Um espaço para reinventar Portugal como nação de todo o Mundo, que estabeleça pontes, mediações e diálogos entre todos os povos, culturas e civilizações e promova os valores mais universalistas, conforme o símbolo da Esfera Armilar. Há que visar o melhor possível para todos, uma cultura da paz, da compreensão e da fraternidade à escala planetária, orientada não só para o bem da espécie humana, mas também para a preservação da natureza e o bem-estar de todas as formas de vida sencientes.

"Nós, Portugal, o poder ser"

- Fernando Pessoa, Mensagem.
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Educação Intuitiva

Mais um dado para reflexão acerca da forma como educamos e da forma como deveriam ser educadas nossas crianças, os adultos de amanhã.
E, como venho defendendo, estando a educação completamente infiltrada na saúde (no mínimo) mental dos indivíduos, servirá também para reflexão acerca da forma como entendemos a saúde actualmente: saúde infantil, saúde escolar, saúde familiar, saúde laboral.....

Basicamente, o conceito de educação intuitiva parte do pressuposto de que todos sem excepção, como animais procriadores que somos, sabemos como devemos responder, em cada momento, às solicitações de nossas crias/filhos/crianças. Sabemos ver, escutar, sentir, reagir.... proteger. Porque somos pais, mas também porque já fomos crianças um dia.

Parece simples, mas actualmente a nossa intuição está muitas vezes abafada pelo factor social e, sobretudo, pelo que é socialmente aceite e socialmente determinado.

São 8 os princípios da educação intuitiva, que passo a enunciar:

Preparação para o parto, que inclua a componente afectiva e emocional do estar grávida, parir e ser mãe/pai

Alimentar com amor e respeito, em todas as idades, sem a "ditadura" do relógio; alimentar com comida, mas também com afectos

Responder às necessidades emocionais da criança, quando chora, quando tem medo, quando pede colo.... perceber o que ela sente e ajuda-la a recuperar o equilíbrio interno, para que se sinta segura

Promover contacto físico: abraçar, beijar, tocar.... o colo e o amor nunca são demais e são o melhor remédio que existe para qualquer tipo de dor

Assegurar um sono seguro, física e emocionalmente.... partilhar o sono não é algo perigoso, como geralmente tendemos a pensar, desde que sejam cumpridas algumas regras muito simples

Evitar separações prolongadas: os filhos precisam dos pais, da presença dos pais, do cheiro dos pais

Praticar a disciplina positiva... disciplina de discípulo: aquele que segue o exemplo de quem ensina

Procurar o equilíbrio familiar: nossos filhos só estão bem, quando nós estamos bem; não há volta a dar a isto!

Convido-vos a conhecerem melhor o conceito científico do termo:

http://www.rituaismaternos.com/educacao-intuitiva/
http://apilisboa.blogspot.com/2008/07/os-oito-princpios-da-educao-intuitiva.html

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Casa-Jardim inteiramente de dicada à Gravidez, Maternidade e Educação, em Lisboa

A hora é AGORA!!!!!

Ajudem a colocar em prática um maravilhoso projecto de apoio à gravidez, maternidade e educação das crianças, que pretende colocar no centro de Lisboa e para toda a cidade um portal para o regresso ao passado da aldeia educativa, onde se aprende o parto, a amamentação, a educação e o crescimento, através da observação, da partilha, da interajuda..... um lugar onde se dá espaço à emoção, ao afecto, ao amor....

Não deixem de colaborar. Escrevam, dêem ideias, digam de que forma gostariam de participar, mas não fiquem indiferentes. É preciso a ajuda de todos nós para tornar realidade este sonho, que já foi aprovado pela Câmara de Lisboa.

Vejam aqui: http://wantamiracle.blogspot.com/2010/06/uma-casa-inteiramente-dedicada.html

e aqui: http://www.facebook.com/event.php?eid=133915539960213

Se queremos um país diferente, temos de ser nós, cada um de nós, a torná-lo um lugar diferente.

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Fechar o Hospital D. Estefânea?!... Porquê?... Para quê?

Apesar de uma petição com quase 100 000 assinaturas, continuam a todo o gás as diligencias para fechar o Hospital D. Estefânia, o único hospital pediátrico que serve a região central de Portugal Continental e um dos mais antigos Hospitais Pediátricos da Europa.

Quem são as forças minoritárias que se opõe a opinião publica? Por quem serão apoiadas? Os interesses dos grupos económicos estarão acima dos da Saúde das Nossas crianças ?

Está mais que provado que a condição particular da criança exige atenção especializada e diferenciada, na saúde e na doença!

Saibam mais em:
http://campanhapelohde.blogspot.com/2010/04/boletim-n-9-informacao-sobre-as.html

http://nosenfantsnousaccuseront-lefilm.com/bande-annonce.html

Humanização do Plano Nacional de Saúde 2011-2016

Dia 8 e 9 de Março deste ano, aconteceu no Centro de Congressos de Lisboa, o 3º Fórum Nacional de Saúde. O Outro Portugal esteve lá e ouviu o que os responsáveis pelas políticas de saúde no nosso país disseram relativamente à avaliação do Plano Nacional de Saúde (PNS) actual e aos objectivos do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2011-2016.

O encontro foi brindado com a participação da representante da Europa na Organização Mundial de Saúde (OMS), que não deixou passar a oportunidade para sublinhar a importância do desenvolvimento de acções e práticas baseadas em evidencia científica, apelando para uma mais estreita e cooperante ligação entre a comunidade médica e a comunidade científica.

Relativamente à avaliação do actual PNS, de acordo com a classificação atribuída pela OMS, o Plano de Saúde Português foi classificado em 12º lugar a nível mundial, o que é considerado um boa classificação. Esta classificação, conseguida através dos registos estatísticos de diminuição da gravidez adolescente, aumento do consumo de medicamentos genéricos, aumento da esperança de vida à nascença, baixo nível de mortalidade infantil, diminuição do número de mortes nas estradas, assim como a referencia da OMS de Portugal ter optado por um adequado acompanhamento da saúde infantil e escolar, foi no entanto abordada pelo Dr. Jorge Sampaio como uma conquista que não deve nem pode ser limitadora da acção futura, no sentido de que cada vez mais o PNS esteja mais próximo das necessidades da população e por isso mesmo, seja cada vez melhor.

Como aspectos negativos na avaliação do mesmo PNS, foram notados um aumento dos partos prematuros, um aumento dos nascimentos de termo com baixo peso (relacionado com um aumento do tabagismo, activo ou passivo, no grupo de grávidas), um aumento do número de cesarianas, uma ainda insuficiente saúde mental e um aumento do consumo de antidepressivos e ansioliticos... bem, na realidade, este último indicador foi considerado por Margarida Pinto Correia como bom (?!); mas penso que deve ter sido engano.

Nada foi referido relativamente ao atendimento da mulher durante o parto (poderiam ter referido o projecto Cegonha da Maternidade Alfredo da Costa, por exemplo, que pretende apostar numa abordagem mais natural, humana e fisiológica do parto, de acordo com as tão importantes evidencias científicas que a OMS preconiza), nem à amamentação, nem à forma como se acompanha a morte em Portugal. Este silêncio parece sugerir ou que está tudo bem nestas áreas, ou que estes são assuntos de menor importância ou que, o que é mais provavel, são assuntos de que ninguém gosta de falar. Para mim, este silêncio é sintomático de uma grave patologia social que é urgente ser cuidada.

Em relação aos muitos e bons trabalhos que têm vindo a ser "patrocinados" pela Direcção Geral de Saúde (DGS) em projectos implementados por diversas Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS), não há novidades. Como alguém na assistência referiu, os temas alvo de serem subsidiados continuam a ser os mesmos de sempre: toxicodependencia, obesidade, HIV e pouco mais. Não que não continue a ser importante trabalhar nestas áreas, apenas seria interessante alargar o leque a tantas outras importantes vertentes da saúde, que têm sido trabalhadas por IPSS e outras organizações, sem qualquer apoio financeiro, o que muitas vezes dificulta o trabalho e a possibilidade do mesmo ser mais abrangente. É que subsidiar instituições que resolvem, muitas vezes, questões de saúde, não é caridade! Sem o trabalho destas organizações não especializadas em saúde, o Sistema Nacional de Saúde certamente não teria capacidade para responder às diversas solicitações e também a classificação da Saúde Portuguesa não teria sido tão satisfatória; isto foi reconhecido pela própria mesa de palestrantes durante o Fórum.

De entre os projectos salientam-se os relacionados com a Saúde Oral, embora não seja esta a única especialidade de que carece o nosso Sistema Nacional de Saúde.

Uma forte componente Comunitária e de Cidadania existiu nos debates relacionados com os objectivos para o próximo PNS. Foi abordada a necessidade de ouvir o cidadão e o utente, respeitando as suas decisões em relação à sua vida e sua saúde, incluindo-o como principal agente no processo de cura ou manutenção da saúde. Foi referido que é urgente empoderar a pessoa, doente ou não, para que passe a ser mais responsável pelas suas decisões e comportamentos. Foi sublinhado que mais importante que actuar na cura é actuar na prevenção, no sentido de possibilitar aos cidadãos a opção por estilos de vida mais saudáveis.

Neste contexto e também porque o grande mote da OMS é o de aumentar a proximidade dos Orgãos de Saúde dos países aos seus cidadãos, o PNS 2011-2016 promete ser revolucionário no que diz respeito à humanização do Plano em si. Para este objectivo ser alcançado, foi construída uma plataforma interactiva no site do Plano Nacional de Saúde 2011-2016 (http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/), a qual foi activada no dia 8/03/2010.

Tendo eu já experimentado usar a plataforma, devo referir que não está propriamente acessível. Quem quiser usar, tem de saber que ela existe e tem de procurar um pouco até encontrar: entrando no site terão de clicar em Por uma Participação Consequente e aí entrar em Plataforma Saúde em Diálogo... estou a aguardar a resposta a uma pergunta que enviei, relacionada com a forma de utilizar a plataforma; sugeri ainda que a colocassem de forma mais visível.

Penso que já não é nada mau existir uma intenção de se mudar a abordagem da saúde para uma linha mais humanizada e centrada na pessoa. Mas não acredito que a DGS e o Alto Comissariado para a Saúde estejam à espera de muita participação; por um lado, porque a massa social actual é caracterizada por alguma apatia, por outro lado, porque também não colocaram a plataforma mais acessível e por outro ainda, porque não publicitaram esta possibilidade fora do Fórum.
... seria muito interessante serem surpreendidos...

Outro Portugal, vamos surpreendê-los?

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Marcha Mundial de Mulheres, contra a Violência e a Pobreza

No próximo dia 8 de Março (segunda feira) comemora-se o Dia Internacional da Mulher que é habitualmente marcado por uma série de iniciativas, algumas delas de âmbito regional, outras nacional e outras ainda de âmbito internacional. Neste contexto, constituiu-se em 1998 a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), uma rede feminista internacional com o objectivo de unir as mulheres do mundo em acções de luta contra a violência e a pobreza.

Depois do sucesso desta iniciativa em anos anteriores, 2010 será um ano repleto de variadas acções que se prolongarão até ao dia 17 de Outubro, desta vez centradas nos temas mais pertinentes e actuais: Bem Comum, Paz e Desmilitarização, Trabalho das Mulheres e Violência Contra as Mulheres. O primeiro evento está desde já marcado para o próprio dia 8 de Março às 17h30 no Rossio onde se concentrarão centenas de Mulheres que irão marchar pelas causas que as movem.

Diversas organizações (Grupo Crianças em Acção GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental http://gaia.org.pt/ Maternar http://www.maternar.pt/ Associação Doulas de Portugal http://doulasdeportugal.blogspot.com/ HumPar http://www.humpar.%20org/ ) irão se unir para transportar a faixa, cedida pela GAIA, intitulada:

"Por um Nascimento Carinhoso e Respeitado"

... porque a Paz começa no nascimento e "para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer" (Michel Odent), este será um momento importante para a sensibilização da população em geral e das próprias mulheres que irão participar no evento para a necessidade de se lutar por um parto e um nascimento mais carinhoso e respeitado.

É pedido às mulheres que queiram ajudar a carregar esta faixa, que levem vestido um porta-bebés (sling, pano, manduca, etc) com o seu bebé ou com um boneco, para que seja mais fácil o agrupamento.

Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa

A partir de hoje o Outro conta com a inestimável colaboração científica na área da Saúde e Bem-Estar da Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa. Na selecção dos artigos a Escola e o Outro darão prioridade aos problemas de saúde que afectam a maioria das pessoas, as chamadas doenças do século. Mas se algum dos nossos leitores tiver interesse sobre a abordagem deste tipo de medicina em relação a alguma condição em particular, pode falar connosco no blog ou no Facebook e faremos todos os possíveis por abordar esse tema.

O Outro visitou a escola, com sede na Rua D. Estefânia, 173-175, em Lisboa, e ficou encantado(a).  As recentes instalações da Escola situam-se num antigo palacete de 1900 com um lindíssimo jardim cheio de árvores centenárias, que já foi Museu dos CTT, Cinemateca e Casa dos Dias da Água.  O soalho  é de tábua corrida e as paredes têm painéis de madeira maciça talhada, tectos altos e a casa tem uma vida, um calor e aroma próprios. Simplesmente apetece ficar. Estava a chover torrencialmente lá fora mas, assim que entrámos, sentimos calor e a água que caía, visível ainda das janelas, parecia fazer parte do ambiente, como um dos cinco elementos básicos da natureza, quase como a fonte de toda aquela madeira, que produz o fogo, que produz a terra, que produz o metal... A água parecia efectivamente abraçar a casa, casa essa que estava cheia de pessoas genuínas, de sorrisos, de conversas, de energia. 

Contar com a colaboração dos directores e professores da ESMTC para divulgar alternativas no campo da Saúde aos leitores do Outro é motivo de uma enorme e profunda satisfação.

O Outro aposta na medicina integrada. Não há várias medicinas. Há uma única medicina. Existem é formas diferentes de curar.

3º Forum Nacional de Saúde

Vai acontecer o 3º Forum Nacional de Saúde (8 e 9 de Março, em Lisboa), no qual julgo ser pertinente participarmos. Bom mesmo seria fazermos parte do corpo comunicativo, no entanto julgo que, apesar do programa ser provisório, dada a próximidade do evento, isso será difícil. Mas... não custa tentar!

De qualquer forma, eu irei participar enquanto espectadora, no contexto da minha actividade profissional. Convido quem mais tiver possibilidade, a juntar-se a mim. Penso que poderemos retirar de lá algumas importantes informações, assim como contribuir para o enriquecimento do debate que eventualmente possa ser aberto ao público.

Aqui vai o link. As inscrições são on-line e gratuitas.

http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Not%C3%ADcias/3%C2%BA%20F%C3%B3rum%20Nacional%20de%20Sa%C3%BAde%20-%20para%20um%20futuro%20com%20sa%C3%BAde

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Diabetes Therapy - Exercise:

Taijiquan and Qigong

Links, Bibliography, Quotes, Notes


http://www.egreenway.com/taichichuan/diabetcc.htm

Documento Final do Grupo da Saúde

HUMANIZAÇÃO DA SAÚDE NO PRINCÍPIO, MEIO E FIM

Pretendemos associar a todos os aspectos da saúde em Portugal, o Princípio Ético da Humanização no Princípio, Meio e Fim.


No princípio, meio e fim da relação com a pessoa (doente ou não)

Em todos serviços do SNS deve ser mantido e reforçado o actual esforço de humanizar a relação com o utente, desde o momento que entra no serviço de saúde até ao momento em que deixa de usufruir do mesmo. Propomos o reforço da formação sobre as boas práticas de atendimento ao público (na vertente administrativa) e o reforço das competências na relação empática e compreensiva com o sofrimento e vivência do utente (na vertente assistencial), valorizando-se as componentes psicológicas do ser doente e do adoecer.


No princípio, meio e fim da vida.


Com o intuito de fomentar o princípio ético de humanizar no princípio, propomos que se incentive a adopção das recomendações preconizadas pela OMS relativamente à assistência no parto normal em gravidez de baixo risco (ver anexo 1). Nestas recomendações, como se pode ver, salientam-se um conjunto de condutas ainda bastante praticadas em Hospitais e Maternidades, assim como outras que, apesar de muito recomendáveis, raras vezes são empreendidas ou tidas em conta nos locais tradicionais de atendimento ao parto, como são o Plano de Parto que a mulher elaborou, de forma consciente e informada, a privacidade no momento do parto, a possibilidade de recorrer a formas alternativas de alívio da dor (massagem e outras técnicas não invasivas e não medicamentosas), a liberdade de movimentar-se durante o parto e assumir posições mais favoráveis à fisiologia do parto, o recurso não rotineiro de episiotomia, o contacto pele a pele do bebé com a mãe imediatamente depois do parto, com apoio à primeira amamentação, o corte do cordão umbilical apenas quando não apresentar mais pulsação, etc.

Deverão ser incentivadas práticas diferenciadas e alternativas, complementarmente às tradicionalmente protocoladas, no apoio e atendimento da mulher grávida e em trabalho de parto. Como exemplo desta humanização no princípio, propomos as experiências de partos acompanhados por Doulas, de partos domiciliares supervisionados por Enfermeiros Obstetras e dos trabalhos realizados por Casas de Partos (ver anexo 2). Neste sentido, é fundamental criar debate público em torno destas temáticas, tornando-as como possibilidades reais e socialmente aceites, para todas as mulheres que pretendam optar por formas mais naturais de parto.

Propomos o incentivo e apoio efectivo na amamentação, de acordo com o que é defendido pela OMS e UNICEF para todas as crianças do mundo. Neste sentido, é importante fazer valer os objectivos estabelecidos pelo Código Internacional de Marketing para os substitutos do Aleitamento Materno (em anexo 3), assinado por Portugal, promovendo mecanismos mais eficientes para a fiscalização do Decreto-Lei nº 115/93 (em anexo 4).

Reforçar as competências dos técnicos que acompanham grávidas e mulheres que amamentam, através de acções de formação ministradas por Consultores em Aleitamento Materno (IBCLCs), à semelhança do que acontece noutros países como Inglaterra, Estados Unidos da América, Austrália, entre outros (ver anexo 5).

Alertar a população não só para os benefícios da amamentação prolongada, como também dos perigos reais da alimentação com substitutos de Leite Materno (em anexo 6).

Ao promover a humanização no princípio, potenciamos um desenvolvimento físico e emocional equilibrado para as crianças em crescimento, os adultos do amanhã.

A saúde deve andar de mãos dadas com a educação. O desenvolvimento de programas de educação que visem o florescimento do mundo interior das crianças, equilibrado, através da aprendizagem de competências emocionais e sociais (em anexo 7). O treino da inteligência emocional, e social, pode fazer parte dos programas escolares, pelo recurso a técnicas contemplativas que estimulam a atenção, concentração, e humanização da relação com o outro. Crianças mais saudáveis, em sintonia com o seu corpo, mente, e com o ambiente e pessoas que as rodeiam, vão promover um adulto consciente da sua condição interdependente. A consciência desta condição natural é uma força motriz básica do desenvolvimento social e civilizacional, e uma mais valia em termos económicos para qualquer nação.
Promover a saúde, pelo incentivo a mudanças de comportamentos alimentares, especialmente no seio familiar, e instituições que formam crianças, demonstrando as virtudes e benefícios físicos, ecológicos, e económicos da alimentação vegetariana e macrobiótica, mesmo que em regime parcial em associação à alimentação mediterrânica, e do consumo de alimentos de produção biológica.

Com o intuito de fomentar o princípio ético de humanizar no meio, propomos a difusão e incentivo ao recurso a técnicas terapêuticas alternativas com reconhecido mérito na prevenção de patologias diversas, e da morbilidade associada às mesmas.

Propomos o incentivo, nas comunidades, da replicação de projectos pioneiros, que fazem uso destas técnicas não convencionais, que são tradicionais e milenares noutras culturas. No trabalho com pessoas das mais variadas idades, e nos mais diversos contextos sociais (escolas, juntas de freguesia, postos de trabalho, centros de dia, prisões, bairros “problemáticos”, etc.), Meditação, Yoga, Tai Chi Chuan, Chi Kung, Massagem Terapêutica e Reiki, entre outras, podem ser úteis, tendo sido verificado como resultado da sua aplicação, uma melhoria significativa em crianças com dificuldades de atenção e concentração, em doentes com dor crónica, em doentes hospitalizados e na população em geral, sendo actualmente oferecidas como experiências potenciadoras da saúde e do equilíbrio bio-psico-social (em anexo 8).

Para agilizar a difusão destas experiências, propomos a rápida regulamentação da Lei 45/2003 (anexo 9), que define inclusão das medicinas e terapias alternativas no Sistema Nacional de Saúde. Esta lei tem sido usada como modelo para diversos países europeus, que já a colocaram em prática com sucesso, o que demonstra sua pertinência para a saúde pública, e o motivo porque deve ser implementada em Portugal. Naturalmente, o facto desta lei não ter sido regulamentada, dificulta que os benefícios da utilização de medicinas e terapias alternativas se alarguem à população em geral. Sabemos, que o recurso a medicinas alternativas reconhecidas cientificamente tem não só inúmeros e comprovados benefícios para a saúde individual de quem a elas recorre, mas também um assinalável benefício económico para o país.

E, humanizar no fim, ao promover boas práticas no modo como se entende e cuida da qualidade de vida no fim da mesma, desenvolvendo acções que modifiquem a visão social instituída sobre o envelhecimento e a morte, fomentando uma visão alternativa para que estas sejam encaradas como parte do processo natural que é a vida.

Propomos a difusão do conceito de envelhecimento activo. Urge desenvolver o Plano Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas (PNSPI) – que se fundamenta nos princípios postulados pela ONU, de independência, participação, auto-realização e dignidade do idoso – e que adianta como prioridades de intervenção:

1. Promoção de um envelhecimento activo;
2. Adequação de cuidados de saúde às necessidades próprias do idoso; e
3. Desenvolvimento de ambientes favoráveis à autonomia e independência das pessoas idosas.

Propomos o incentivo ao aumento de número de UTIS (Universidades da Terceira Idade) espaço privilegiado de inserção e participação social dos mais velhos, onde, através das várias actividades desenvolvidas (aulas, visitas, oficinas, blogs, revistas e jornais, grupos de música ou teatro, voluntariado, etc) os seniores se sentem úteis, activos e participativos: “ Saúde no jovem, obra da Natureza, saúde no idoso, obra de arte!” Hérmogenes.

O acompanhamento das pessoas em fim de vida e das suas famílias, em unidades de saúde próprias para o efeito e, principalmente, no domicílio deverá ser proporcionado a todos os que dele necessitem. Proporcionar serenidade, cuidados médicos e de enfermagem de carácter paliativo, promovendo qualidade e conforto no fim da vida e dignidade na morte deverá ser um imperativo (anexo 10).
Concluímos assim que o empreendimento de acções que promovam a Humanização da Saúde em Portugal, nos moldes descritos, trará inestimáveis benefícios para a população portuguesa, através de um aumento da qualidade de vida e de uma diminuição do número e da gravidade das doenças.

Aumentar o leque de recursos disponíveis para a prevenção e tratamento da doença, proporciona uma diminuição na procura de consultas dos centros de saúde e hospitais, uma diminuição no uso de medicamentos e um menor índice de práticas cirúrgicas.
Traduz-se num país mais rico no corpo e mente de cada cidadão e em cidadãos mais empenhados e participativos na edificação do país.



DOCUMENTAÇÃO, ANEXOS, E EXEMPLOS DE PRÁTICAS REALISTICAMENTE INSPIRADORAS

Humanizar no princípio:

ANEXO 1
Guia Prático Para a Assistência ao Parto Normal: OMS

A categorização destas condutas, encontra-se no capítulo 6 do Guia Prático para a Assistência ao Parto Normal, e foram elaboradas, em sequência da reflexão do Grupo de Trabalho da OMS para o Parto Normal, após análise e debate das melhores práticas, tendo em conta as evidências existentes, no momento da sua elaboração. No guia encontram-se os fundamentos para cada uma das condutas mencionadas. Resumo:

A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas
1. Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação, e comunicado a seu marido/companheiro e, se aplicável, a sua família.
2. Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto.
3. Não utilizar métodos invasivos nem métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.
4. Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.
5. Realizar precocemente contacto pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme directrizes da OMS sobre o aleitamento materno.

B) Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas
1. Uso rotineiro de enema (clister).
2. Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.
3. Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.
4. Uso rotineiro da posição supina (deitada) durante o trabalho de parto.
5. Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto, de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado.

C) Condutas utilizadas com insuficientes evidências que apoiem a sua clara recomendação e que devem ser utilizadas com precaução até a conclusão de novos estudos
1. Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa de água) durante o início do trabalho de parto.
2. Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto e parto.
3. Manipulação activa do feto no momento de nascimento.
4. Utilização de ocitocina rotineira, tracção controlada do cordão ou combinação de ambas durante a dequitação (expulsão da placenta).
5. Clampeamento precoce do cordão umbilical.

D) Condutas frequentemente utilizadas de forma inapropriada
1. Exames vaginais frequentes e repetidos especialmente por mais de um prestador de serviços.
2. Cateterização da bexiga.
3. Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação cervical completa ou quase completa, antes que a própria mulher sinta o puxo involuntário.
4. Parto operatório (cesariana).
5. Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.”

ANEXO 2
http://www.youtube.com/watch?v=fML3pgZQVg0&NR=1&feature=fvwp
http://www.cmaj.ca/cgi/content/abstract/181/6-7/377?ijkey=2589c001ccbdbd59d84f30f21ef0839a0552a033&keytype2=tf_ipsecsha
http://www.youtube.com/watch?v=ndlrJ3JIjEE

ANEXO 3
http://www.ordemenfermeiros.pt/index.php?view=newsletter:View&zepp_obj_id=116&site=yes

ANEXO 4
http://pt.legislacao.org/primeira-serie/decreto-lei-n-o-115-93-lactentes-formulas-saude-produto-114285

ANEXO 5
http://www.ilca.org/i4a/pages/index.cfm?pageid=1
www.iblce.org
http://www.iblce.org/professional-standards
http://www.iblce.org/upload/downloads/ScopeOfPracticeMarch2008.pdf

ANEXO 6
http://www.ibfan.org/portuguese/gateportugues.html http://www.ibfan.org/portuguese/issue/overview01-po.html#2 http://www.infactcanada.ca/about.htm http://www.babymilkaction.org/

ANEXO 7
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1077760-5603,00-

Humanizar no meio:

ANEXO 8
http://www.casel.org/
http://www.innerresilience-tidescenter.org/
http://www.lindalantieri.org/about.htm
http://www.redesparalaciencia.com/1799/redes/2009/redes-50-meditacion-y-aprendizaje
TAI+CHI+CHUAN+E+ESPERANCA+COMO+TERAPIA+PARA+O+DERRAME+CEREBRAL.html

ANEXO 9
http://www.imt.pt/lei_medicina_452003.php

Humanizar no fim:

ANEXO 10
http://www.amara.pt/amara/apresentacao.php
http://www.apcp.com.pt/
http://www.rutis.org/cgi-bin/reservado/scripts/command.cgi/?naction=4&mn=EkpFuVZlEynEumlwll

EXTRA
Relatório de Saúde OMS 2008

http://www.almamix.pt/index.php?view=article&catid=37%3Avideos-de-medicina&id=298%3Aoms-relatorio-de-saude-2008&option=com_content&Itemid=117

Tai Chi Chuan

Medicinas complementarias / Bastan seis semanas de prácticaPracticar taichi mejora el equilibrio Un estudio mostró que su práctica es útil en la rehabilitación de personas que sufrieron un ACV

Professores Fascinantes

"Professores e alunos vivem juntos durante anos dentro da sala de aula, mas são estranhos uns para os outros. Eles se escondem atrás dos livros, das apostilas, dos computadores. A culpa é dos ilustres professores? Não! A culpa, como veremos, é do sistema educacional doentio que se arrasta por séculos. As crianças e os jovens aprendem a lidar com fatos lógicos, mas não sabem lidar com fracassos e falhas. Aprendem a resolver problemas matemáticos, mas não sabem resolver seus conflitos existenciais. São treinados para fazer cálculos e acertá-los, mas a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, nem têm conta exata.
Os jovens são preparados para lidar com decepções? Não! Eles são treinados apenas para o sucesso. Viver sem problemas é impossível. O sofrimento nos constrói ou nos destrói. Devemos usar o sofrimento para construir a sabedoria. Mas quem se importa com a sabedoria na era da informática?
Nossa geração produziu informações que nenhuma outra jamais produziu, mas não sabemos o que fazer com elas. Raramente usamos essas informações para expandir nossa qualidade de vida. Você faz coisas fora da sua agenda que lhe dão prazer? Você procura administrar seus pensamentos para ter uma mente mais tranqüila? Nós nos tornamos máquinas de trabalhar e estamos transformando
nossas crianças em máquinas de aprender.
Usando erradamente os papéis da memória Fizemos da memória de nossas crianças um banco de dados. A memória tem esta função? Não! Veremos que durante séculos a memória foi usada de maneira errada pela escola. Existe lembrança? Inúmeros professores e psicólogos do mundo todo crêem sem sombra de dúvida que existe lembrança. Errado! Não existe lembrança pura do passado, o passado é sempre reconstruído! E bom ficarmos abalados por esta afirmação. O passado é sempre reconstruído com micro ou macro diferenças no presente.
Veremos que há diversos conceitos equivocados na ciência sobre o fantástico mundo do funcionamento da mente e da memória humana. Tenho convicção, como psiquiatra e como autor de uma das poucas teorias da atualidade sobre o processo de construção do pensamento, de que estamos obstruindo a inteligência das crianças e o prazer de viver com o excesso de informações que estamos oferecendo a elas. Nossa memória virou um depósito de informações inúteis.
A maioria das informações que aprendemos não será organizada na memória e utilizada nas atividades intelectuais. Imagine um pedreiro que a vida toda acumulou pedras para construir uma casa. Após construí-la, ele não sabe o que fazer com as pilhas de pedras que sobraram. Gastou a maior parte do seu tempo inutilmente.
O conhecimento se multiplicou e o número de escolas se expandiu como em nenhuma outra época, mas não estamos produzindo pensadores. A maioria dos jovens, incluindo universitários, acumula pilhas de "pedras", mas constroem pouquíssimas idéias brilhantes. Não é à toa que eles perderam o prazer de aprender. A escola deixou de ser uma aventura agradável.
Paralelamente a isso, a mídia os seduziu com estímulos rápidos e prontos. Eles tornaram-se amantes do fast food emocional. A TV transporta os jovens, sem que eles façam esforços, para dentro de uma excitante partida esportiva, para o interior de uma aeronave, para o cerne de uma guerra e para dentro de um dramático conflito policial.
Esse bombardeio de estímulos não é inofensivo. Atua num fenômeno inconsciente da minha área de pesquisa, chamado de psicoadaptação, aumentando o limiar do prazer na vida real. Com o tempo, crianças e adolescentes perdem o prazer nos pequenos estímulos da rotina diária.
Eles precisam fazer muitas coisas para ter um pouco de prazer, o que gera personalidades flutuantes, instáveis, insatisfeitas. Temos uma indústria de lazer complexa. Deveríamos ter a geração de jovens mais felizes que já pisaram nesta terra. Mas produzimos uma geração de insatisfeitos.
Estamos informando e não formando Não estamos educando a emoção nem estimulando o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência, tais como contemplar o belo, pensar antes de reagir, expor e não impor as idéias, gerenciar os pensamentos, ter espírito
empreendedor. Estamos informando os jovens, e não formando sua personalidade.
Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são. No máximo conhecem a sala de visitas da sua própria personalidade. Quer pior solidão do que esta? O ser humano é um estranho para si mesmo! A educação tornou-se seca, fria e sem tempero emocional. Os jovens raramente sabem pedir perdão, reconhecer seus limites, se colocar no lugar dos outros. Qual é o resultado?
Nunca o conhecimento médico e psiquiátrico foi tão grande, e nunca as pessoas tiveram tantos transtornos emocionais e tantas doenças psicossomáticas. A depressão raramente atingia as crianças. Hoje há muitas crianças deprimidas e sem encanto pela vida. Pré-adolescentes e adolescentes estão desenvolvendo obsessão, síndrome do pânico, fobias, timidez, agressividade e outros transtornos ansiosos.
Milhões de jovens estão se drogando. Não compreendem que as drogas podem queimar etapas da vida, levá-los a envelhecer rapidamente na emoção. Os prazeres momentâneos das drogas destroem a galinha dos ovos de ouro da emoção. Conheci e tratei de inúmeros jovens usuários de drogas, mas não encontrei ninguém feliz.
E o estresse? Não apenas é comum detectarmos adultos estressados, mas também jovens e crianças. Eles têm freqüentemente dor de cabeça, gastrite, dores musculares, suor excessivo, fadiga constante de fundo emocional.
Precisamos arquivar esta frase e jamais esquecê-la: Quanto pior for a qualidade da educação, mais importante será o papel da psiquiatria neste século. Vamos assistir passivamente à indústria dos antidepressivos e tranqüilizantes se tornar uma das mais poderosas do século XXI? Vamos observar passivamente nossos filhos serem vítimas do sistema social que criamos? O que fazer diante desta problemática?"
Retirado do livro: PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES, de
AUGUSTO JORGE CURY

OMS defende integração da Medicina Tradicional Chinesa no Serviço Nacional de Saúde

No sentido de melhorar a qualidade do atendimento e da eficácia dos serviços de saúde, a Organização Mundial de Saúde (OMS), defendeu, durante o Congresso das Nações Unidas sobre Medicina Tradicional, realizado em Pequim, que a Medicina Tradicional Chinesa deve ser incluída no Serviço nacional de Saúde, o que iria permitir não só aumentar o leque de escolha dos utentes, como permitir um atendimento mais rápido e eficaz, uma diminuição das listas de espera e uma significativa redução dos custos, pois os custos da fitoterapia são muito reduzidos, o que poderia significar uma diminuição dos gastos do Estado com medicamentos.
Em Portugal estão a ser regulamentadas algumas terapêuticas ditas alternativas: Acupunctura, Fitoterapia, Homeopatia, Naturopatia, Osteopatia, Quiroprática.
Não se prevê, no entanto que a Medicina Chinesa seja regulamentada neste sentido, assim a sua integração no SNS não é possível no nosso País, a não ser que se procede-se a uma alteração da legislação, a exemplo do que já aconteceu, por exemplo no Brasil.
Assim, um profissional de Medicina Chinesa teria de se inscrever em cinco das 6 terapêuticas referidas (Fitoterapia, Acupunctura, Naturopatia, Osteopatia, Quiroprática) para poder exercer.A integração da MTC no SNS significaria:
– Mais poder escolha para os utentes, – Melhores resultados em diversas patologias do que a medicina dita convencional,
– Maior aposta na prevenção das doenças
- Menor necessidade de recorrer a medicamentos– Redução dos custos– Minimização dos efeitos secundários que advêm do consumo de diversos fármacos convencionais.
Porém, apesar desta prática milenar ter provas dadas tanto ao nível da prevenção como do tratamento de várias maleitas e de a sua integração no SNS ser altamente recomendado pela, OMS, Portugal não está a levar em conta essas recomendações.
Segundo notícia divulgada pela Lusa, esta integração é defendida porque iria "aumentar e tornar mais acessível o serviço", além de que "os governos devem estabelecer mecanismos de licenciamento e acreditação" da MTC como "medicina alternativa ou complementar".

Fonte: http://www.roteirodaalma.com/noticia/oms_defende_integracao_da_medicina_tradicional_chinesa_no_servico_nacional_de_saude

Acordar a Tempo

Da leitura das últimas publicações do blog, dos vídeos que me têm enviado por email nas últimas horas e de um documentário que vi ontem na TV, da Nacional Geografic, por insistência do meu filho de 5 anos (o documentário falava de vírus), percebo uma interessante intersecção, que mais uma vez me vem lembrar a forma como tudo o que existe está interligado... apesar disso, o "Homem Moderno" parece estar cego a esta evidencia e agir como se pudesse controlar todos os fenómenos à sua conveniencia, como controla à distancia os aparelhos de sua casa.

É verdade. Precisamos de um Portugal e um Mundo Novos. Penso que mesmo os mais teimosos sentem isso nas suas entranhas. Apesar disso, as vidas confortáveis que muitos têm tolda-lhes a visão para esta evidencia... e vidas confortáveis proliferam, nos dias de crise de hoje, a uma velocidade igual ou superior às vidas difíceis. Mas aqui, seria importante contextualizar o que se entende por conforto e o que se entende por difícil.

Ter um carro, ter tecnologia de ponta, ter uma boa conta bancária, ter ar condicionado, ter férias no estrangeiro, ter, ter, ter..... a maior parte das vezes, já se confunde o indispensável com o que na realidade é apenas um luxo... e quando se pensa que ter nos traz poder, não se pensa que aquilo que possuímos na realidade nos aprisiona.
Não "perder-tempo", não ficar doente, não sentir dor, não sentir. Faz-se tudo para não se sentir nada, e com isso perde-se o contacto com a natureza animal em nós, que aos poucos nos vai afastando de nós próprios.

O "Homem Moderno" está demasiadamente anestesiado pelas coisas que comprou, ou que quer comprar e está demasiadamente ocupado em ganhar dinheiro para comprar essas coisas, para poder desperdiçar tempo com suas maleitas e sentimentos. É como se sentisse que sem "coisas" a sua existência não tem qualquer sentido. Rodeia-se de "coisas" e afasta-se dos "outros", humanos ou animais; sente-se protegido pelas suas "coisas", quando de facto está a ficar cada vez mais frágil, justamente por causa delas.... já não sabe quem é... já não sabe lidar com as suas emoções... está sozinho num mundo que foi construído à imagem das suas necessidades supérfluas, mas que agora o engole por não conseguir dar resposta às suas necessidades básicas.

Como no caso dos vírus do documentário, que o meu filho me convidou a ver com ele ontem. Parece que, afinal, os vírus não são todos "maus"! Parece que, na realidade, os vírus estão tão intimamente ligados ao processo da evolução das espécies, que se os conseguíssemos matar todos, estaríamos a assinar a sentença de morte a nós próprios. Será? Não sei. Os cientistas que falavam pareciam muito seguros do que diziam, apresentando provas e tudo mais. De qualquer forma, o que mais me impressionou foi encontrar a linha da inter-relação e da impermanência nos factos apontados; encontrar, no discurso empreendido, uma vasta gama de cores, e não apenas o preto e o branco que a sociedade moderna nos quer vender.

Sentimos-nos todos poderosos, quando (julgamos) controlamos as pragas, as doenças, a natureza, mas não nos lembramos nunca que esse sentimento só nos é permitido ter enquanto a natureza, de que fazemos parte, nos deixa... e ficamos sempre surpreendidos quando uma qualquer catástrofe natural nos abate com o mesmo esforço que empreendemos a apagar uma vela.

A solução para estas questões parece tão evidente, tão simples, tão transparente. No entanto, só alguns a conseguem enxergar. O poder económico, o dinheiro, para ser mais clara, é o entrave à visão clara que é necessária, já que ele é avesso à renuncia, ao voltar atrás, ao fazer menos, ao contentar-se com pouco, ao ser feliz simplesmente por ser.

... e enquanto uns se esforçam por acordar os outros, continua o "Homem Moderno" a afundar-se no seu mundo de fantasia onde permanece cada vez mais solitário e desprotegido.

Precisamos de um Novo Portugal e de um Novo Mundo. Precisamos de acordar, todos, a tempo!

Consequências emocionais das práticas modernas de dar à luz

"(...) Segundo os conhecimentos actuais é a criança que dá os primeiros sinais hormonais que desencadeiam o
parto. Isto quer dizer que internamente a criança tem um plano temporal, ela não só participa na decisão de
quando vai nascer, podemos mesmo dizer que o nascimento é um acto decidido pelo feto. Ao esperar por
este momento a mãe e os profissionais que assistem ao parto e ao nascimento mostram um sinal de respeito
pela criança. Tomando esta atitude dá-se o devido tempo à criança e a mãe até que estejam preparadas para o
momento de dar à luz.
O que significa intervir de fora nesse plano temporal interno propositadamente? Interrompe-se um dos mais
importantes episódios do processo natural de desenvolvimento. O organismo não vai ter tempo de atingir a
maturação. É-lhe retirada a possibilidade de decidir. Nas cesarianas marcadas e realizadas antes do início do
trabalho de parto faltam um conjunto de hormonas à mãe, a hormona do parto, falta a protecção e as
estimulações necessárias ao acto de parir e ao acto de nascer. As crianças são abruptamente, em poucos
minutos, arrancadas ao seu meio ambiente conhecido. Muitos recém-nascidos parecem surpreendidos,
desprevenidos e desorientados. Subitamente a penumbra, o calor, o suporte e todo o apoio que o útero
oferece ao seu corpo desapareceram. Depois de um nascimento assim pode frequentemente reconhecer-se o
susto bem presente nos olhos do bebé.
Uma cesariana, quer seja de urgência ou marcada antecipadamente conduz sempre a uma interrupção
passageira do processo social de dar à luz: o vínculo, a comunicação emocional e corporal entre mãe e filho
sofrem um corte, que vai necessariamente deixar marcas. Cada um dos dois vive a situação individualmente,
a anestesia interpõe-se entre eles. Nos primeiros minutos depois do nascimento o filho poderá não estar junto
da mãe, e nos dias seguintes muitas mulheres têm tais dores que mal conseguem pegar no bebé ao colo. As
mulheres que desejaram um parto vaginal mas que necessitaram de uma cesariana por razões médicas podem
ainda sentir-se incompetentes por não terem sido capazes de um parto normal.
Visto do lado da criança as contracções são sentidas pelo seu corpo como um intenso acontecimento táctil e
corporal, que exprime o próprio processo de transição. Quando a estimulação prevista na natureza - a
contracção do útero e a expansão, no intervalo entre contracções - não é, ou quase não é vivida devido às
anestesias, podemos estar perante uma das causas do frequente sentimento de falta de consciência corporal
no adulto. (...)"

Ler mais: http://www.asaseraizes.pt/docs/daraluz.pdf

Paula Diederichs, adaptado por Claudia Pinheiro. Publicação original: Hebammeninfo 5/06: Die Sektio im Brennpunkt: Ist es egal, wann und wie wir geboren werden? Die emotionalen Auswirkungen der modernen Geburtspraktiken. (A Cesariana em debate: Tanto faz, onde e como nascemos? Sobre as consequências emocionais das práticas modernas de nascer) de Paula Diederichs, em www.asaseraizes.pt/textos

Alimentação e Parto

Actualmente, a restrição alimentar (e de ingestão de líquidos) imposta pelos procedimentos hospitalares às parturientes, não tem qualquer fundamento científico. Pelo contrário, pode ser contraproducente, sobretudo em partos longos, quando a mulher sinta necessidade de comer e beber, já que promove o aumento da duração do próprio parto em si, assim como da dor da contracção uterina.

Estes e outros dados relacionados estão descritos num estudo realizado com 3130 mulheres em trabalho de parto, publicado na biblioteca cochrane.

http://www.cochrane.org/reviews/en/ab003930.html

Conclusão do estudo: as parturientes podem e devem comer e beber sempre que sintam vontade de o fazer!

Humanizar a Saúde

No exercício que tenho feito de pensar a saúde, de acordo com as contribuições que tenho recebido, no que respeita ao seu aspecto mais amplo, e quando comparando com aquilo que, como doula, sinto relativamente ao aspecto particular do nascimento e da amamentação, percebi que na realidade aquilo que falta no nosso país, está muito mais relacionado com a tolerância, a aceitação de outros pontos de vista, o olhar para o outro como ser multifacetado e a inclusão de formas alternativas de cuidar a saúde, do que própriamente a carência de "meios" e recursos.


Passo a explicar melhor.


Se analisarmos os aspectos positivos da saúde em Portugal (e peço que me corrijam e completem se estiver enganada), temos:

- Legislação bastante completa, que inclui as medicinas alternativas no sistema nacional de saúde;

- Um esforço actual no sentido de tornar mais permanente o trabalho do médico de família nos centros de saúde;

- Um esforço recente, no sentido de formação de técnicos de saúde, para modificar a forma como se processa o atendimento à grávida e apoio à amamentação;

- O trabalho qualificado, e de qualidade, de alguns enfermeiros-parteiros, que têm assistido aos partos domiciliares, ainda que a nível particular;

- O trabalho qualificado, e de qualidade, de vários médicos e terapeutas alternativos, ainda que a nível particular, que têm dado resposta às necessidades de um crescente número de pessoas que procura soluções diferentes para os seus problemas de saúde;

- O crescente interesse e investimento nos cuidados paliativos;

- A existência de algumas instituições especializadas no auxilio dos doentes e famílias que passam pela experiência de proximidade em relação à morte

Relativamente aos aspectos negativos (novamente peço que me corrijam ou completem, se for necessário):

- Uma carência de humanização nos estabelecimentos de saúde (maternidades, hospitais, centros de saúde), em todos os sectores (acolhimento administrativo, rastreio, atendimento, tratamentos, internamentos, etc..);

- Não regulamentação da legislação que foi referida (pelo que nada do que ela prevê se pratica!);

- Falta de médicos de família....para as famílias;

- Grandes listas de espera;

- As medicinas e terapias alternativas serem só para alguns (os que podem pagar);

- Os partos alternativos serem só para alguns (os que podem pagar);

- Os enfermeiros-parteiros que assistem partos domiciliares são descriminados pelos seus pares;

- Os cuidados paliativos e acompanhamento na morte não têm capacidade para se estender todos os que precisam.

Parece-me, pois, que temos "cá" todos os ingredientes necessários: bons técnicos, boas práticas, bons recursos... apenas o sistema nacional de saúde não foi (ainda) capaz de os assimilar, de forma a generalizar estes conhecimentos alargados, a toda a população.

... o meu lado optimista teima em dizer: nada mau, podia ser pior!

Por isso, e seguindo o mote sugerido por P.F. Antunes, julgo que poderíamos pegar nesta proposta para a saúde com o seguinte lema:

Saúde em Portugal: Humanizar no Principio, no Meio e no Fim

Lendo-se, no nascimento (principio), na saúde familiar (meio) e nos cuidados paliativos e assistência na morte (fim).

Penso que é isso que falta: olhar para o outro como pessoa, em vez de o olhar como um número ou como um sintoma; olhar para o outro com respeito, com compreensão e compaixão, aceitando e valorizando os seus sentimentos e opções... tudo isto à luz dos mais avançados dados científicos, que mostram como a mente influencia intimamente as "respostas" corporais (sendo por isso impensável não olhar para ela quando pretendemos curar o corpo) e como determinadas práticas, às quais médicos e enfermeiros se têm vindo a habituar sem questionar, são desnecessárias ou mesmo contraproducentes.

Fico à espera dos vossos comentários.

Já trabalharam o vosso CHI hoje?

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Educação Intuitiva

Mais um dado para reflexão acerca da forma como educamos e da forma como deveriam ser educadas nossas crianças, os adultos de amanhã.
E, como venho defendendo, estando a educação completamente infiltrada na saúde (no mínimo) mental dos indivíduos, servirá também para reflexão acerca da forma como entendemos a saúde actualmente: saúde infantil, saúde escolar, saúde familiar, saúde laboral.....

Basicamente, o conceito de educação intuitiva parte do pressuposto de que todos sem excepção, como animais procriadores que somos, sabemos como devemos responder, em cada momento, às solicitações de nossas crias/filhos/crianças. Sabemos ver, escutar, sentir, reagir.... proteger. Porque somos pais, mas também porque já fomos crianças um dia.

Parece simples, mas actualmente a nossa intuição está muitas vezes abafada pelo factor social e, sobretudo, pelo que é socialmente aceite e socialmente determinado.

São 8 os princípios da educação intuitiva, que passo a enunciar:

Preparação para o parto, que inclua a componente afectiva e emocional do estar grávida, parir e ser mãe/pai

Alimentar com amor e respeito, em todas as idades, sem a "ditadura" do relógio; alimentar com comida, mas também com afectos

Responder às necessidades emocionais da criança, quando chora, quando tem medo, quando pede colo.... perceber o que ela sente e ajuda-la a recuperar o equilíbrio interno, para que se sinta segura

Promover contacto físico: abraçar, beijar, tocar.... o colo e o amor nunca são demais e são o melhor remédio que existe para qualquer tipo de dor

Assegurar um sono seguro, física e emocionalmente.... partilhar o sono não é algo perigoso, como geralmente tendemos a pensar, desde que sejam cumpridas algumas regras muito simples

Evitar separações prolongadas: os filhos precisam dos pais, da presença dos pais, do cheiro dos pais

Praticar a disciplina positiva... disciplina de discípulo: aquele que segue o exemplo de quem ensina

Procurar o equilíbrio familiar: nossos filhos só estão bem, quando nós estamos bem; não há volta a dar a isto!

Convido-vos a conhecerem melhor o conceito científico do termo:

http://www.rituaismaternos.com/educacao-intuitiva/
http://apilisboa.blogspot.com/2008/07/os-oito-princpios-da-educao-intuitiva.html

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Casa-Jardim inteiramente de dicada à Gravidez, Maternidade e Educação, em Lisboa

A hora é AGORA!!!!!

Ajudem a colocar em prática um maravilhoso projecto de apoio à gravidez, maternidade e educação das crianças, que pretende colocar no centro de Lisboa e para toda a cidade um portal para o regresso ao passado da aldeia educativa, onde se aprende o parto, a amamentação, a educação e o crescimento, através da observação, da partilha, da interajuda..... um lugar onde se dá espaço à emoção, ao afecto, ao amor....

Não deixem de colaborar. Escrevam, dêem ideias, digam de que forma gostariam de participar, mas não fiquem indiferentes. É preciso a ajuda de todos nós para tornar realidade este sonho, que já foi aprovado pela Câmara de Lisboa.

Vejam aqui: http://wantamiracle.blogspot.com/2010/06/uma-casa-inteiramente-dedicada.html

e aqui: http://www.facebook.com/event.php?eid=133915539960213

Se queremos um país diferente, temos de ser nós, cada um de nós, a torná-lo um lugar diferente.

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Fechar o Hospital D. Estefânea?!... Porquê?... Para quê?

Apesar de uma petição com quase 100 000 assinaturas, continuam a todo o gás as diligencias para fechar o Hospital D. Estefânia, o único hospital pediátrico que serve a região central de Portugal Continental e um dos mais antigos Hospitais Pediátricos da Europa.

Quem são as forças minoritárias que se opõe a opinião publica? Por quem serão apoiadas? Os interesses dos grupos económicos estarão acima dos da Saúde das Nossas crianças ?

Está mais que provado que a condição particular da criança exige atenção especializada e diferenciada, na saúde e na doença!

Saibam mais em:
http://campanhapelohde.blogspot.com/2010/04/boletim-n-9-informacao-sobre-as.html
http://nosenfantsnousaccuseront-lefilm.com/bande-annonce.html

Humanização do Plano Nacional de Saúde 2011-2016

Dia 8 e 9 de Março deste ano, aconteceu no Centro de Congressos de Lisboa, o 3º Fórum Nacional de Saúde. O Outro Portugal esteve lá e ouviu o que os responsáveis pelas políticas de saúde no nosso país disseram relativamente à avaliação do Plano Nacional de Saúde (PNS) actual e aos objectivos do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2011-2016.

O encontro foi brindado com a participação da representante da Europa na Organização Mundial de Saúde (OMS), que não deixou passar a oportunidade para sublinhar a importância do desenvolvimento de acções e práticas baseadas em evidencia científica, apelando para uma mais estreita e cooperante ligação entre a comunidade médica e a comunidade científica.

Relativamente à avaliação do actual PNS, de acordo com a classificação atribuída pela OMS, o Plano de Saúde Português foi classificado em 12º lugar a nível mundial, o que é considerado um boa classificação. Esta classificação, conseguida através dos registos estatísticos de diminuição da gravidez adolescente, aumento do consumo de medicamentos genéricos, aumento da esperança de vida à nascença, baixo nível de mortalidade infantil, diminuição do número de mortes nas estradas, assim como a referencia da OMS de Portugal ter optado por um adequado acompanhamento da saúde infantil e escolar, foi no entanto abordada pelo Dr. Jorge Sampaio como uma conquista que não deve nem pode ser limitadora da acção futura, no sentido de que cada vez mais o PNS esteja mais próximo das necessidades da população e por isso mesmo, seja cada vez melhor.

Como aspectos negativos na avaliação do mesmo PNS, foram notados um aumento dos partos prematuros, um aumento dos nascimentos de termo com baixo peso (relacionado com um aumento do tabagismo, activo ou passivo, no grupo de grávidas), um aumento do número de cesarianas, uma ainda insuficiente saúde mental e um aumento do consumo de antidepressivos e ansioliticos... bem, na realidade, este último indicador foi considerado por Margarida Pinto Correia como bom (?!); mas penso que deve ter sido engano.

Nada foi referido relativamente ao atendimento da mulher durante o parto (poderiam ter referido o projecto Cegonha da Maternidade Alfredo da Costa, por exemplo, que pretende apostar numa abordagem mais natural, humana e fisiológica do parto, de acordo com as tão importantes evidencias científicas que a OMS preconiza), nem à amamentação, nem à forma como se acompanha a morte em Portugal. Este silêncio parece sugerir ou que está tudo bem nestas áreas, ou que estes são assuntos de menor importância ou que, o que é mais provavel, são assuntos de que ninguém gosta de falar. Para mim, este silêncio é sintomático de uma grave patologia social que é urgente ser cuidada.

Em relação aos muitos e bons trabalhos que têm vindo a ser "patrocinados" pela Direcção Geral de Saúde (DGS) em projectos implementados por diversas Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS), não há novidades. Como alguém na assistência referiu, os temas alvo de serem subsidiados continuam a ser os mesmos de sempre: toxicodependencia, obesidade, HIV e pouco mais. Não que não continue a ser importante trabalhar nestas áreas, apenas seria interessante alargar o leque a tantas outras importantes vertentes da saúde, que têm sido trabalhadas por IPSS e outras organizações, sem qualquer apoio financeiro, o que muitas vezes dificulta o trabalho e a possibilidade do mesmo ser mais abrangente. É que subsidiar instituições que resolvem, muitas vezes, questões de saúde, não é caridade! Sem o trabalho destas organizações não especializadas em saúde, o Sistema Nacional de Saúde certamente não teria capacidade para responder às diversas solicitações e também a classificação da Saúde Portuguesa não teria sido tão satisfatória; isto foi reconhecido pela própria mesa de palestrantes durante o Fórum.

De entre os projectos salientam-se os relacionados com a Saúde Oral, embora não seja esta a única especialidade de que carece o nosso Sistema Nacional de Saúde.

Uma forte componente Comunitária e de Cidadania existiu nos debates relacionados com os objectivos para o próximo PNS. Foi abordada a necessidade de ouvir o cidadão e o utente, respeitando as suas decisões em relação à sua vida e sua saúde, incluindo-o como principal agente no processo de cura ou manutenção da saúde. Foi referido que é urgente empoderar a pessoa, doente ou não, para que passe a ser mais responsável pelas suas decisões e comportamentos. Foi sublinhado que mais importante que actuar na cura é actuar na prevenção, no sentido de possibilitar aos cidadãos a opção por estilos de vida mais saudáveis.

Neste contexto e também porque o grande mote da OMS é o de aumentar a proximidade dos Orgãos de Saúde dos países aos seus cidadãos, o PNS 2011-2016 promete ser revolucionário no que diz respeito à humanização do Plano em si. Para este objectivo ser alcançado, foi construída uma plataforma interactiva no site do Plano Nacional de Saúde 2011-2016 (http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/), a qual foi activada no dia 8/03/2010.

Tendo eu já experimentado usar a plataforma, devo referir que não está propriamente acessível. Quem quiser usar, tem de saber que ela existe e tem de procurar um pouco até encontrar: entrando no site terão de clicar em Por uma Participação Consequente e aí entrar em Plataforma Saúde em Diálogo... estou a aguardar a resposta a uma pergunta que enviei, relacionada com a forma de utilizar a plataforma; sugeri ainda que a colocassem de forma mais visível.

Penso que já não é nada mau existir uma intenção de se mudar a abordagem da saúde para uma linha mais humanizada e centrada na pessoa. Mas não acredito que a DGS e o Alto Comissariado para a Saúde estejam à espera de muita participação; por um lado, porque a massa social actual é caracterizada por alguma apatia, por outro lado, porque também não colocaram a plataforma mais acessível e por outro ainda, porque não publicitaram esta possibilidade fora do Fórum.
... seria muito interessante serem surpreendidos...

Outro Portugal, vamos surpreendê-los?

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Marcha Mundial de Mulheres, contra a Violência e a Pobreza

No próximo dia 8 de Março (segunda feira) comemora-se o Dia Internacional da Mulher que é habitualmente marcado por uma série de iniciativas, algumas delas de âmbito regional, outras nacional e outras ainda de âmbito internacional. Neste contexto, constituiu-se em 1998 a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), uma rede feminista internacional com o objectivo de unir as mulheres do mundo em acções de luta contra a violência e a pobreza.

Depois do sucesso desta iniciativa em anos anteriores, 2010 será um ano repleto de variadas acções que se prolongarão até ao dia 17 de Outubro, desta vez centradas nos temas mais pertinentes e actuais: Bem Comum, Paz e Desmilitarização, Trabalho das Mulheres e Violência Contra as Mulheres. O primeiro evento está desde já marcado para o próprio dia 8 de Março às 17h30 no Rossio onde se concentrarão centenas de Mulheres que irão marchar pelas causas que as movem.

Diversas organizações (Grupo Crianças em Acção GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental http://gaia.org.pt/ Maternar http://www.maternar.pt/ Associação Doulas de Portugal http://doulasdeportugal.blogspot.com/ HumPar http://www.humpar.%20org/ ) irão se unir para transportar a faixa, cedida pela GAIA, intitulada:

"Por um Nascimento Carinhoso e Respeitado"

... porque a Paz começa no nascimento e "para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer" (Michel Odent), este será um momento importante para a sensibilização da população em geral e das próprias mulheres que irão participar no evento para a necessidade de se lutar por um parto e um nascimento mais carinhoso e respeitado.

É pedido às mulheres que queiram ajudar a carregar esta faixa, que levem vestido um porta-bebés (sling, pano, manduca, etc) com o seu bebé ou com um boneco, para que seja mais fácil o agrupamento.

Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa

A partir de hoje o Outro conta com a inestimável colaboração científica na área da Saúde e Bem-Estar da Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa. Na selecção dos artigos a Escola e o Outro darão prioridade aos problemas de saúde que afectam a maioria das pessoas, as chamadas doenças do século. Mas se algum dos nossos leitores tiver interesse sobre a abordagem deste tipo de medicina em relação a alguma condição em particular, pode falar connosco no blog ou no Facebook e faremos todos os possíveis por abordar esse tema.

O Outro visitou a escola, com sede na Rua D. Estefânia, 173-175, em Lisboa, e ficou encantado(a).  As recentes instalações da Escola situam-se num antigo palacete de 1900 com um lindíssimo jardim cheio de árvores centenárias, que já foi Museu dos CTT, Cinemateca e Casa dos Dias da Água.  O soalho  é de tábua corrida e as paredes têm painéis de madeira maciça talhada, tectos altos e a casa tem uma vida, um calor e aroma próprios. Simplesmente apetece ficar. Estava a chover torrencialmente lá fora mas, assim que entrámos, sentimos calor e a água que caía, visível ainda das janelas, parecia fazer parte do ambiente, como um dos cinco elementos básicos da natureza, quase como a fonte de toda aquela madeira, que produz o fogo, que produz a terra, que produz o metal... A água parecia efectivamente abraçar a casa, casa essa que estava cheia de pessoas genuínas, de sorrisos, de conversas, de energia. 

Contar com a colaboração dos directores e professores da ESMTC para divulgar alternativas no campo da Saúde aos leitores do Outro é motivo de uma enorme e profunda satisfação.

O Outro aposta na medicina integrada. Não há várias medicinas. Há uma única medicina. Existem é formas diferentes de curar.

3º Forum Nacional de Saúde

Vai acontecer o 3º Forum Nacional de Saúde (8 e 9 de Março, em Lisboa), no qual julgo ser pertinente participarmos. Bom mesmo seria fazermos parte do corpo comunicativo, no entanto julgo que, apesar do programa ser provisório, dada a próximidade do evento, isso será difícil. Mas... não custa tentar!

De qualquer forma, eu irei participar enquanto espectadora, no contexto da minha actividade profissional. Convido quem mais tiver possibilidade, a juntar-se a mim. Penso que poderemos retirar de lá algumas importantes informações, assim como contribuir para o enriquecimento do debate que eventualmente possa ser aberto ao público.

Aqui vai o link. As inscrições são on-line e gratuitas.

http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Not%C3%ADcias/3%C2%BA%20F%C3%B3rum%20Nacional%20de%20Sa%C3%BAde%20-%20para%20um%20futuro%20com%20sa%C3%BAde

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Diabetes Therapy - Exercise:

Taijiquan and Qigong

Links, Bibliography, Quotes, Notes


http://www.egreenway.com/taichichuan/diabetcc.htm

Documento Final do Grupo da Saúde

HUMANIZAÇÃO DA SAÚDE NO PRINCÍPIO, MEIO E FIM

Pretendemos associar a todos os aspectos da saúde em Portugal, o Princípio Ético da Humanização no Princípio, Meio e Fim.


No princípio, meio e fim da relação com a pessoa (doente ou não)

Em todos serviços do SNS deve ser mantido e reforçado o actual esforço de humanizar a relação com o utente, desde o momento que entra no serviço de saúde até ao momento em que deixa de usufruir do mesmo. Propomos o reforço da formação sobre as boas práticas de atendimento ao público (na vertente administrativa) e o reforço das competências na relação empática e compreensiva com o sofrimento e vivência do utente (na vertente assistencial), valorizando-se as componentes psicológicas do ser doente e do adoecer.


No princípio, meio e fim da vida.


Com o intuito de fomentar o princípio ético de humanizar no princípio, propomos que se incentive a adopção das recomendações preconizadas pela OMS relativamente à assistência no parto normal em gravidez de baixo risco (ver anexo 1). Nestas recomendações, como se pode ver, salientam-se um conjunto de condutas ainda bastante praticadas em Hospitais e Maternidades, assim como outras que, apesar de muito recomendáveis, raras vezes são empreendidas ou tidas em conta nos locais tradicionais de atendimento ao parto, como são o Plano de Parto que a mulher elaborou, de forma consciente e informada, a privacidade no momento do parto, a possibilidade de recorrer a formas alternativas de alívio da dor (massagem e outras técnicas não invasivas e não medicamentosas), a liberdade de movimentar-se durante o parto e assumir posições mais favoráveis à fisiologia do parto, o recurso não rotineiro de episiotomia, o contacto pele a pele do bebé com a mãe imediatamente depois do parto, com apoio à primeira amamentação, o corte do cordão umbilical apenas quando não apresentar mais pulsação, etc.

Deverão ser incentivadas práticas diferenciadas e alternativas, complementarmente às tradicionalmente protocoladas, no apoio e atendimento da mulher grávida e em trabalho de parto. Como exemplo desta humanização no princípio, propomos as experiências de partos acompanhados por Doulas, de partos domiciliares supervisionados por Enfermeiros Obstetras e dos trabalhos realizados por Casas de Partos (ver anexo 2). Neste sentido, é fundamental criar debate público em torno destas temáticas, tornando-as como possibilidades reais e socialmente aceites, para todas as mulheres que pretendam optar por formas mais naturais de parto.

Propomos o incentivo e apoio efectivo na amamentação, de acordo com o que é defendido pela OMS e UNICEF para todas as crianças do mundo. Neste sentido, é importante fazer valer os objectivos estabelecidos pelo Código Internacional de Marketing para os substitutos do Aleitamento Materno (em anexo 3), assinado por Portugal, promovendo mecanismos mais eficientes para a fiscalização do Decreto-Lei nº 115/93 (em anexo 4).

Reforçar as competências dos técnicos que acompanham grávidas e mulheres que amamentam, através de acções de formação ministradas por Consultores em Aleitamento Materno (IBCLCs), à semelhança do que acontece noutros países como Inglaterra, Estados Unidos da América, Austrália, entre outros (ver anexo 5).

Alertar a população não só para os benefícios da amamentação prolongada, como também dos perigos reais da alimentação com substitutos de Leite Materno (em anexo 6).

Ao promover a humanização no princípio, potenciamos um desenvolvimento físico e emocional equilibrado para as crianças em crescimento, os adultos do amanhã.

A saúde deve andar de mãos dadas com a educação. O desenvolvimento de programas de educação que visem o florescimento do mundo interior das crianças, equilibrado, através da aprendizagem de competências emocionais e sociais (em anexo 7). O treino da inteligência emocional, e social, pode fazer parte dos programas escolares, pelo recurso a técnicas contemplativas que estimulam a atenção, concentração, e humanização da relação com o outro. Crianças mais saudáveis, em sintonia com o seu corpo, mente, e com o ambiente e pessoas que as rodeiam, vão promover um adulto consciente da sua condição interdependente. A consciência desta condição natural é uma força motriz básica do desenvolvimento social e civilizacional, e uma mais valia em termos económicos para qualquer nação.
Promover a saúde, pelo incentivo a mudanças de comportamentos alimentares, especialmente no seio familiar, e instituições que formam crianças, demonstrando as virtudes e benefícios físicos, ecológicos, e económicos da alimentação vegetariana e macrobiótica, mesmo que em regime parcial em associação à alimentação mediterrânica, e do consumo de alimentos de produção biológica.

Com o intuito de fomentar o princípio ético de humanizar no meio, propomos a difusão e incentivo ao recurso a técnicas terapêuticas alternativas com reconhecido mérito na prevenção de patologias diversas, e da morbilidade associada às mesmas.

Propomos o incentivo, nas comunidades, da replicação de projectos pioneiros, que fazem uso destas técnicas não convencionais, que são tradicionais e milenares noutras culturas. No trabalho com pessoas das mais variadas idades, e nos mais diversos contextos sociais (escolas, juntas de freguesia, postos de trabalho, centros de dia, prisões, bairros “problemáticos”, etc.), Meditação, Yoga, Tai Chi Chuan, Chi Kung, Massagem Terapêutica e Reiki, entre outras, podem ser úteis, tendo sido verificado como resultado da sua aplicação, uma melhoria significativa em crianças com dificuldades de atenção e concentração, em doentes com dor crónica, em doentes hospitalizados e na população em geral, sendo actualmente oferecidas como experiências potenciadoras da saúde e do equilíbrio bio-psico-social (em anexo 8).

Para agilizar a difusão destas experiências, propomos a rápida regulamentação da Lei 45/2003 (anexo 9), que define inclusão das medicinas e terapias alternativas no Sistema Nacional de Saúde. Esta lei tem sido usada como modelo para diversos países europeus, que já a colocaram em prática com sucesso, o que demonstra sua pertinência para a saúde pública, e o motivo porque deve ser implementada em Portugal. Naturalmente, o facto desta lei não ter sido regulamentada, dificulta que os benefícios da utilização de medicinas e terapias alternativas se alarguem à população em geral. Sabemos, que o recurso a medicinas alternativas reconhecidas cientificamente tem não só inúmeros e comprovados benefícios para a saúde individual de quem a elas recorre, mas também um assinalável benefício económico para o país.

E, humanizar no fim, ao promover boas práticas no modo como se entende e cuida da qualidade de vida no fim da mesma, desenvolvendo acções que modifiquem a visão social instituída sobre o envelhecimento e a morte, fomentando uma visão alternativa para que estas sejam encaradas como parte do processo natural que é a vida.

Propomos a difusão do conceito de envelhecimento activo. Urge desenvolver o Plano Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas (PNSPI) – que se fundamenta nos princípios postulados pela ONU, de independência, participação, auto-realização e dignidade do idoso – e que adianta como prioridades de intervenção:

1. Promoção de um envelhecimento activo;
2. Adequação de cuidados de saúde às necessidades próprias do idoso; e
3. Desenvolvimento de ambientes favoráveis à autonomia e independência das pessoas idosas.

Propomos o incentivo ao aumento de número de UTIS (Universidades da Terceira Idade) espaço privilegiado de inserção e participação social dos mais velhos, onde, através das várias actividades desenvolvidas (aulas, visitas, oficinas, blogs, revistas e jornais, grupos de música ou teatro, voluntariado, etc) os seniores se sentem úteis, activos e participativos: “ Saúde no jovem, obra da Natureza, saúde no idoso, obra de arte!” Hérmogenes.

O acompanhamento das pessoas em fim de vida e das suas famílias, em unidades de saúde próprias para o efeito e, principalmente, no domicílio deverá ser proporcionado a todos os que dele necessitem. Proporcionar serenidade, cuidados médicos e de enfermagem de carácter paliativo, promovendo qualidade e conforto no fim da vida e dignidade na morte deverá ser um imperativo (anexo 10).
Concluímos assim que o empreendimento de acções que promovam a Humanização da Saúde em Portugal, nos moldes descritos, trará inestimáveis benefícios para a população portuguesa, através de um aumento da qualidade de vida e de uma diminuição do número e da gravidade das doenças.

Aumentar o leque de recursos disponíveis para a prevenção e tratamento da doença, proporciona uma diminuição na procura de consultas dos centros de saúde e hospitais, uma diminuição no uso de medicamentos e um menor índice de práticas cirúrgicas.
Traduz-se num país mais rico no corpo e mente de cada cidadão e em cidadãos mais empenhados e participativos na edificação do país.



DOCUMENTAÇÃO, ANEXOS, E EXEMPLOS DE PRÁTICAS REALISTICAMENTE INSPIRADORAS

Humanizar no princípio:

ANEXO 1
Guia Prático Para a Assistência ao Parto Normal: OMS

A categorização destas condutas, encontra-se no capítulo 6 do Guia Prático para a Assistência ao Parto Normal, e foram elaboradas, em sequência da reflexão do Grupo de Trabalho da OMS para o Parto Normal, após análise e debate das melhores práticas, tendo em conta as evidências existentes, no momento da sua elaboração. No guia encontram-se os fundamentos para cada uma das condutas mencionadas. Resumo:

A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas
1. Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação, e comunicado a seu marido/companheiro e, se aplicável, a sua família.
2. Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto.
3. Não utilizar métodos invasivos nem métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.
4. Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.
5. Realizar precocemente contacto pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme directrizes da OMS sobre o aleitamento materno.

B) Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas
1. Uso rotineiro de enema (clister).
2. Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.
3. Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.
4. Uso rotineiro da posição supina (deitada) durante o trabalho de parto.
5. Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto, de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado.

C) Condutas utilizadas com insuficientes evidências que apoiem a sua clara recomendação e que devem ser utilizadas com precaução até a conclusão de novos estudos
1. Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa de água) durante o início do trabalho de parto.
2. Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto e parto.
3. Manipulação activa do feto no momento de nascimento.
4. Utilização de ocitocina rotineira, tracção controlada do cordão ou combinação de ambas durante a dequitação (expulsão da placenta).
5. Clampeamento precoce do cordão umbilical.

D) Condutas frequentemente utilizadas de forma inapropriada
1. Exames vaginais frequentes e repetidos especialmente por mais de um prestador de serviços.
2. Cateterização da bexiga.
3. Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação cervical completa ou quase completa, antes que a própria mulher sinta o puxo involuntário.
4. Parto operatório (cesariana).
5. Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.”

ANEXO 2
http://www.youtube.com/watch?v=fML3pgZQVg0&NR=1&feature=fvwp
http://www.cmaj.ca/cgi/content/abstract/181/6-7/377?ijkey=2589c001ccbdbd59d84f30f21ef0839a0552a033&keytype2=tf_ipsecsha
http://www.youtube.com/watch?v=ndlrJ3JIjEE

ANEXO 3
http://www.ordemenfermeiros.pt/index.php?view=newsletter:View&zepp_obj_id=116&site=yes

ANEXO 4
http://pt.legislacao.org/primeira-serie/decreto-lei-n-o-115-93-lactentes-formulas-saude-produto-114285

ANEXO 5
http://www.ilca.org/i4a/pages/index.cfm?pageid=1
www.iblce.org
http://www.iblce.org/professional-standards
http://www.iblce.org/upload/downloads/ScopeOfPracticeMarch2008.pdf

ANEXO 6
http://www.ibfan.org/portuguese/gateportugues.html http://www.ibfan.org/portuguese/issue/overview01-po.html#2 http://www.infactcanada.ca/about.htm http://www.babymilkaction.org/

ANEXO 7
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1077760-5603,00-

Humanizar no meio:

ANEXO 8
http://www.casel.org/
http://www.innerresilience-tidescenter.org/
http://www.lindalantieri.org/about.htm
http://www.redesparalaciencia.com/1799/redes/2009/redes-50-meditacion-y-aprendizaje
TAI+CHI+CHUAN+E+ESPERANCA+COMO+TERAPIA+PARA+O+DERRAME+CEREBRAL.html

ANEXO 9
http://www.imt.pt/lei_medicina_452003.php

Humanizar no fim:

ANEXO 10
http://www.amara.pt/amara/apresentacao.php
http://www.apcp.com.pt/
http://www.rutis.org/cgi-bin/reservado/scripts/command.cgi/?naction=4&mn=EkpFuVZlEynEumlwll

EXTRA
Relatório de Saúde OMS 2008

http://www.almamix.pt/index.php?view=article&catid=37%3Avideos-de-medicina&id=298%3Aoms-relatorio-de-saude-2008&option=com_content&Itemid=117

Tai Chi Chuan

Medicinas complementarias / Bastan seis semanas de prácticaPracticar taichi mejora el equilibrio Un estudio mostró que su práctica es útil en la rehabilitación de personas que sufrieron un ACV

Professores Fascinantes

"Professores e alunos vivem juntos durante anos dentro da sala de aula, mas são estranhos uns para os outros. Eles se escondem atrás dos livros, das apostilas, dos computadores. A culpa é dos ilustres professores? Não! A culpa, como veremos, é do sistema educacional doentio que se arrasta por séculos. As crianças e os jovens aprendem a lidar com fatos lógicos, mas não sabem lidar com fracassos e falhas. Aprendem a resolver problemas matemáticos, mas não sabem resolver seus conflitos existenciais. São treinados para fazer cálculos e acertá-los, mas a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, nem têm conta exata.
Os jovens são preparados para lidar com decepções? Não! Eles são treinados apenas para o sucesso. Viver sem problemas é impossível. O sofrimento nos constrói ou nos destrói. Devemos usar o sofrimento para construir a sabedoria. Mas quem se importa com a sabedoria na era da informática?
Nossa geração produziu informações que nenhuma outra jamais produziu, mas não sabemos o que fazer com elas. Raramente usamos essas informações para expandir nossa qualidade de vida. Você faz coisas fora da sua agenda que lhe dão prazer? Você procura administrar seus pensamentos para ter uma mente mais tranqüila? Nós nos tornamos máquinas de trabalhar e estamos transformando
nossas crianças em máquinas de aprender.
Usando erradamente os papéis da memória Fizemos da memória de nossas crianças um banco de dados. A memória tem esta função? Não! Veremos que durante séculos a memória foi usada de maneira errada pela escola. Existe lembrança? Inúmeros professores e psicólogos do mundo todo crêem sem sombra de dúvida que existe lembrança. Errado! Não existe lembrança pura do passado, o passado é sempre reconstruído! E bom ficarmos abalados por esta afirmação. O passado é sempre reconstruído com micro ou macro diferenças no presente.
Veremos que há diversos conceitos equivocados na ciência sobre o fantástico mundo do funcionamento da mente e da memória humana. Tenho convicção, como psiquiatra e como autor de uma das poucas teorias da atualidade sobre o processo de construção do pensamento, de que estamos obstruindo a inteligência das crianças e o prazer de viver com o excesso de informações que estamos oferecendo a elas. Nossa memória virou um depósito de informações inúteis.
A maioria das informações que aprendemos não será organizada na memória e utilizada nas atividades intelectuais. Imagine um pedreiro que a vida toda acumulou pedras para construir uma casa. Após construí-la, ele não sabe o que fazer com as pilhas de pedras que sobraram. Gastou a maior parte do seu tempo inutilmente.
O conhecimento se multiplicou e o número de escolas se expandiu como em nenhuma outra época, mas não estamos produzindo pensadores. A maioria dos jovens, incluindo universitários, acumula pilhas de "pedras", mas constroem pouquíssimas idéias brilhantes. Não é à toa que eles perderam o prazer de aprender. A escola deixou de ser uma aventura agradável.
Paralelamente a isso, a mídia os seduziu com estímulos rápidos e prontos. Eles tornaram-se amantes do fast food emocional. A TV transporta os jovens, sem que eles façam esforços, para dentro de uma excitante partida esportiva, para o interior de uma aeronave, para o cerne de uma guerra e para dentro de um dramático conflito policial.
Esse bombardeio de estímulos não é inofensivo. Atua num fenômeno inconsciente da minha área de pesquisa, chamado de psicoadaptação, aumentando o limiar do prazer na vida real. Com o tempo, crianças e adolescentes perdem o prazer nos pequenos estímulos da rotina diária.
Eles precisam fazer muitas coisas para ter um pouco de prazer, o que gera personalidades flutuantes, instáveis, insatisfeitas. Temos uma indústria de lazer complexa. Deveríamos ter a geração de jovens mais felizes que já pisaram nesta terra. Mas produzimos uma geração de insatisfeitos.
Estamos informando e não formando Não estamos educando a emoção nem estimulando o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência, tais como contemplar o belo, pensar antes de reagir, expor e não impor as idéias, gerenciar os pensamentos, ter espírito
empreendedor. Estamos informando os jovens, e não formando sua personalidade.
Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são. No máximo conhecem a sala de visitas da sua própria personalidade. Quer pior solidão do que esta? O ser humano é um estranho para si mesmo! A educação tornou-se seca, fria e sem tempero emocional. Os jovens raramente sabem pedir perdão, reconhecer seus limites, se colocar no lugar dos outros. Qual é o resultado?
Nunca o conhecimento médico e psiquiátrico foi tão grande, e nunca as pessoas tiveram tantos transtornos emocionais e tantas doenças psicossomáticas. A depressão raramente atingia as crianças. Hoje há muitas crianças deprimidas e sem encanto pela vida. Pré-adolescentes e adolescentes estão desenvolvendo obsessão, síndrome do pânico, fobias, timidez, agressividade e outros transtornos ansiosos.
Milhões de jovens estão se drogando. Não compreendem que as drogas podem queimar etapas da vida, levá-los a envelhecer rapidamente na emoção. Os prazeres momentâneos das drogas destroem a galinha dos ovos de ouro da emoção. Conheci e tratei de inúmeros jovens usuários de drogas, mas não encontrei ninguém feliz.
E o estresse? Não apenas é comum detectarmos adultos estressados, mas também jovens e crianças. Eles têm freqüentemente dor de cabeça, gastrite, dores musculares, suor excessivo, fadiga constante de fundo emocional.
Precisamos arquivar esta frase e jamais esquecê-la: Quanto pior for a qualidade da educação, mais importante será o papel da psiquiatria neste século. Vamos assistir passivamente à indústria dos antidepressivos e tranqüilizantes se tornar uma das mais poderosas do século XXI? Vamos observar passivamente nossos filhos serem vítimas do sistema social que criamos? O que fazer diante desta problemática?"
Retirado do livro: PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES, de
AUGUSTO JORGE CURY

OMS defende integração da Medicina Tradicional Chinesa no Serviço Nacional de Saúde

No sentido de melhorar a qualidade do atendimento e da eficácia dos serviços de saúde, a Organização Mundial de Saúde (OMS), defendeu, durante o Congresso das Nações Unidas sobre Medicina Tradicional, realizado em Pequim, que a Medicina Tradicional Chinesa deve ser incluída no Serviço nacional de Saúde, o que iria permitir não só aumentar o leque de escolha dos utentes, como permitir um atendimento mais rápido e eficaz, uma diminuição das listas de espera e uma significativa redução dos custos, pois os custos da fitoterapia são muito reduzidos, o que poderia significar uma diminuição dos gastos do Estado com medicamentos.
Em Portugal estão a ser regulamentadas algumas terapêuticas ditas alternativas: Acupunctura, Fitoterapia, Homeopatia, Naturopatia, Osteopatia, Quiroprática.
Não se prevê, no entanto que a Medicina Chinesa seja regulamentada neste sentido, assim a sua integração no SNS não é possível no nosso País, a não ser que se procede-se a uma alteração da legislação, a exemplo do que já aconteceu, por exemplo no Brasil.
Assim, um profissional de Medicina Chinesa teria de se inscrever em cinco das 6 terapêuticas referidas (Fitoterapia, Acupunctura, Naturopatia, Osteopatia, Quiroprática) para poder exercer.A integração da MTC no SNS significaria:
– Mais poder escolha para os utentes, – Melhores resultados em diversas patologias do que a medicina dita convencional,
– Maior aposta na prevenção das doenças
- Menor necessidade de recorrer a medicamentos– Redução dos custos– Minimização dos efeitos secundários que advêm do consumo de diversos fármacos convencionais.
Porém, apesar desta prática milenar ter provas dadas tanto ao nível da prevenção como do tratamento de várias maleitas e de a sua integração no SNS ser altamente recomendado pela, OMS, Portugal não está a levar em conta essas recomendações.
Segundo notícia divulgada pela Lusa, esta integração é defendida porque iria "aumentar e tornar mais acessível o serviço", além de que "os governos devem estabelecer mecanismos de licenciamento e acreditação" da MTC como "medicina alternativa ou complementar".

Fonte: http://www.roteirodaalma.com/noticia/oms_defende_integracao_da_medicina_tradicional_chinesa_no_servico_nacional_de_saude

Acordar a Tempo

Da leitura das últimas publicações do blog, dos vídeos que me têm enviado por email nas últimas horas e de um documentário que vi ontem na TV, da Nacional Geografic, por insistência do meu filho de 5 anos (o documentário falava de vírus), percebo uma interessante intersecção, que mais uma vez me vem lembrar a forma como tudo o que existe está interligado... apesar disso, o "Homem Moderno" parece estar cego a esta evidencia e agir como se pudesse controlar todos os fenómenos à sua conveniencia, como controla à distancia os aparelhos de sua casa.

É verdade. Precisamos de um Portugal e um Mundo Novos. Penso que mesmo os mais teimosos sentem isso nas suas entranhas. Apesar disso, as vidas confortáveis que muitos têm tolda-lhes a visão para esta evidencia... e vidas confortáveis proliferam, nos dias de crise de hoje, a uma velocidade igual ou superior às vidas difíceis. Mas aqui, seria importante contextualizar o que se entende por conforto e o que se entende por difícil.

Ter um carro, ter tecnologia de ponta, ter uma boa conta bancária, ter ar condicionado, ter férias no estrangeiro, ter, ter, ter..... a maior parte das vezes, já se confunde o indispensável com o que na realidade é apenas um luxo... e quando se pensa que ter nos traz poder, não se pensa que aquilo que possuímos na realidade nos aprisiona.
Não "perder-tempo", não ficar doente, não sentir dor, não sentir. Faz-se tudo para não se sentir nada, e com isso perde-se o contacto com a natureza animal em nós, que aos poucos nos vai afastando de nós próprios.

O "Homem Moderno" está demasiadamente anestesiado pelas coisas que comprou, ou que quer comprar e está demasiadamente ocupado em ganhar dinheiro para comprar essas coisas, para poder desperdiçar tempo com suas maleitas e sentimentos. É como se sentisse que sem "coisas" a sua existência não tem qualquer sentido. Rodeia-se de "coisas" e afasta-se dos "outros", humanos ou animais; sente-se protegido pelas suas "coisas", quando de facto está a ficar cada vez mais frágil, justamente por causa delas.... já não sabe quem é... já não sabe lidar com as suas emoções... está sozinho num mundo que foi construído à imagem das suas necessidades supérfluas, mas que agora o engole por não conseguir dar resposta às suas necessidades básicas.

Como no caso dos vírus do documentário, que o meu filho me convidou a ver com ele ontem. Parece que, afinal, os vírus não são todos "maus"! Parece que, na realidade, os vírus estão tão intimamente ligados ao processo da evolução das espécies, que se os conseguíssemos matar todos, estaríamos a assinar a sentença de morte a nós próprios. Será? Não sei. Os cientistas que falavam pareciam muito seguros do que diziam, apresentando provas e tudo mais. De qualquer forma, o que mais me impressionou foi encontrar a linha da inter-relação e da impermanência nos factos apontados; encontrar, no discurso empreendido, uma vasta gama de cores, e não apenas o preto e o branco que a sociedade moderna nos quer vender.

Sentimos-nos todos poderosos, quando (julgamos) controlamos as pragas, as doenças, a natureza, mas não nos lembramos nunca que esse sentimento só nos é permitido ter enquanto a natureza, de que fazemos parte, nos deixa... e ficamos sempre surpreendidos quando uma qualquer catástrofe natural nos abate com o mesmo esforço que empreendemos a apagar uma vela.

A solução para estas questões parece tão evidente, tão simples, tão transparente. No entanto, só alguns a conseguem enxergar. O poder económico, o dinheiro, para ser mais clara, é o entrave à visão clara que é necessária, já que ele é avesso à renuncia, ao voltar atrás, ao fazer menos, ao contentar-se com pouco, ao ser feliz simplesmente por ser.

... e enquanto uns se esforçam por acordar os outros, continua o "Homem Moderno" a afundar-se no seu mundo de fantasia onde permanece cada vez mais solitário e desprotegido.

Precisamos de um Novo Portugal e de um Novo Mundo. Precisamos de acordar, todos, a tempo!

Consequências emocionais das práticas modernas de dar à luz

"(...) Segundo os conhecimentos actuais é a criança que dá os primeiros sinais hormonais que desencadeiam o
parto. Isto quer dizer que internamente a criança tem um plano temporal, ela não só participa na decisão de
quando vai nascer, podemos mesmo dizer que o nascimento é um acto decidido pelo feto. Ao esperar por
este momento a mãe e os profissionais que assistem ao parto e ao nascimento mostram um sinal de respeito
pela criança. Tomando esta atitude dá-se o devido tempo à criança e a mãe até que estejam preparadas para o
momento de dar à luz.
O que significa intervir de fora nesse plano temporal interno propositadamente? Interrompe-se um dos mais
importantes episódios do processo natural de desenvolvimento. O organismo não vai ter tempo de atingir a
maturação. É-lhe retirada a possibilidade de decidir. Nas cesarianas marcadas e realizadas antes do início do
trabalho de parto faltam um conjunto de hormonas à mãe, a hormona do parto, falta a protecção e as
estimulações necessárias ao acto de parir e ao acto de nascer. As crianças são abruptamente, em poucos
minutos, arrancadas ao seu meio ambiente conhecido. Muitos recém-nascidos parecem surpreendidos,
desprevenidos e desorientados. Subitamente a penumbra, o calor, o suporte e todo o apoio que o útero
oferece ao seu corpo desapareceram. Depois de um nascimento assim pode frequentemente reconhecer-se o
susto bem presente nos olhos do bebé.
Uma cesariana, quer seja de urgência ou marcada antecipadamente conduz sempre a uma interrupção
passageira do processo social de dar à luz: o vínculo, a comunicação emocional e corporal entre mãe e filho
sofrem um corte, que vai necessariamente deixar marcas. Cada um dos dois vive a situação individualmente,
a anestesia interpõe-se entre eles. Nos primeiros minutos depois do nascimento o filho poderá não estar junto
da mãe, e nos dias seguintes muitas mulheres têm tais dores que mal conseguem pegar no bebé ao colo. As
mulheres que desejaram um parto vaginal mas que necessitaram de uma cesariana por razões médicas podem
ainda sentir-se incompetentes por não terem sido capazes de um parto normal.
Visto do lado da criança as contracções são sentidas pelo seu corpo como um intenso acontecimento táctil e
corporal, que exprime o próprio processo de transição. Quando a estimulação prevista na natureza - a
contracção do útero e a expansão, no intervalo entre contracções - não é, ou quase não é vivida devido às
anestesias, podemos estar perante uma das causas do frequente sentimento de falta de consciência corporal
no adulto. (...)"

Ler mais: http://www.asaseraizes.pt/docs/daraluz.pdf

Paula Diederichs, adaptado por Claudia Pinheiro. Publicação original: Hebammeninfo 5/06: Die Sektio im Brennpunkt: Ist es egal, wann und wie wir geboren werden? Die emotionalen Auswirkungen der modernen Geburtspraktiken. (A Cesariana em debate: Tanto faz, onde e como nascemos? Sobre as consequências emocionais das práticas modernas de nascer) de Paula Diederichs, em www.asaseraizes.pt/textos

Alimentação e Parto

Actualmente, a restrição alimentar (e de ingestão de líquidos) imposta pelos procedimentos hospitalares às parturientes, não tem qualquer fundamento científico. Pelo contrário, pode ser contraproducente, sobretudo em partos longos, quando a mulher sinta necessidade de comer e beber, já que promove o aumento da duração do próprio parto em si, assim como da dor da contracção uterina.

Estes e outros dados relacionados estão descritos num estudo realizado com 3130 mulheres em trabalho de parto, publicado na biblioteca cochrane.

http://www.cochrane.org/reviews/en/ab003930.html

Conclusão do estudo: as parturientes podem e devem comer e beber sempre que sintam vontade de o fazer!

Humanizar a Saúde

No exercício que tenho feito de pensar a saúde, de acordo com as contribuições que tenho recebido, no que respeita ao seu aspecto mais amplo, e quando comparando com aquilo que, como doula, sinto relativamente ao aspecto particular do nascimento e da amamentação, percebi que na realidade aquilo que falta no nosso país, está muito mais relacionado com a tolerância, a aceitação de outros pontos de vista, o olhar para o outro como ser multifacetado e a inclusão de formas alternativas de cuidar a saúde, do que própriamente a carência de "meios" e recursos.


Passo a explicar melhor.


Se analisarmos os aspectos positivos da saúde em Portugal (e peço que me corrijam e completem se estiver enganada), temos:

- Legislação bastante completa, que inclui as medicinas alternativas no sistema nacional de saúde;

- Um esforço actual no sentido de tornar mais permanente o trabalho do médico de família nos centros de saúde;

- Um esforço recente, no sentido de formação de técnicos de saúde, para modificar a forma como se processa o atendimento à grávida e apoio à amamentação;

- O trabalho qualificado, e de qualidade, de alguns enfermeiros-parteiros, que têm assistido aos partos domiciliares, ainda que a nível particular;

- O trabalho qualificado, e de qualidade, de vários médicos e terapeutas alternativos, ainda que a nível particular, que têm dado resposta às necessidades de um crescente número de pessoas que procura soluções diferentes para os seus problemas de saúde;

- O crescente interesse e investimento nos cuidados paliativos;

- A existência de algumas instituições especializadas no auxilio dos doentes e famílias que passam pela experiência de proximidade em relação à morte

Relativamente aos aspectos negativos (novamente peço que me corrijam ou completem, se for necessário):

- Uma carência de humanização nos estabelecimentos de saúde (maternidades, hospitais, centros de saúde), em todos os sectores (acolhimento administrativo, rastreio, atendimento, tratamentos, internamentos, etc..);

- Não regulamentação da legislação que foi referida (pelo que nada do que ela prevê se pratica!);

- Falta de médicos de família....para as famílias;

- Grandes listas de espera;

- As medicinas e terapias alternativas serem só para alguns (os que podem pagar);

- Os partos alternativos serem só para alguns (os que podem pagar);

- Os enfermeiros-parteiros que assistem partos domiciliares são descriminados pelos seus pares;

- Os cuidados paliativos e acompanhamento na morte não têm capacidade para se estender todos os que precisam.

Parece-me, pois, que temos "cá" todos os ingredientes necessários: bons técnicos, boas práticas, bons recursos... apenas o sistema nacional de saúde não foi (ainda) capaz de os assimilar, de forma a generalizar estes conhecimentos alargados, a toda a população.

... o meu lado optimista teima em dizer: nada mau, podia ser pior!

Por isso, e seguindo o mote sugerido por P.F. Antunes, julgo que poderíamos pegar nesta proposta para a saúde com o seguinte lema:

Saúde em Portugal: Humanizar no Principio, no Meio e no Fim

Lendo-se, no nascimento (principio), na saúde familiar (meio) e nos cuidados paliativos e assistência na morte (fim).

Penso que é isso que falta: olhar para o outro como pessoa, em vez de o olhar como um número ou como um sintoma; olhar para o outro com respeito, com compreensão e compaixão, aceitando e valorizando os seus sentimentos e opções... tudo isto à luz dos mais avançados dados científicos, que mostram como a mente influencia intimamente as "respostas" corporais (sendo por isso impensável não olhar para ela quando pretendemos curar o corpo) e como determinadas práticas, às quais médicos e enfermeiros se têm vindo a habituar sem questionar, são desnecessárias ou mesmo contraproducentes.

Fico à espera dos vossos comentários.

Já trabalharam o vosso CHI hoje?