto dos grandes caminhos de acesso aos parques, consequências ao nível da flora que, em alguns casos, só existe nos cimos das serras, etc.). Assim, deverá ser claramente previsto em lei a proibição da criação de campos eólicos em parques naturais e áreas protegidas, sem qualquer excepção.
A energia nuclear proveniente da “fusão a quente” deverá ser taxativamente recusada. Para além do risco de acidentes graves, mantêm-se as questões relacionadas com os resíduos. Enquanto a sua eliminação não for possível, todas as soluções encontradas serão insatisfatórias, uma vez que apenas adiam o problema, não o resolvendo.
III.
A crescente confusão entre os conceitos de desenvolvimento económico e de crescimento económico que está presente nos discursos oficiais, na comunicação social e na opinião pública em geral é um reflexo de alguns dos valores que predominam na sociedade actual.
O crescimento económico é medido a partir da produção comercializável, sendo que a sua avaliação é feita com base nos agregados da contabilidade nacional, como o Produto Interno Bruto (PIB) ou o Rendimento Nacional. Mas este indicadores pouco ou nada nos dizem sobre o desenvolvimento económico, cuja avaliação inclui as mudanças das estruturas mentais e dos hábitos sociais, a distribuição da riqueza produzida, a justiça do sistema fiscal, a qualidade da educação, a igualdade de oportunidades, etc.
No entanto, o crescimento económico tem sido, frequentemente, o único barómetro utilizado pelos responsáveis políticos – com eco na comunicação social - para medir o bem-estar e a “saúde” de um território.
De facto, quando se analisa a economia do país ou de uma das suas regiões, os indicadores que sobressaem e aos quais é dada maior relevância são indicadores que se debruçam, quase exclusivamente em critérios de crescimento económico, de criação de riqueza ou relacionados com a produtividade. Esses indicadores são centrados exclusivamente no homem e desligados do meio em que ele se insere.
Estando inseridos num ecossistema dinâmico, se por via da nossa capacidade racional não percebermos a falácia que constitui a lógica dominante subordinada ao crescimento económico a todo o custo, estaremos condenados a aprender por via de mecanismos naturais as consequências de perturbarmos em demasiado o estado de equilíbrio natural.
Assim, como instrumentos para definição de políticas económicas propomos o estudo, adopção e utilização de indicadores alternativos que sejam verdadeiros barómetros para aferir do bem-estar real das populações, numa perspectiva holística, devendo ser divulgados com a mesma importância que normalmente é atribuída aos indicadores tradicionais.
Como exemplo, propomos a adopção do FIB - Felicidade Interna Bruta. Este indicador, adoptado pelo Butão, não se encontra em contraposição ao PIB: este é parte integrante do primeiro, uma vez que o crescimento económico também promove o bem-estar. No entanto, também não pretende valorizar exclusivamente a capacidade produtiva da população. Para o seu cálculo são tidos em conta elementos como o bem-estar psicológico (sendo utilizados indicadores como níveis de stress, actividades espirituais, auto-avaliação da saúde, …), a utilização do tempo, a saúde, a educação, a diversidade cultural, a avaliação do sistema governativo, a diversidade ecológica, etc.).
IV.
Face às limitações do crescimento económico, ao esgotamento dos combustíveis fósseis, ao êxodo das populações e à necessidade de dinamização das economias locais, consideramos que o desenvolvimento rural deverá passar, em grande medida, por políticas que promovam a resiliência.
Nesse sentido, propomos o desenvolvimento e apoio a estruturas que permitam às comunidades locais e regionais ter capacidade para lidar com choques económicos e energéticos externos, mantendo as suas características intrínsecas, o que implica garantir condições de auto-suficiência.
O desenvolvimento local deverá também passar pela relocalização, dinamizando políticas e iniciativas que permitam às diversas regiões e/ou comunidades libertarem-se de uma dependência excessiva da economia global, investindo os seus próprios recursos para produzir uma parcela significativa dos bens e serviços que consomem: água, alimentação, materiais de construção, tecidos, madeira, energia, etc..
Em última análise, com a crescente indisponibilidade de combustíveis fósseis, a nossa capacidade de transportar mercadorias irá, necessariamente, diminuir, tornando o processo inevitável. Assim, devemos começar já a construir as infra-estruturas que permitam o fornecimento local.
Como política de desenvolvimento regional, consideramos importante o apoio a iniciativas que promovam a utilização de moedas locais e/ou regionais: mecanismos de troca que garantam que uma grande parte do consumo seja feito localmente, produzindo riqueza que se redistribuirá ao nível da comunidade/região e reforçando a cooperação económica e social entre os habitantes.
Defendemos que deverá ser dada particular atenção a estas iniciativas nas regiões que sofrem problemas de interioridade e que a sua gestão seja feita por organismos que agreguem todos os agentes económicos regionais.
V.
Uma rede de transportes eficiente assume uma importância vital na economia de qualquer país. Portugal não é excepção. Nas últimas décadas, o país realizou um enorme investimento na construção de uma rede viária, privilegiando o transporte rodoviário.
Apesar das vantagens que uma rede de estradas apresenta para a circulação de pessoas e bens, uma política de transportes potenciadora de bem-estar não se pode esgotar aí. É necessário actuar em áreas como a rede ferroviária nacional e o incentivo à utilização de meios colectivos e alternativos de transporte.
A ferrovia possui uma grande capacidade de transporte, apresenta uma velocidade elevada, realiza o seu tráfego em vias exclusivas e tem um custo operacional baixo em relação ao peso total transportado. Para além disso, é seguro, energeticamente eficiente e é uma alternativa válida a outros meios de transporte mais poluentes, podendo dar uma grande contribuição para a redução do número de automóveis em circulação.
Assim, Portugal deveria realizar uma aposta séria na recuperação, modernização e expansão da sua ferrovia, tornando-a um elemento fundamental da sua política de transportes e de desenvolvimento da economia local e regional.
Tem-se assistido também, nos últimos anos, à criação de uma série de infra-estruturas destinadas ao passeio pedestre e de bicicleta, muitas vezes aproveitando vias-férreas desactivadas. São iniciativas que merecem elogio e que deverão continuar a ser incentivadas.
No entanto, essas vias são normalmente localizadas em áreas periféricas aos centros urbanos. É necessário incentivar a utilização da bicicleta como meio de transporte nas cidades. Um passo fundamental para que tal aconteça é a criação de vias exclusivas para a sua circulação dentro das zonas urbanas, bem como a sua ligação às zonas rurais.
O reforço dos meios de transporte colectivos deverá ser um elemento indispensável de uma política energética e ambiental eficiente. Eles deverão estar disponíveis para todos os potenciais utilizadores, a preços acessíveis (o custo acrescido será, decerto, compensado com a poupança nos gastos de saúde) e inseridos em redes flexíveis e com horários realistas face às necessidades das populações em geral.
Neste âmbito, não nos poderemos limitar a olhar apenas para a rede urbana. É urgente repensar e desenvolver os transportes colectivos que ligam as cidades às áreas rurais, sendo esta questão ainda mais urgente no interior do país.
Por outro lado, todos os transportes colectivos, bem como as viaturas do Estado, deverão, obrigatoriamente, ser eco-eficientes.
VI.
Nos últimos anos, tem crescido de forma exponencial a oferta turística no nosso país. No entanto, os factores de atractividade que Portugal apresenta e que se propõe explorar são consecutiva e dramaticamente alterados, degradando-se a oferta inicialmente proposta. Um triste exemplo é o Algarve turístico, cuja exploração assente num turismo de massas matou a qualidade da oferta inicial, não trazendo necessariamente uma melhoria nas condições de vida das populações locais, tendo em conta os princípios do desenvolvimento sustentável e da preservação da cultura e natureza.
Entendemos que o turismo deverá ser encarado como uma consequência do desenvolvimento social, cultural e natural e não uma causa directa e primordial, nunca podendo colocar em causa a sustentabilidade dos recursos nacionais.
A promoção do turismo em Portugal deverá ser sustentada primordialmente pelo interesse regional, criando valor acrescentado baseado nas especificidades de cada região, procurando manter nas comunidades locais a riqueza por ele gerada.
VII.
O potencial universalista de Portugal, dada a diáspora planetária da sua história, cultura e língua deverá também estar presente nas relações económicas internacionais, desde que se abandonem lógicas de colonialismo, exploração e domínio.
A ligação privilegiada de Portugal aos países de língua oficial portuguesa deveria ter reflexos em relações económicas potenciadoras de benefícios mútuos assentes em valores humanos e justos.
Neste contexto, propõe-se a criação de um espaço comunitário partilhado pelos países de língua oficial portuguesa com uma circulação de bens, pessoas e conhecimento facilitada.
VIII.
Entendemos que as relações económicas externas de Portugal não poderão deixar de ter em conta violações sistemáticas de direitos humanos.
Assim, no contexto do comércio internacional, consideramos ser imprescindível a existência de uma política nacional (que envolva todos os agentes económicos e não apenas o Estado) que introduza, nas operações de importação, critérios de respeito pelos direitos humanos e pelo ambiente por países terceiros, bem como garantias de que na origem dos produtos ou serviços não estão presentes situações de exploração de mão-de-obra infantil.
IX.
Todas as mudanças profundas nos sistemas sociais, económicos e culturais só são possíveis quando acompanhadas por uma educação e formação capazes e abrangentes, que inclua o incentivo à inovação e iniciativa.
No campo económico, propomos que, desde cedo, se incluam nos currículos escolares matérias relacionadas com o empreendedorismo, de forma a educar pessoas capazes de ter iniciativa e de mobilizar recursos (incluindo os humanos) para alcançar objectivos decorrentes de uma ideia. Deverá ser disponibilizada formação aos responsáveis educativos para serem capazes de desenvolverem estas ideias segundo a perspectiva do campo de estudos de cada um.
No ensino universitário, a lógica de especialização actualmente vigente, bem como o desaparecimento dos currículos dos cursos de Economia de disciplinas como a Sociologia, a História, a Filosofia, entre outras, tem contribuído para a criação de profissionais sem uma visão holística da sociedade.
Propõe-se, assim, a adopção nos cursos universitários de Economia de disciplinas obrigatórias que permitam compreender a sociedade em que nos inserimos, a sua evolução e os diversos factores que a influenciam, fornecendo uma visão abrangente dos problemas e das possíveis soluções.

Colóquio - "Transição para uma Economia e Cultura Pós-carbono"


De hoje a um mês, no dia 10 de Abril, vai ocorrer em Pombal um colóquio sobre as iniciativas de Transição, denominado "Transição para uma Economia e Cultura Pós-carbono".
A transição começa em mim, começa em si, começa em pequenas comunidades locais, começa onde um grupo de pessoas está pronto e consciente da necessidade de mudar atitudes e modos de vida com vista a um decrescimento do consumo, à progressiva independência do petróleo, à interajuda entre as pessoas, à proximidade com a natureza. Começa por quem entende que qualidade de vida não é sinónimo do verbo ter, nem do sedentarismo confortável. Começa por quem entende que a solução parte de cada um de nós, e que chegou a hora de agir.
A transição já começou noutros países. Já começou no Reino Unido, com o paradigmático exemplo de Totnes, e já se estendeu a outras comunidades noutros pontos do país, à Irlanda, ao Canadá, ao Chile, À Nova Zelândia, À Alemanha e ao Japão. No total, existem já 126 comunidades oficialmente designadas como "Cidades de Transição", embora com dimensões muito variáveis.
Transcrevo abaixo o texto introdutório de João Leitão, um dos organizador do evento, que já conhecemos aqui do projecto Coisas do Vizinho. O programa do colóquio encontra-se disponível na rede Permacultura Portugal, também criada pelo João Leitão.

"INTRODUÇÃO
Vivemos desafios sem paralelo na História da Humanidade. Na área da energia, cresce o número de especialistas que considera que chegou ao fim, a era dos combustíveis fósseis baratos e abundantes, factor historicamente essencial ao modelo económico dominante, assente na ideia de expansão económica contínua. Por outro lado, as provas de que vários recursos naturais essenciais à nossa existência no Planeta, como por exemplo, água potável, florestas, biodiversidade, solos aráveis, qualidade mínima do ar, reservas de peixe, clima estável, etc., estão sujeitos a enorme stresse, parecem ser cada vez mais irrefutáveis. No campo da saúde mental, os dados relativos às patologias mais comuns, ligadas às perturbações da ansiedade e às depressões, sugerem que o modelo económico e social que preside à organização da nossa sociedade, deve ser repensado.
O Modelo de Transição afirma que é sobretudo ao nível local, que encontramos a solução para muitas questões que o Séc. XXI nos coloca. As Iniciativas de Transição são também inspiradas pelos princípios éticos e de design da Permacultura. Elas são a prova que a sociedade civil, os cidadãos comuns, têm em si o poder para responder criativamente e com eficácia, nomeadamente, aos desafios do Pico do Petróleo, das Alterações Climáticas, e da Vulnerabilidade Económica. Pombal ou a Região de Leiria podem dar o exemplo em Portugal, inspirando outras localidades e as suas gentes, a abraçar a Transição como uma forma positiva de preparar o futuro das próximas gerações, oferecendo resiliência e optimismo, face a choques externos à comunidade.

OBJECTIVOS DO ENCONTRO
Consciencializar as pessoas para os limites aos crescimento,as alterações climáticas e a dependência da nossa Civilização dos combustíveis fósseis abundantes e baratos; Alertar para a insustentabilidade a médio/longo prazo dos actuais sistemas de produção, distribuição e consumo de bens e serviços; Identificar factores estruturais de mudança: redução energética, uma nova organização do espaço e das relações territoriais, sociais e económicas; Sugerir que estilos de vida com menor consumo energético, cuidado com o Ambiente, e sobretudo mais integrados nas comunidades locais, conduzem à subida dos níveis de bem-estar; Divulgar e sensibilizar para um conjunto de iniciativas em curso de estímulo à mudança de paradigma de desenvolvimento: as Iniciativas de Transição (Transition Towns): porquê, para quê e como?; Partilhar boas práticas existentes que estão de acordo com espírito da Transição no contexto português; Discutir a ideia do desenvolvimento de uma Iniciativa de Transição-piloto no concelho de Pombal: que ameaças e oportunidades, a definição de um conceito, a identificação de parceiros, a dinamização de um grupo de trabalho."

Sobre a Cimeira de Copenhaga

"(...) Como forma de combater o excesso de CO2 na atmosfera desenvolveu-se o conceito de mitigação climática.
Todos nós, quer acreditemos em alterações climáticas ou mesmo sendo cépticos a este facto, nos rendemos à plantação de uma árvore. Todos os contos infantis têm bosques e florestas, e quando crescemos são os lugares hidílicos, de fonte de beleza da vida.
No entanto, diferem bastante dos contos de fadas na realidade, em que milhões de hectares são ocupados por eucaliptos ou pinheiros bravos. Desertos verdes, mihares de hectares destas árvores retiram a água do solo, os nutrientes e, expulsam as comunidades indigenas.
A paisagem é também ocupada com enormes torres éolicas, centrais solares, centrais de carvão e nucleares, barragens que impedem os rios de percorrerem o seu caminho milenar. A troco de mais uns neons de publicidade, de incentivo ao consumo e logo, à frustração, destroí-se o que é mais necessário, pelo planeta inteiro.
Enquanto que o excesso de consumo de carne, açucar e óleo é a primeira causa de doenças mortais nos paises ditos ricos, a sua produção é causa de destruição ecológica nos paises pobres. Comunidades são expulsas ou assasinadas para dar lugar a mega produções de soja, cereais, óleo de palma, cana de açucar. Uma familia camponesa que trabalhava o seu sustento em 1 hectar de terra é agora obrigada a trabalhar nestas plantações ou, emigrar para a cidade.
O colonialismo é a marca mais negra da história humana. Este sistema permitiu retirar aos seus legítimos donos todos os recursos naturais, e as suas próprias vidas. Sistema capaz de fazer que comunidades residentes nos seus locais de origem se tornassem comunidades marginais, párias, num estorvo.
Este sistema tem como objectivo esturquir riqueza de forma a criar nos paises um foço maior entre quem-muito-tem e quem-muito-tem-de-fazer-para-ter-o-mínimo. O fosso entre ricos e pobres aprofundou-se tanto que o fundo deste se encontra a bilhões de dólares de profundidade.
Esta cimeira pretendia pintar de verde um sistema que é negro, que se baseia na ganância, no roubo, na violação. A sua base é a expropriação do bem comum, e o seu único objectivo o lucro. (...)"

Texto de Nuno Belchior. Ler mais: http://projecto270.blogspot.com/

Leading Scientists And Thinkers On Energy – Dr. Thomas Valone

Fonte: ScientificBlogging


In this latest installment of our on-going series of interviews with some of the leading thinkers and scientists on the subject of energy, we interview Dr. Thomas Valone.

Facing and solving the multiple issues concerning energy is the single most pressing problem that we face as a species. There is a lot of media coverage about energy, alternative energy and global warming, but what has been missing is the knowledge and point of view of scientists, at least in the main stream media.

Dr. Thomas Valone is a physicist and licensed professional engineer with 30 years professional experience, is a patent examiner, research engineer, instrumentation designer and also an author, lecturer, and consultant on future energy developments. He is President and founder of Integrity Research Institute and formerly a community college teacher and a Research Director for Scott Aviation-ATO, Inc. He helped design the HullCom® for naval intraship communication, a 60 Hz gaussmeter without harmonic distortion, two bioelectric therapy devices, and a dental mercury vapor ionizer-precipitator.



He is editor of Future Energy, Energetic Processes Vol. I & II, Turning the Corner: Energy Solutions for the 21st Century and a few conference proceedings, as well as author of Zero Point Energy: The Fuel of the Future, Practical Conversion of Zero-Point Energy, Homopolar Handbook, Electrogravitics Vol. 1 & II, Bioelectromagnetic Healing, Bush-Cheney Energy Study, Clinton Administration Energy Study and about 100 published reports and articles. He has also served as an expert witness, an expert declaration writer for court cases and appeared on CNN, A&E, and the Discovery Channels, besides a few commercial energy videos. Currently, Dr. Valone is a member of the Institute of Electrical and Electronic Engineers, the Bioelectromagnetics Society, the National Space Society and the Union of Concerned Scientists. He is also a Fellow of the World Innovation Foundation. His works have been published in German, French, Korean and English.

I met Tom at the Foundation for the Futures’ conference on the future of energy and was taken with his positive outlook and the fact that he has been a patent examiner.


Scientificblogging.com: As a scientist and patent examiner you are in superlative company. Any other similarities with Albert Einstein? Seriously, how does your work with the government patent office compliment your scientific work and research?


VALONE: Any comments that I make in this regard do not reflect the views of the US Patent and Trademark Office and are only my personal viewpoints as a private citizen. Of course, when a recent biography of Einstein was aired on the PBS channel, I was happy to watch, being a physicist and patent examiner. However, I learned from the narrator that “Einstein was employed at a dead-end job at the Swiss Patent Office” before he was freed by publishing three seminal journal articles and receiving other job offers. The work at the US PTO often feels like a dead-end, repetitive job since it is piecemeal, production work with no job security. However, I have tried to follow in Einstein’s footsteps, who was born in the same month as I was, by taking General Relativity as a physics graduate student years ago, using it for analyzing non-inertial reference frames in my physics Master’s thesis on the homopolar generator, and recently by buying the book “How to Think Like an Einstein”, and also writing a PhD thesis on zero point energy performance of useful work from the quantum vacuum. This last work, which I hid in my drawer at the Patent Office just like Einstein did, has evolved into the popular book, Zero Point Energy: The Fuel of the Future, which presents practical suggestions for converting ZPE into electricity. That’s where the ability to search the scientific and patent literature comes in handy…finding science and engineering inventions in a particular field and thus doing ‘due diligence.’


Scientificblogging.com: You presentation at the Foundation for the Futures’ future of energy conference was one of the more urgent presentations about the need for alternative energy sources. How urgent is the global energy situation?


VALONE: To answer the urgency question, we have to realize just one of the IPCC findings. That is, with every single degree of global temperature increase, there is a whole category on the average of increase in hurricane strength. We have already experienced this in our lifetime. A category 5 hurricane now will suck enough energy from the ocean to become a category 6, etc. The melting of the Antarctic and most importantly, the Greenland ice sheets is not only inevitable, according to a climate chart published by MIT’s Technology Review in July, 2006, but roughly equals the 80 meters of extraordinary sea level rise that is predicted by that calibrated chart. As fossil fuels continue to push carbon dioxide levels past the 400, 500 and the expected 700 ppm levels, we are entering new, uncharted territory on an earth that has not exceeded such levels in 400,000 years. We really need to introduce a completely clean and inexpensive source of energy for electricity, such as a zero point energy diode generator, in the next ten years to have any hope of revolutionizing the climate and energy usage.


Scientificblogging.com: Do you believe in Peak Oil? When will we be passing through it and when might the planet run out of oil?


VALONE: Peak Oil is not a matter of belief. It is a fact that Hubbert established to everyone’s satisfaction by predicting the United States’ peak of oil production twenty five years before it happened. His prediction for the world oil production has all the experts arguing about the give-or-take of only a couple of decades! That’s how close the tolerance is for Hubbert’s Peak. In other words, we are actually experiencing the maximum oil production that the world can sustain at the present time: about 72 million barrels of oil per day. This black, dead fossil liquid consumption by living human beings is on the same order of magnitude as the water flow over the American Falls in New York State, where I grew up. The only direction for this rate is downward. The U.A.E. presently is preparing for their Peak Oil by investing heavily in tourism resorts near Dubai and by building islands in the ocean with mansions on them. Technically, to answer the second question, the planet will never run out of oil. However, as Nikola Tesla pointed out, we won’t be able to continue burning it for fuel for the sake of our future generations.


Scientificblogging.com: What are the best sources of alternative energy for the next 20 years?


VALONE: The best sources of alternative energy for the next 20 years depends upon what application is in mind. The top of the list has to include photovoltaic solar electricity. I recently wrote an article in the Integrity Research Institute’s Annual Report about a “Revolution in Solar Energy” which summarizes the latest discoveries. The ability to generate more than one electron from a photon of light, has now been demonstrated by Los Alamos labs. Alan Heeger , who won the 2000 Nobel Prize for his co-discovery of electrically conducting polymers, and his colleagues at the University of California, Santa Barbara (UCSB), have recently created process for multiple layers of plastic PV material with flexibility and high efficiency. The company Konarka based in Lowell, MA is the one to watch. Their polymer PV cells can even generate electricity with background room lighting. Another source of alternative energy that is on my “best” list is the permanent magnet motor, utilizing the ‘magnetic gradient.’ IRI has a spiral stator design that improves upon the old Kure Tekko Japanese patents of the 1970’s with several innovative magnetic pulsing techniques. We can foresee the day when a magnetic car will compete favorably with the electric car, since it will not need recharging. Geothermal energy is another ‘best’ and ubiquitous source of energy that has been highly recommended for municipalities and centralized power. Another favorite of mine is zero point energy, since I have performed a feasibility study and found that ‘zero bias’ diodes are manifesting the rectified electricity which we all desire for a generator. The quantum vacuum continually generates random non-thermal noise (called ‘zero point energy’) in solid state devices, causing tunneling and electron flow. It is time to start using this free energy source in a big way. The end product will have a construction, much like the tiny LEDs in our flat screen televisions, with millions of diodes all transducing zero point energy into electron current. For the application of medium to large industrial plants, I recommend the conversion of waste heat into electricity. The company, Primary Energy, headed by Tom Casten, has a wonderful offer they cannot refuse: allow him to build the electrical generation plant on site and they save about half on all future electricity bills. Other promising alternative energy sources include off-shore wind generators, tidal generators, and ocean current electrical generators. For the transportation sector, I advocate compressed air cars and plug-in electric cars, which are making their debut in every other country but the US. The US, as you might remember, is the country and GM is the company “Who Killed the Electric Car.” This debacle of purposely crushing every leased EV-1 electric car by GM is now recorded on DVD (by SONY Classic Pictures) for historical posterity. As Europe, Iceland, and other countries become energy independent and non-polluting, our EPA has yet to declare CO2 an environmental pollutant.


Scientificblogging.com: How soon do you these sources significantly impacting the world’s use of fossil fuels? What can be done to accelerate the timelines?


VALONE: As mentioned above, the US EPA is at fault, just as the California Air Quality Board was in 2002, for not standing up to the most problematic greenhouse gas and limiting its emission rate. Once legislation has been passed, the industrial sector has proven its ability to adapt, which will accelerate the timelines. As was the case in the 1970’s after the first Mid-East Oil Embargo, the US has the will power and the resourcefulness to put into practice the conservation mandates that are recommended by government. For example, conservation has not been advocated recently but back then it was and the US responded by almost a 50% savings in energy consumption. Today the Alliance to Save Energy here in DC is famous for “Energy Efficiency” forums, awards and programs. As Amory Lovins points out, it is easier and cheaper to save energy than to generate it. Therefore, to answer the question, in the short term, we can significantly impact this country’s use of fossil fuels, while the 5 to 10 year lag of development of zero-fuel devices takes place.


Scientificblogging.com: What might be the sources of alternative energy longer term? What do you see that is promising?


VALONE: As mentioned above, for the longer term, zero point energy devices will be developed and are foreseen by many experts to permanently solve the energy problem, also making practical space travel possible. Cold fusion devices will also become available, along with other exotic sources of energy, such as the pB-11 plasma focus fusion under development at the University of Illinois. Still, the biggest breakthrough for the future has to be the Konarka multi-layer polymer solar cell which is predicted to be inserted into almost everything, since it generates electricity from ambient room light.


Scientificblogging.com: Why is cold fusion so promising? Hasn’t the scientific community at large ridiculed it? Please explain to my readers why significant resources should be directed toward developing this type of energy?


VALONE: The International Conference on Cold Fusion is scheduled for Washington DC in 2008 for the first time and I look forward to participating in it. My nonprofitwww.IntegrityResearchInstitute.org has sponsored one cold fusion seminar (LENREW-2000) and has consistently featured one “token” cold fusion speaker at both Conferences on Future Energy (COFE and COFE2). Suffice it to say, nature creates transmutation of elements at the cellular level, well documented in peer-reviewed journal articles, and reported by Dr. Ed Storms at COFE in 1999 and elsewhere. Cold fusion also achieves similar transmutation of elements through tabletop electrolysis, which is not so strange once we realize that nature does this consistently. It is so promising because the fact that transmutation means a nuclear reaction has to take place. Repeatable experiments of cheap, efficient heat production have been demonstrated in over a dozen government labs, which also indicates its promise. To answer the second question, we only have to thank the American Physical Society for creating enough obfuscation in 1989, mainly by Dr. Robert Park who for years fulfilled the role of public affairs director. He took it on himself to raise the skeptics flag and has waved it ever since. My removal from the Patent Office in 1999 was credited to him by the arbitrator who reinstated me. He acknowledged the bad publicity he created for my first COFE and the phone calls he made to the Commerce Department to discredit me, all for having one cold fusion speaker at COFE, which might have taken place at the State, Energy or Commerce Department. The ridicule mainly comes from a lack of understanding and, as my arbitrator pointed out, the fear that if successful, cold fusion will draw from the same limited pot of funding that hot fusion now enjoys. I know that once we become aware of the billion-dollar fusion boondoggle called “magnetic confinement” or the “tokamak,” which the DOE admits will not become commercially viable for electricity generation even by 2050 (always 30 years or more in the future), the urge to include plasma focus fusion, cold fusion, electrostatic confinement fusion, and even bubble fusion becomes much more defensible.


Scientificblogging.com:Are you optimistic that humanity can replace fossil fuels in time to avoid an environmental cataclysm?


VALONE: Every time there is an administration change in DC, I generate great optimism for energy policy change. I have given several slide shows for Congressional staffers and even advised Senator Kerry’s office when he was running for President. The question of avoiding the inevitable tidal wave from a number of likely causes (including the Canary Island landslide), the inevitable eruption of the Yellowstone caldera, or the unavoidable increased heat waves and stronger hurricanes due to global warming, as well as the inevitable sinking of most of Louisiana and Florida as the sea rises in the next century, all depend upon the next 20 years of preparation. If we as private scientists and entrepreneurs can break through the development and production barriers, while China manufacturing is still cheap and their currency has not been devalued, then the world will hopefully receive the cheap, inexpensive, one cubic foot box which I have repeatedly envisioned as the container powering the local home or business. Yes, I am optimistic, mainly from my belief in a benevolent Higher Power. However, some environmental changes are necessary, just like Katrina, to replace the impotent government agency leaders (e.g. FEMA) who often stop progress and instead, maintain inefficiency.


Scientificblogging.com: Any final thoughts or comments?


VALONE: Everyone can do his or her part to conserve energy and reduce their personal carbon dioxide emissions, including recycling their waste, installing passive solar in their homes and buying a hybrid, if they can afford to do so. Writing their Senator and Congressman to include green legislation like the 10% renewable portfolio for each state is vital. Right now, Europe has a 20% renewable portfolio for their energy production and the US lags behind, even though we are the biggest consumer (20 million barrels per day) of oil and the biggest polluter in the world. It is up to the US to change its ways if we believe the world can change for the better. Supporting and buying stock in Planktos, Inc., which has a wonderful plankton-feeding program for the ocean to sequester millions of tons of CO2, is also very important for the short term. The world’s temperature and sea level are being driven (thermally forced) by the present heat-trapping 400 ppm of CO2 in the atmosphere. Planetary wide modifications by the human race united for a common cause will solve this problem for the better.


Scientificblogging.com: Thank you Tom.

Focus Fusion

Estão neste momento a trabalhar no Chile praticamente sem apoios.


Fonte: Google Tech Talks e http://focusfusion.org/

Energia Livre

A REVOLUÇÃO DA ENERGIA LIVRE ( 1de 4)

"As renováveis na economia"

"Os resultados do estudo "Impacto Macroeconómico do Sector das Energias Renováveis em Portugal", apresentados pela Associação de Energias Renováveis (APREN) e pela consultora Deloitte, evidenciam a importância da dimensão económica, social e ambiental deste ramo de actividade, com significativos impactes no Produto Interno Bruto (PIB) e no emprego gerado, na diminuição das emissões de CO2 e na reduçao da dependência energética nacional. O mesmo estudo estima que em 2015 a contribuição do sector para o PIB rondrá os quatro milhões de euros (o dobro do que contribuiu em 2008)."
in "Notícias Magazine", 13 Dez 2009

A energia eólica - Breves notas

A "aposta" nas energias renováveis que se está a fazer em Portugal tem passado, e muito, pela energia eólica.
De facto, as suas vantagens são diversas: é uma fonte de energia renovável, não emite directamente poluentes e dinamiza a economia através de actividades ligadas à fabricação, comercialização e instalação dos equipamentos associados.
No entanto, a instalação de parques eólicos em áreas ambientalmente sensíveis (como tem acontecido com demasiada frequência) coloca questões graves: alteração de corredores de migração de aves; impacto dos grandes caminhos de acesso aos parques; consequências ao nível da flora que, em alguns casos, só existe nos cimos das serras,...
Estudos de impactos ambientais seriamente realizados devem ser tidos em conta, abandonando a natureza leviana como alguns parecem ter sido feitos nos últimos anos.

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Propostas do grupo Economia e Energia

I.
Portugal, pela suas características naturais, pela capacidade inovadora que ao longo da sua história tem revelado, pela excelência dos seus recursos humanos e pelo trabalho que tem vindo a iniciar nos últimos anos, apresenta todas as condições para se assumir como um dos líderes no desenvolvimento de energias renováveis, criando um nicho de desenvolvimento económico assente nos sectores com elas relacionados.
Uma aposta clara no desenvolvimento de energias alternativas (solar, eólica, marmotriz, geotérmica, magnética, etc.) às assentes em combustíveis fósseis, com uma ambição internacional, permitiria a criação de emprego especializado e altamente qualificado, a criação de riqueza, o desenvolvimento da educação e da investigação, a redução da dependência energética, uma melhoria da nossa balança de transacções com o exterior e a liderança no campo do saber. Esta aposta deverá passar pelo apoio a projectos de investigação, desenvolvimento e investimento provenientes dos diversos agentes. O apoio necessário não se esgota em questões de financiamento, mas deverá incluir também apoio técnico, de orientação e de incentivo ao empreendedorismo.
Deverão ainda ser fortemente apoiadas as iniciativas individuais ou comunitárias que contribuam para a redução do consumo energético ou para a auto-suficiência neste campo.
II.
A implantação de energias alternativas no nosso país deverá ser criteriosa. A sua utilização indiscriminada poderá ter efeitos contrários aos desejados, pelo que deverão existir regras bem definidas para a sua implementação. O recurso à energia eólica, por exemplo, deverá ter em conta os locais ambientalmente mais sensíveis, face ao impacto que os equipamentos a ela associados apresentam na paisagem, na flora e na fauna locais (alteração de corredores de migração de aves, impacto dos grandes caminhos de acesso aos parques, consequências ao nível da flora que, em alguns casos, só existe nos cimos das serras, etc.). Assim, deverá ser claramente previsto em lei a proibição da criação de campos eólicos em parques naturais e áreas protegidas, sem qualquer excepção.
A energia nuclear proveniente da “fusão a quente” deverá ser taxativamente recusada. Para além do risco de acidentes graves, mantêm-se as questões relacionadas com os resíduos. Enquanto a sua eliminação não for possível, todas as soluções encontradas serão insatisfatórias, uma vez que apenas adiam o problema, não o resolvendo.
III.
A crescente confusão entre os conceitos de desenvolvimento económico e de crescimento económico que está presente nos discursos oficiais, na comunicação social e na opinião pública em geral é um reflexo de alguns dos valores que predominam na sociedade actual.
O crescimento económico é medido a partir da produção comercializável, sendo que a sua avaliação é feita com base nos agregados da contabilidade nacional, como o Produto Interno Bruto (PIB) ou o Rendimento Nacional. Mas este indicadores pouco ou nada nos dizem sobre o desenvolvimento económico, cuja avaliação inclui as mudanças das estruturas mentais e dos hábitos sociais, a distribuição da riqueza produzida, a justiça do sistema fiscal, a qualidade da educação, a igualdade de oportunidades, etc.
No entanto, o crescimento económico tem sido, frequentemente, o único barómetro utilizado pelos responsáveis políticos – com eco na comunicação social - para medir o bem-estar e a “saúde” de um território.
De facto, quando se analisa a economia do país ou de uma das suas regiões, os indicadores que sobressaem e aos quais é dada maior relevância são indicadores que se debruçam, quase exclusivamente em critérios de crescimento económico, de criação de riqueza ou relacionados com a produtividade. Esses indicadores são centrados exclusivamente no homem e desligados do meio em que ele se insere.
Estando inseridos num ecossistema dinâmico, se por via da nossa capacidade racional não percebermos a falácia que constitui a lógica dominante subordinada ao crescimento económico a todo o custo, estaremos condenados a aprender por via de mecanismos naturais as consequências de perturbarmos em demasiado o estado de equilíbrio natural.
Assim, como instrumentos para definição de políticas económicas propomos o estudo, adopção e utilização de indicadores alternativos que sejam verdadeiros barómetros para aferir do bem-estar real das populações, numa perspectiva holística, devendo ser divulgados com a mesma importância que normalmente é atribuída aos indicadores tradicionais.
Como exemplo, propomos a adopção do FIB - Felicidade Interna Bruta. Este indicador, adoptado pelo Butão, não se encontra em contraposição ao PIB: este é parte integrante do primeiro, uma vez que o crescimento económico também promove o bem-estar. No entanto, também não pretende valorizar exclusivamente a capacidade produtiva da população. Para o seu cálculo são tidos em conta elementos como o bem-estar psicológico (sendo utilizados indicadores como níveis de stress, actividades espirituais, auto-avaliação da saúde, …), a utilização do tempo, a saúde, a educação, a diversidade cultural, a avaliação do sistema governativo, a diversidade ecológica, etc.).
IV.
Face às limitações do crescimento económico, ao esgotamento dos combustíveis fósseis, ao êxodo das populações e à necessidade de dinamização das economias locais, consideramos que o desenvolvimento rural deverá passar, em grande medida, por políticas que promovam a resiliência.
Nesse sentido, propomos o desenvolvimento e apoio a estruturas que permitam às comunidades locais e regionais ter capacidade para lidar com choques económicos e energéticos externos, mantendo as suas características intrínsecas, o que implica garantir condições de auto-suficiência.
O desenvolvimento local deverá também passar pela relocalização, dinamizando políticas e iniciativas que permitam às diversas regiões e/ou comunidades libertarem-se de uma dependência excessiva da economia global, investindo os seus próprios recursos para produzir uma parcela significativa dos bens e serviços que consomem: água, alimentação, materiais de construção, tecidos, madeira, energia, etc..
Em última análise, com a crescente indisponibilidade de combustíveis fósseis, a nossa capacidade de transportar mercadorias irá, necessariamente, diminuir, tornando o processo inevitável. Assim, devemos começar já a construir as infra-estruturas que permitam o fornecimento local.
Como política de desenvolvimento regional, consideramos importante o apoio a iniciativas que promovam a utilização de moedas locais e/ou regionais: mecanismos de troca que garantam que uma grande parte do consumo seja feito localmente, produzindo riqueza que se redistribuirá ao nível da comunidade/região e reforçando a cooperação económica e social entre os habitantes.
Defendemos que deverá ser dada particular atenção a estas iniciativas nas regiões que sofrem problemas de interioridade e que a sua gestão seja feita por organismos que agreguem todos os agentes económicos regionais.
V.
Uma rede de transportes eficiente assume uma importância vital na economia de qualquer país. Portugal não é excepção. Nas últimas décadas, o país realizou um enorme investimento na construção de uma rede viária, privilegiando o transporte rodoviário.
Apesar das vantagens que uma rede de estradas apresenta para a circulação de pessoas e bens, uma política de transportes potenciadora de bem-estar não se pode esgotar aí. É necessário actuar em áreas como a rede ferroviária nacional e o incentivo à utilização de meios colectivos e alternativos de transporte.
A ferrovia possui uma grande capacidade de transporte, apresenta uma velocidade elevada, realiza o seu tráfego em vias exclusivas e tem um custo operacional baixo em relação ao peso total transportado. Para além disso, é seguro, energeticamente eficiente e é uma alternativa válida a outros meios de transporte mais poluentes, podendo dar uma grande contribuição para a redução do número de automóveis em circulação.
Assim, Portugal deveria realizar uma aposta séria na recuperação, modernização e expansão da sua ferrovia, tornando-a um elemento fundamental da sua política de transportes e de desenvolvimento da economia local e regional.
Tem-se assistido também, nos últimos anos, à criação de uma série de infra-estruturas destinadas ao passeio pedestre e de bicicleta, muitas vezes aproveitando vias-férreas desactivadas. São iniciativas que merecem elogio e que deverão continuar a ser incentivadas.
No entanto, essas vias são normalmente localizadas em áreas periféricas aos centros urbanos. É necessário incentivar a utilização da bicicleta como meio de transporte nas cidades. Um passo fundamental para que tal aconteça é a criação de vias exclusivas para a sua circulação dentro das zonas urbanas, bem como a sua ligação às zonas rurais.
O reforço dos meios de transporte colectivos deverá ser um elemento indispensável de uma política energética e ambiental eficiente. Eles deverão estar disponíveis para todos os potenciais utilizadores, a preços acessíveis (o custo acrescido será, decerto, compensado com a poupança nos gastos de saúde) e inseridos em redes flexíveis e com horários realistas face às necessidades das populações em geral.
Neste âmbito, não nos poderemos limitar a olhar apenas para a rede urbana. É urgente repensar e desenvolver os transportes colectivos que ligam as cidades às áreas rurais, sendo esta questão ainda mais urgente no interior do país.
Por outro lado, todos os transportes colectivos, bem como as viaturas do Estado, deverão, obrigatoriamente, ser eco-eficientes.
VI.
Nos últimos anos, tem crescido de forma exponencial a oferta turística no nosso país. No entanto, os factores de atractividade que Portugal apresenta e que se propõe explorar são consecutiva e dramaticamente alterados, degradando-se a oferta inicialmente proposta. Um triste exemplo é o Algarve turístico, cuja exploração assente num turismo de massas matou a qualidade da oferta inicial, não trazendo necessariamente uma melhoria nas condições de vida das populações locais, tendo em conta os princípios do desenvolvimento sustentável e da preservação da cultura e natureza.
Entendemos que o turismo deverá ser encarado como uma consequência do desenvolvimento social, cultural e natural e não uma causa directa e primordial, nunca podendo colocar em causa a sustentabilidade dos recursos nacionais.
A promoção do turismo em Portugal deverá ser sustentada primordialmente pelo interesse regional, criando valor acrescentado baseado nas especificidades de cada região, procurando manter nas comunidades locais a riqueza por ele gerada.
VII.
O potencial universalista de Portugal, dada a diáspora planetária da sua história, cultura e língua deverá também estar presente nas relações económicas internacionais, desde que se abandonem lógicas de colonialismo, exploração e domínio.
A ligação privilegiada de Portugal aos países de língua oficial portuguesa deveria ter reflexos em relações económicas potenciadoras de benefícios mútuos assentes em valores humanos e justos.
Neste contexto, propõe-se a criação de um espaço comunitário partilhado pelos países de língua oficial portuguesa com uma circulação de bens, pessoas e conhecimento facilitada.
VIII.
Entendemos que as relações económicas externas de Portugal não poderão deixar de ter em conta violações sistemáticas de direitos humanos.
Assim, no contexto do comércio internacional, consideramos ser imprescindível a existência de uma política nacional (que envolva todos os agentes económicos e não apenas o Estado) que introduza, nas operações de importação, critérios de respeito pelos direitos humanos e pelo ambiente por países terceiros, bem como garantias de que na origem dos produtos ou serviços não estão presentes situações de exploração de mão-de-obra infantil.
IX.
Todas as mudanças profundas nos sistemas sociais, económicos e culturais só são possíveis quando acompanhadas por uma educação e formação capazes e abrangentes, que inclua o incentivo à inovação e iniciativa.
No campo económico, propomos que, desde cedo, se incluam nos currículos escolares matérias relacionadas com o empreendedorismo, de forma a educar pessoas capazes de ter iniciativa e de mobilizar recursos (incluindo os humanos) para alcançar objectivos decorrentes de uma ideia. Deverá ser disponibilizada formação aos responsáveis educativos para serem capazes de desenvolverem estas ideias segundo a perspectiva do campo de estudos de cada um.
No ensino universitário, a lógica de especialização actualmente vigente, bem como o desaparecimento dos currículos dos cursos de Economia de disciplinas como a Sociologia, a História, a Filosofia, entre outras, tem contribuído para a criação de profissionais sem uma visão holística da sociedade.
Propõe-se, assim, a adopção nos cursos universitários de Economia de disciplinas obrigatórias que permitam compreender a sociedade em que nos inserimos, a sua evolução e os diversos factores que a influenciam, fornecendo uma visão abrangente dos problemas e das possíveis soluções.

Colóquio - "Transição para uma Economia e Cultura Pós-carbono"


De hoje a um mês, no dia 10 de Abril, vai ocorrer em Pombal um colóquio sobre as iniciativas de Transição, denominado "Transição para uma Economia e Cultura Pós-carbono".
A transição começa em mim, começa em si, começa em pequenas comunidades locais, começa onde um grupo de pessoas está pronto e consciente da necessidade de mudar atitudes e modos de vida com vista a um decrescimento do consumo, à progressiva independência do petróleo, à interajuda entre as pessoas, à proximidade com a natureza. Começa por quem entende que qualidade de vida não é sinónimo do verbo ter, nem do sedentarismo confortável. Começa por quem entende que a solução parte de cada um de nós, e que chegou a hora de agir.
A transição já começou noutros países. Já começou no Reino Unido, com o paradigmático exemplo de Totnes, e já se estendeu a outras comunidades noutros pontos do país, à Irlanda, ao Canadá, ao Chile, À Nova Zelândia, À Alemanha e ao Japão. No total, existem já 126 comunidades oficialmente designadas como "Cidades de Transição", embora com dimensões muito variáveis.
Transcrevo abaixo o texto introdutório de João Leitão, um dos organizador do evento, que já conhecemos aqui do projecto Coisas do Vizinho. O programa do colóquio encontra-se disponível na rede Permacultura Portugal, também criada pelo João Leitão.

"INTRODUÇÃO
Vivemos desafios sem paralelo na História da Humanidade. Na área da energia, cresce o número de especialistas que considera que chegou ao fim, a era dos combustíveis fósseis baratos e abundantes, factor historicamente essencial ao modelo económico dominante, assente na ideia de expansão económica contínua. Por outro lado, as provas de que vários recursos naturais essenciais à nossa existência no Planeta, como por exemplo, água potável, florestas, biodiversidade, solos aráveis, qualidade mínima do ar, reservas de peixe, clima estável, etc., estão sujeitos a enorme stresse, parecem ser cada vez mais irrefutáveis. No campo da saúde mental, os dados relativos às patologias mais comuns, ligadas às perturbações da ansiedade e às depressões, sugerem que o modelo económico e social que preside à organização da nossa sociedade, deve ser repensado.
O Modelo de Transição afirma que é sobretudo ao nível local, que encontramos a solução para muitas questões que o Séc. XXI nos coloca. As Iniciativas de Transição são também inspiradas pelos princípios éticos e de design da Permacultura. Elas são a prova que a sociedade civil, os cidadãos comuns, têm em si o poder para responder criativamente e com eficácia, nomeadamente, aos desafios do Pico do Petróleo, das Alterações Climáticas, e da Vulnerabilidade Económica. Pombal ou a Região de Leiria podem dar o exemplo em Portugal, inspirando outras localidades e as suas gentes, a abraçar a Transição como uma forma positiva de preparar o futuro das próximas gerações, oferecendo resiliência e optimismo, face a choques externos à comunidade.

OBJECTIVOS DO ENCONTRO
Consciencializar as pessoas para os limites aos crescimento,as alterações climáticas e a dependência da nossa Civilização dos combustíveis fósseis abundantes e baratos; Alertar para a insustentabilidade a médio/longo prazo dos actuais sistemas de produção, distribuição e consumo de bens e serviços; Identificar factores estruturais de mudança: redução energética, uma nova organização do espaço e das relações territoriais, sociais e económicas; Sugerir que estilos de vida com menor consumo energético, cuidado com o Ambiente, e sobretudo mais integrados nas comunidades locais, conduzem à subida dos níveis de bem-estar; Divulgar e sensibilizar para um conjunto de iniciativas em curso de estímulo à mudança de paradigma de desenvolvimento: as Iniciativas de Transição (Transition Towns): porquê, para quê e como?; Partilhar boas práticas existentes que estão de acordo com espírito da Transição no contexto português; Discutir a ideia do desenvolvimento de uma Iniciativa de Transição-piloto no concelho de Pombal: que ameaças e oportunidades, a definição de um conceito, a identificação de parceiros, a dinamização de um grupo de trabalho."

Sobre a Cimeira de Copenhaga

"(...) Como forma de combater o excesso de CO2 na atmosfera desenvolveu-se o conceito de mitigação climática.
Todos nós, quer acreditemos em alterações climáticas ou mesmo sendo cépticos a este facto, nos rendemos à plantação de uma árvore. Todos os contos infantis têm bosques e florestas, e quando crescemos são os lugares hidílicos, de fonte de beleza da vida.
No entanto, diferem bastante dos contos de fadas na realidade, em que milhões de hectares são ocupados por eucaliptos ou pinheiros bravos. Desertos verdes, mihares de hectares destas árvores retiram a água do solo, os nutrientes e, expulsam as comunidades indigenas.
A paisagem é também ocupada com enormes torres éolicas, centrais solares, centrais de carvão e nucleares, barragens que impedem os rios de percorrerem o seu caminho milenar. A troco de mais uns neons de publicidade, de incentivo ao consumo e logo, à frustração, destroí-se o que é mais necessário, pelo planeta inteiro.
Enquanto que o excesso de consumo de carne, açucar e óleo é a primeira causa de doenças mortais nos paises ditos ricos, a sua produção é causa de destruição ecológica nos paises pobres. Comunidades são expulsas ou assasinadas para dar lugar a mega produções de soja, cereais, óleo de palma, cana de açucar. Uma familia camponesa que trabalhava o seu sustento em 1 hectar de terra é agora obrigada a trabalhar nestas plantações ou, emigrar para a cidade.
O colonialismo é a marca mais negra da história humana. Este sistema permitiu retirar aos seus legítimos donos todos os recursos naturais, e as suas próprias vidas. Sistema capaz de fazer que comunidades residentes nos seus locais de origem se tornassem comunidades marginais, párias, num estorvo.
Este sistema tem como objectivo esturquir riqueza de forma a criar nos paises um foço maior entre quem-muito-tem e quem-muito-tem-de-fazer-para-ter-o-mínimo. O fosso entre ricos e pobres aprofundou-se tanto que o fundo deste se encontra a bilhões de dólares de profundidade.
Esta cimeira pretendia pintar de verde um sistema que é negro, que se baseia na ganância, no roubo, na violação. A sua base é a expropriação do bem comum, e o seu único objectivo o lucro. (...)"

Texto de Nuno Belchior. Ler mais: http://projecto270.blogspot.com/

Leading Scientists And Thinkers On Energy – Dr. Thomas Valone

Fonte: ScientificBlogging

In this latest installment of our on-going series of interviews with some of the leading thinkers and scientists on the subject of energy, we interview Dr. Thomas Valone.

Facing and solving the multiple issues concerning energy is the single most pressing problem that we face as a species. There is a lot of media coverage about energy, alternative energy and global warming, but what has been missing is the knowledge and point of view of scientists, at least in the main stream media.

Dr. Thomas Valone is a physicist and licensed professional engineer with 30 years professional experience, is a patent examiner, research engineer, instrumentation designer and also an author, lecturer, and consultant on future energy developments. He is President and founder of Integrity Research Institute and formerly a community college teacher and a Research Director for Scott Aviation-ATO, Inc. He helped design the HullCom® for naval intraship communication, a 60 Hz gaussmeter without harmonic distortion, two bioelectric therapy devices, and a dental mercury vapor ionizer-precipitator.



He is editor of Future Energy, Energetic Processes Vol. I & II, Turning the Corner: Energy Solutions for the 21st Century and a few conference proceedings, as well as author of Zero Point Energy: The Fuel of the Future, Practical Conversion of Zero-Point Energy, Homopolar Handbook, Electrogravitics Vol. 1 & II, Bioelectromagnetic Healing, Bush-Cheney Energy Study, Clinton Administration Energy Study and about 100 published reports and articles. He has also served as an expert witness, an expert declaration writer for court cases and appeared on CNN, A&E, and the Discovery Channels, besides a few commercial energy videos. Currently, Dr. Valone is a member of the Institute of Electrical and Electronic Engineers, the Bioelectromagnetics Society, the National Space Society and the Union of Concerned Scientists. He is also a Fellow of the World Innovation Foundation. His works have been published in German, French, Korean and English.

I met Tom at the Foundation for the Futures’ conference on the future of energy and was taken with his positive outlook and the fact that he has been a patent examiner.


Scientificblogging.com: As a scientist and patent examiner you are in superlative company. Any other similarities with Albert Einstein? Seriously, how does your work with the government patent office compliment your scientific work and research?


VALONE: Any comments that I make in this regard do not reflect the views of the US Patent and Trademark Office and are only my personal viewpoints as a private citizen. Of course, when a recent biography of Einstein was aired on the PBS channel, I was happy to watch, being a physicist and patent examiner. However, I learned from the narrator that “Einstein was employed at a dead-end job at the Swiss Patent Office” before he was freed by publishing three seminal journal articles and receiving other job offers. The work at the US PTO often feels like a dead-end, repetitive job since it is piecemeal, production work with no job security. However, I have tried to follow in Einstein’s footsteps, who was born in the same month as I was, by taking General Relativity as a physics graduate student years ago, using it for analyzing non-inertial reference frames in my physics Master’s thesis on the homopolar generator, and recently by buying the book “How to Think Like an Einstein”, and also writing a PhD thesis on zero point energy performance of useful work from the quantum vacuum. This last work, which I hid in my drawer at the Patent Office just like Einstein did, has evolved into the popular book, Zero Point Energy: The Fuel of the Future, which presents practical suggestions for converting ZPE into electricity. That’s where the ability to search the scientific and patent literature comes in handy…finding science and engineering inventions in a particular field and thus doing ‘due diligence.’


Scientificblogging.com: You presentation at the Foundation for the Futures’ future of energy conference was one of the more urgent presentations about the need for alternative energy sources. How urgent is the global energy situation?


VALONE: To answer the urgency question, we have to realize just one of the IPCC findings. That is, with every single degree of global temperature increase, there is a whole category on the average of increase in hurricane strength. We have already experienced this in our lifetime. A category 5 hurricane now will suck enough energy from the ocean to become a category 6, etc. The melting of the Antarctic and most importantly, the Greenland ice sheets is not only inevitable, according to a climate chart published by MIT’s Technology Review in July, 2006, but roughly equals the 80 meters of extraordinary sea level rise that is predicted by that calibrated chart. As fossil fuels continue to push carbon dioxide levels past the 400, 500 and the expected 700 ppm levels, we are entering new, uncharted territory on an earth that has not exceeded such levels in 400,000 years. We really need to introduce a completely clean and inexpensive source of energy for electricity, such as a zero point energy diode generator, in the next ten years to have any hope of revolutionizing the climate and energy usage.


Scientificblogging.com: Do you believe in Peak Oil? When will we be passing through it and when might the planet run out of oil?


VALONE: Peak Oil is not a matter of belief. It is a fact that Hubbert established to everyone’s satisfaction by predicting the United States’ peak of oil production twenty five years before it happened. His prediction for the world oil production has all the experts arguing about the give-or-take of only a couple of decades! That’s how close the tolerance is for Hubbert’s Peak. In other words, we are actually experiencing the maximum oil production that the world can sustain at the present time: about 72 million barrels of oil per day. This black, dead fossil liquid consumption by living human beings is on the same order of magnitude as the water flow over the American Falls in New York State, where I grew up. The only direction for this rate is downward. The U.A.E. presently is preparing for their Peak Oil by investing heavily in tourism resorts near Dubai and by building islands in the ocean with mansions on them. Technically, to answer the second question, the planet will never run out of oil. However, as Nikola Tesla pointed out, we won’t be able to continue burning it for fuel for the sake of our future generations.


Scientificblogging.com: What are the best sources of alternative energy for the next 20 years?


VALONE: The best sources of alternative energy for the next 20 years depends upon what application is in mind. The top of the list has to include photovoltaic solar electricity. I recently wrote an article in the Integrity Research Institute’s Annual Report about a “Revolution in Solar Energy” which summarizes the latest discoveries. The ability to generate more than one electron from a photon of light, has now been demonstrated by Los Alamos labs. Alan Heeger , who won the 2000 Nobel Prize for his co-discovery of electrically conducting polymers, and his colleagues at the University of California, Santa Barbara (UCSB), have recently created process for multiple layers of plastic PV material with flexibility and high efficiency. The company Konarka based in Lowell, MA is the one to watch. Their polymer PV cells can even generate electricity with background room lighting. Another source of alternative energy that is on my “best” list is the permanent magnet motor, utilizing the ‘magnetic gradient.’ IRI has a spiral stator design that improves upon the old Kure Tekko Japanese patents of the 1970’s with several innovative magnetic pulsing techniques. We can foresee the day when a magnetic car will compete favorably with the electric car, since it will not need recharging. Geothermal energy is another ‘best’ and ubiquitous source of energy that has been highly recommended for municipalities and centralized power. Another favorite of mine is zero point energy, since I have performed a feasibility study and found that ‘zero bias’ diodes are manifesting the rectified electricity which we all desire for a generator. The quantum vacuum continually generates random non-thermal noise (called ‘zero point energy’) in solid state devices, causing tunneling and electron flow. It is time to start using this free energy source in a big way. The end product will have a construction, much like the tiny LEDs in our flat screen televisions, with millions of diodes all transducing zero point energy into electron current. For the application of medium to large industrial plants, I recommend the conversion of waste heat into electricity. The company, Primary Energy, headed by Tom Casten, has a wonderful offer they cannot refuse: allow him to build the electrical generation plant on site and they save about half on all future electricity bills. Other promising alternative energy sources include off-shore wind generators, tidal generators, and ocean current electrical generators. For the transportation sector, I advocate compressed air cars and plug-in electric cars, which are making their debut in every other country but the US. The US, as you might remember, is the country and GM is the company “Who Killed the Electric Car.” This debacle of purposely crushing every leased EV-1 electric car by GM is now recorded on DVD (by SONY Classic Pictures) for historical posterity. As Europe, Iceland, and other countries become energy independent and non-polluting, our EPA has yet to declare CO2 an environmental pollutant.


Scientificblogging.com: How soon do you these sources significantly impacting the world’s use of fossil fuels? What can be done to accelerate the timelines?


VALONE: As mentioned above, the US EPA is at fault, just as the California Air Quality Board was in 2002, for not standing up to the most problematic greenhouse gas and limiting its emission rate. Once legislation has been passed, the industrial sector has proven its ability to adapt, which will accelerate the timelines. As was the case in the 1970’s after the first Mid-East Oil Embargo, the US has the will power and the resourcefulness to put into practice the conservation mandates that are recommended by government. For example, conservation has not been advocated recently but back then it was and the US responded by almost a 50% savings in energy consumption. Today the Alliance to Save Energy here in DC is famous for “Energy Efficiency” forums, awards and programs. As Amory Lovins points out, it is easier and cheaper to save energy than to generate it. Therefore, to answer the question, in the short term, we can significantly impact this country’s use of fossil fuels, while the 5 to 10 year lag of development of zero-fuel devices takes place.


Scientificblogging.com: What might be the sources of alternative energy longer term? What do you see that is promising?


VALONE: As mentioned above, for the longer term, zero point energy devices will be developed and are foreseen by many experts to permanently solve the energy problem, also making practical space travel possible. Cold fusion devices will also become available, along with other exotic sources of energy, such as the pB-11 plasma focus fusion under development at the University of Illinois. Still, the biggest breakthrough for the future has to be the Konarka multi-layer polymer solar cell which is predicted to be inserted into almost everything, since it generates electricity from ambient room light.


Scientificblogging.com: Why is cold fusion so promising? Hasn’t the scientific community at large ridiculed it? Please explain to my readers why significant resources should be directed toward developing this type of energy?


VALONE: The International Conference on Cold Fusion is scheduled for Washington DC in 2008 for the first time and I look forward to participating in it. My nonprofitwww.IntegrityResearchInstitute.org has sponsored one cold fusion seminar (LENREW-2000) and has consistently featured one “token” cold fusion speaker at both Conferences on Future Energy (COFE and COFE2). Suffice it to say, nature creates transmutation of elements at the cellular level, well documented in peer-reviewed journal articles, and reported by Dr. Ed Storms at COFE in 1999 and elsewhere. Cold fusion also achieves similar transmutation of elements through tabletop electrolysis, which is not so strange once we realize that nature does this consistently. It is so promising because the fact that transmutation means a nuclear reaction has to take place. Repeatable experiments of cheap, efficient heat production have been demonstrated in over a dozen government labs, which also indicates its promise. To answer the second question, we only have to thank the American Physical Society for creating enough obfuscation in 1989, mainly by Dr. Robert Park who for years fulfilled the role of public affairs director. He took it on himself to raise the skeptics flag and has waved it ever since. My removal from the Patent Office in 1999 was credited to him by the arbitrator who reinstated me. He acknowledged the bad publicity he created for my first COFE and the phone calls he made to the Commerce Department to discredit me, all for having one cold fusion speaker at COFE, which might have taken place at the State, Energy or Commerce Department. The ridicule mainly comes from a lack of understanding and, as my arbitrator pointed out, the fear that if successful, cold fusion will draw from the same limited pot of funding that hot fusion now enjoys. I know that once we become aware of the billion-dollar fusion boondoggle called “magnetic confinement” or the “tokamak,” which the DOE admits will not become commercially viable for electricity generation even by 2050 (always 30 years or more in the future), the urge to include plasma focus fusion, cold fusion, electrostatic confinement fusion, and even bubble fusion becomes much more defensible.


Scientificblogging.com:Are you optimistic that humanity can replace fossil fuels in time to avoid an environmental cataclysm?


VALONE: Every time there is an administration change in DC, I generate great optimism for energy policy change. I have given several slide shows for Congressional staffers and even advised Senator Kerry’s office when he was running for President. The question of avoiding the inevitable tidal wave from a number of likely causes (including the Canary Island landslide), the inevitable eruption of the Yellowstone caldera, or the unavoidable increased heat waves and stronger hurricanes due to global warming, as well as the inevitable sinking of most of Louisiana and Florida as the sea rises in the next century, all depend upon the next 20 years of preparation. If we as private scientists and entrepreneurs can break through the development and production barriers, while China manufacturing is still cheap and their currency has not been devalued, then the world will hopefully receive the cheap, inexpensive, one cubic foot box which I have repeatedly envisioned as the container powering the local home or business. Yes, I am optimistic, mainly from my belief in a benevolent Higher Power. However, some environmental changes are necessary, just like Katrina, to replace the impotent government agency leaders (e.g. FEMA) who often stop progress and instead, maintain inefficiency.


Scientificblogging.com: Any final thoughts or comments?


VALONE: Everyone can do his or her part to conserve energy and reduce their personal carbon dioxide emissions, including recycling their waste, installing passive solar in their homes and buying a hybrid, if they can afford to do so. Writing their Senator and Congressman to include green legislation like the 10% renewable portfolio for each state is vital. Right now, Europe has a 20% renewable portfolio for their energy production and the US lags behind, even though we are the biggest consumer (20 million barrels per day) of oil and the biggest polluter in the world. It is up to the US to change its ways if we believe the world can change for the better. Supporting and buying stock in Planktos, Inc., which has a wonderful plankton-feeding program for the ocean to sequester millions of tons of CO2, is also very important for the short term. The world’s temperature and sea level are being driven (thermally forced) by the present heat-trapping 400 ppm of CO2 in the atmosphere. Planetary wide modifications by the human race united for a common cause will solve this problem for the better.


Scientificblogging.com: Thank you Tom.

Focus Fusion

Estão neste momento a trabalhar no Chile praticamente sem apoios.


Fonte: Google Tech Talks e http://focusfusion.org/

Energia Livre

A REVOLUÇÃO DA ENERGIA LIVRE ( 1de 4)

"As renováveis na economia"

"Os resultados do estudo "Impacto Macroeconómico do Sector das Energias Renováveis em Portugal", apresentados pela Associação de Energias Renováveis (APREN) e pela consultora Deloitte, evidenciam a importância da dimensão económica, social e ambiental deste ramo de actividade, com significativos impactes no Produto Interno Bruto (PIB) e no emprego gerado, na diminuição das emissões de CO2 e na reduçao da dependência energética nacional. O mesmo estudo estima que em 2015 a contribuição do sector para o PIB rondrá os quatro milhões de euros (o dobro do que contribuiu em 2008)."
in "Notícias Magazine", 13 Dez 2009

A energia eólica - Breves notas

A "aposta" nas energias renováveis que se está a fazer em Portugal tem passado, e muito, pela energia eólica.
De facto, as suas vantagens são diversas: é uma fonte de energia renovável, não emite directamente poluentes e dinamiza a economia através de actividades ligadas à fabricação, comercialização e instalação dos equipamentos associados.
No entanto, a instalação de parques eólicos em áreas ambientalmente sensíveis (como tem acontecido com demasiada frequência) coloca questões graves: alteração de corredores de migração de aves; impacto dos grandes caminhos de acesso aos parques; consequências ao nível da flora que, em alguns casos, só existe nos cimos das serras,...
Estudos de impactos ambientais seriamente realizados devem ser tidos em conta, abandonando a natureza leviana como alguns parecem ter sido feitos nos últimos anos.