Um espaço para reinventar Portugal como nação de todo o Mundo, que estabeleça pontes, mediações e diálogos entre todos os povos, culturas e civilizações e promova os valores mais universalistas, conforme o símbolo da Esfera Armilar. Há que visar o melhor possível para todos, uma cultura da paz, da compreensão e da fraternidade à escala planetária, orientada não só para o bem da espécie humana, mas também para a preservação da natureza e o bem-estar de todas as formas de vida sencientes.

"Nós, Portugal, o poder ser"

- Fernando Pessoa, Mensagem.
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Consciência. A Consciência.

Consciência. Muitas vezes usamos esta palavra. Muitas mesmo. Sobretudo quando raramente percebemos o que realmente quer dizer. Infelizmente não posso apresentar este tema de outra forma: a Consciência é a salvação da Humanidade. Não espero que concordem com a afirmação pelo que convido a ver – e rever, por favor – a seguinte apresentação. Demasiado importante para deixar passar:






Trata-se, de facto, de uma informação científica de extrema importância. Leva-me a pensar nesta centralização do Ego na cultura ocidental, a qual é precisamente o princípio de todos os problemas. 

Só mudaremos o mundo, e Portugal, quando antes nos mudarmos a nós próprios: temos de perceber a grande verdade, somos todos Um. A minha existência apenas faz sentido com a existência do outro, pelo que temos de invariavelmente largar o Eu em prol do Todo. "Be the Change you want to see in the World", como dizia o Ghandi. Mais palavras para quê?

Meditação e Ciência

Na sequência dos encontros “Mente e Vida”, realizados anualmente, desde 1985, entre o actual Dalai Lama e um grupo de cientistas ocidentais, foram feitas experiências recentes, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), com um grupo de praticantes experientes de meditação no budismo tibetano, com 15 a 40 anos de prática, e um grupo de controlo de estudantes voluntários, praticantes apenas durante uma semana. Foram escolhidos quatro tipos de meditação: 1 – o amor e a compaixão universais e imparciais; 2 – a atenção focada num único objecto, de forma clara, calma e estável, sem torpor ou agitação mental; 3 – a presença aberta, em que a mente está consciente e atenta, mas sem se focar em nenhum objecto particular; 4 – a visualização de imagens mentais. Enquanto alternavam repetidas vezes períodos neutrais de trinta segundos com períodos de noventa segundos em cada um desses estados meditativos, os praticantes foram submetidos a electro-encefalogramas, que permitem captar alterações na actividade cerebral em milésimos de segundos, e a imagens de ressonância magnética funcional, que dão uma localização rigorosa da actividade cerebral.

Os resultados mostraram espectaculares diferenças entre os praticantes experientes e os noviços, que provam a plasticidade do cérebro e a possibilidade de transformar e desenvolver o seu funcionamento mediante a prática regular da meditação. Por exemplo, na meditação sobre o amor e a compaixão, houve um aumento da actividade cerebral de alta-frequência, as chamadas “ondas gama”, “de um tipo nunca antes relatado na literatura científica”, nas palavras de Richard Davidson, coordenador da experiência. A actividade cerebral concentrou-se também no córtex pré-frontal esquerdo, a sede de emoções positivas, indutoras de bem-estar, como alegria, entusiasmo e altruísmo. Outras constatações, nos praticantes experientes, foram a capacidade de regular voluntariamente a sua actividade mental, concentrando-se exclusivamente numa tarefa, sem distracções; a identificação de emoções universais em rostos que aparecem num ecrã durante um quinto de segundo, mostrando um superior poder de empatia; e a inédita e espantosa neutralização do reflexo do susto, mesmo perante o disparo de uma arma: uma vez que esse reflexo depende da predisposição para o medo, a raiva e a repugnância, os resultados sugerem "um nível de serenidade emocional impressionante”.

Perante este quadro, não admira que o Dalai Lama tenha aberto, em 2005, os trabalhos do Neuroscience, o mais prestigiado congresso de neurocientistas do mundo, em Washington. E que se fale hoje da meditação budista como alternativa ao Prozac. Segundo declarações recentes do biólogo Eric Lander, membro do Projeto Genoma Humano, numa conferência no MIT: "Não é inconcebível que, dentro de 20 anos, as autoridades americanas de saúde recomendem 60 minutos de exercício mental cinco vezes por semana".

Bibliografia: Daniel Goleman, Emoções Destrutivas e como dominá-las. Um diálogo científico com o Dalai Lama, Lisboa, Temas e Debates, 2005; Paulo Borges / Carlos João Correia / Matthieu Ricard, O Budismo e a Natureza da Mente, Lisboa, Mundos Paralelos, 2005.

Contribuição de Luís Resina: Manifesto para a paz global



O Papel da Crise ao Nível Individual e Global

As mudanças externas que estamos a assistir no mundo funcionam como um catalisador para as mudanças dentro de nós.
Os pressupostos e as demonstrações da física quântica, permitem-nos dizer, que os nossos pensamentos, emoções e actos têm a capacidade de influenciar os átomos da matéria.

O Papel do Sentimento, a Inteligência Emocional

Já foi provado por cientistas que a energia do coração humano gera um campo magnético mais forte 5000 vezes que o cérebro. O sentimento colectivo exerce efeito sobre o campo geomagnético da Terra. Uma mudança no nosso modo de sentir a nós mesmo e ao colectivo, possui o potencial para afectar o nosso mundo no sentido quer subjectivo quer objectivo.
Gregg Barden - “Fractal Time”.

Dirigimo-nos para um ponto de convergência e de aglutinação onde as coisas têm de ser transmutadas, o “Status Quo”, assente na Economia, na Política, na Ciência e na Religião necessita de ser renovado urgentemente.
O estrangulamento do tempo, da economia, dos recursos naturais e de uma vida desvinculada dos ritmos cósmicos tornar-se-á insustentável dentro de poucos anos, a não ser, que voltemos rapidamente o nosso olhar para a Essência que sustêm o Mundo.
Essa Essência apresenta-se sob a forma de Luz (informação e conhecimento), Amor (coesão e sustentabilidade) e Partilha (abundância e alegria), estas serão na minha perspectiva as pedras basilares de uma nova "Ecologia do Ser.

É urgente a construção rápida de novos paradigmas através da prática de um Neo-humanismo assente numa Ecologia do Ser.
Isso implica uma maior solidariedade entre os grupos económicos, políticos, sociais e religiosos, e estes necessitam de estar em sintonia com valores espirituais e universais. A abordagem a este novo tipo de consciência pretende vir a mostrar-se como uma alternativa a um materialismo que tem vindo a exaurir os recursos, não só do planeta como do próprio ser humano. Isso só poderá ser feito por todos aqueles que estão conscientes destes desafios. O objectivo será intuirmos as grandes ideias centrais que servirão de alternativa à crise global , não confinada apenas ao campo económico, mas também à área social, aos valores humanos e à necessidade de implementação de uma nova espiritualidade.

É a hora de acordar o espírito co-criador que reside em cada um de nós!

Manifesto para a Paz Global

Reunidos na cidade de Caracas, Venezuela, em 24 de Novembro de 2002, no marco do Terceiro Encontro da Rede Ibero americana de Luz, foi declarado o seguinte:

Há uma única pátria: o Cosmos.
Há uma única nação: a Terra.
Há uma única família: a Humanidade.
Há uma única verdade: a Vida, expressando-se de acordo com uma ordem superior e infinita.
Há uma única religião: o Amor.
Há uma única essência: a Luz Eterna que gera a vida.
Há uma única ciência: a Universalidade.
Há uma única meta: a Paz em unidade com todos os seres.
Há um único destino: a Evolução.
Há um só tempo: o Acorde dos ritmos naturais.

Este chamado de consciência é dirigido a todas as instâncias nacionais e internacionais, grupos, organizações e pessoas que sabem que um mundo melhor é possível e também àquelas que:

  • Transcendem seus valores trabalhando em si mesmas;
  • Manifestam disposição de serviço à humanidade e ao planeta;
  • Aceitam unir-se a outras pessoas em acções conjuntas;
  • Vinculam-se mediante o poder do pensamento sinérgico;
  • Efectuam a sincronização de propósitos em pensamento, emoção e acção;
  • Geram convergências planetárias de consciência comunicando-se por diferentes meios e sobre diferentes temas afins;
  • Usam seu potencial criador para gerar a aceleração da transformação planetária.

Autor: Luís Resina

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Consciência. A Consciência.

Consciência. Muitas vezes usamos esta palavra. Muitas mesmo. Sobretudo quando raramente percebemos o que realmente quer dizer. Infelizmente não posso apresentar este tema de outra forma: a Consciência é a salvação da Humanidade. Não espero que concordem com a afirmação pelo que convido a ver – e rever, por favor – a seguinte apresentação. Demasiado importante para deixar passar:






Trata-se, de facto, de uma informação científica de extrema importância. Leva-me a pensar nesta centralização do Ego na cultura ocidental, a qual é precisamente o princípio de todos os problemas. 

Só mudaremos o mundo, e Portugal, quando antes nos mudarmos a nós próprios: temos de perceber a grande verdade, somos todos Um. A minha existência apenas faz sentido com a existência do outro, pelo que temos de invariavelmente largar o Eu em prol do Todo. "Be the Change you want to see in the World", como dizia o Ghandi. Mais palavras para quê?

Meditação e Ciência

Na sequência dos encontros “Mente e Vida”, realizados anualmente, desde 1985, entre o actual Dalai Lama e um grupo de cientistas ocidentais, foram feitas experiências recentes, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), com um grupo de praticantes experientes de meditação no budismo tibetano, com 15 a 40 anos de prática, e um grupo de controlo de estudantes voluntários, praticantes apenas durante uma semana. Foram escolhidos quatro tipos de meditação: 1 – o amor e a compaixão universais e imparciais; 2 – a atenção focada num único objecto, de forma clara, calma e estável, sem torpor ou agitação mental; 3 – a presença aberta, em que a mente está consciente e atenta, mas sem se focar em nenhum objecto particular; 4 – a visualização de imagens mentais. Enquanto alternavam repetidas vezes períodos neutrais de trinta segundos com períodos de noventa segundos em cada um desses estados meditativos, os praticantes foram submetidos a electro-encefalogramas, que permitem captar alterações na actividade cerebral em milésimos de segundos, e a imagens de ressonância magnética funcional, que dão uma localização rigorosa da actividade cerebral.

Os resultados mostraram espectaculares diferenças entre os praticantes experientes e os noviços, que provam a plasticidade do cérebro e a possibilidade de transformar e desenvolver o seu funcionamento mediante a prática regular da meditação. Por exemplo, na meditação sobre o amor e a compaixão, houve um aumento da actividade cerebral de alta-frequência, as chamadas “ondas gama”, “de um tipo nunca antes relatado na literatura científica”, nas palavras de Richard Davidson, coordenador da experiência. A actividade cerebral concentrou-se também no córtex pré-frontal esquerdo, a sede de emoções positivas, indutoras de bem-estar, como alegria, entusiasmo e altruísmo. Outras constatações, nos praticantes experientes, foram a capacidade de regular voluntariamente a sua actividade mental, concentrando-se exclusivamente numa tarefa, sem distracções; a identificação de emoções universais em rostos que aparecem num ecrã durante um quinto de segundo, mostrando um superior poder de empatia; e a inédita e espantosa neutralização do reflexo do susto, mesmo perante o disparo de uma arma: uma vez que esse reflexo depende da predisposição para o medo, a raiva e a repugnância, os resultados sugerem "um nível de serenidade emocional impressionante”.

Perante este quadro, não admira que o Dalai Lama tenha aberto, em 2005, os trabalhos do Neuroscience, o mais prestigiado congresso de neurocientistas do mundo, em Washington. E que se fale hoje da meditação budista como alternativa ao Prozac. Segundo declarações recentes do biólogo Eric Lander, membro do Projeto Genoma Humano, numa conferência no MIT: "Não é inconcebível que, dentro de 20 anos, as autoridades americanas de saúde recomendem 60 minutos de exercício mental cinco vezes por semana".

Bibliografia: Daniel Goleman, Emoções Destrutivas e como dominá-las. Um diálogo científico com o Dalai Lama, Lisboa, Temas e Debates, 2005; Paulo Borges / Carlos João Correia / Matthieu Ricard, O Budismo e a Natureza da Mente, Lisboa, Mundos Paralelos, 2005.

Contribuição de Luís Resina: Manifesto para a paz global



O Papel da Crise ao Nível Individual e Global

As mudanças externas que estamos a assistir no mundo funcionam como um catalisador para as mudanças dentro de nós.
Os pressupostos e as demonstrações da física quântica, permitem-nos dizer, que os nossos pensamentos, emoções e actos têm a capacidade de influenciar os átomos da matéria.

O Papel do Sentimento, a Inteligência Emocional

Já foi provado por cientistas que a energia do coração humano gera um campo magnético mais forte 5000 vezes que o cérebro. O sentimento colectivo exerce efeito sobre o campo geomagnético da Terra. Uma mudança no nosso modo de sentir a nós mesmo e ao colectivo, possui o potencial para afectar o nosso mundo no sentido quer subjectivo quer objectivo.
Gregg Barden - “Fractal Time”.

Dirigimo-nos para um ponto de convergência e de aglutinação onde as coisas têm de ser transmutadas, o “Status Quo”, assente na Economia, na Política, na Ciência e na Religião necessita de ser renovado urgentemente.
O estrangulamento do tempo, da economia, dos recursos naturais e de uma vida desvinculada dos ritmos cósmicos tornar-se-á insustentável dentro de poucos anos, a não ser, que voltemos rapidamente o nosso olhar para a Essência que sustêm o Mundo.
Essa Essência apresenta-se sob a forma de Luz (informação e conhecimento), Amor (coesão e sustentabilidade) e Partilha (abundância e alegria), estas serão na minha perspectiva as pedras basilares de uma nova "Ecologia do Ser.

É urgente a construção rápida de novos paradigmas através da prática de um Neo-humanismo assente numa Ecologia do Ser.
Isso implica uma maior solidariedade entre os grupos económicos, políticos, sociais e religiosos, e estes necessitam de estar em sintonia com valores espirituais e universais. A abordagem a este novo tipo de consciência pretende vir a mostrar-se como uma alternativa a um materialismo que tem vindo a exaurir os recursos, não só do planeta como do próprio ser humano. Isso só poderá ser feito por todos aqueles que estão conscientes destes desafios. O objectivo será intuirmos as grandes ideias centrais que servirão de alternativa à crise global , não confinada apenas ao campo económico, mas também à área social, aos valores humanos e à necessidade de implementação de uma nova espiritualidade.

É a hora de acordar o espírito co-criador que reside em cada um de nós!

Manifesto para a Paz Global

Reunidos na cidade de Caracas, Venezuela, em 24 de Novembro de 2002, no marco do Terceiro Encontro da Rede Ibero americana de Luz, foi declarado o seguinte:

Há uma única pátria: o Cosmos.
Há uma única nação: a Terra.
Há uma única família: a Humanidade.
Há uma única verdade: a Vida, expressando-se de acordo com uma ordem superior e infinita.
Há uma única religião: o Amor.
Há uma única essência: a Luz Eterna que gera a vida.
Há uma única ciência: a Universalidade.
Há uma única meta: a Paz em unidade com todos os seres.
Há um único destino: a Evolução.
Há um só tempo: o Acorde dos ritmos naturais.

Este chamado de consciência é dirigido a todas as instâncias nacionais e internacionais, grupos, organizações e pessoas que sabem que um mundo melhor é possível e também àquelas que:

  • Transcendem seus valores trabalhando em si mesmas;
  • Manifestam disposição de serviço à humanidade e ao planeta;
  • Aceitam unir-se a outras pessoas em acções conjuntas;
  • Vinculam-se mediante o poder do pensamento sinérgico;
  • Efectuam a sincronização de propósitos em pensamento, emoção e acção;
  • Geram convergências planetárias de consciência comunicando-se por diferentes meios e sobre diferentes temas afins;
  • Usam seu potencial criador para gerar a aceleração da transformação planetária.

Autor: Luís Resina