Um espaço para reinventar Portugal como nação de todo o Mundo, que estabeleça pontes, mediações e diálogos entre todos os povos, culturas e civilizações e promova os valores mais universalistas, conforme o símbolo da Esfera Armilar. Há que visar o melhor possível para todos, uma cultura da paz, da compreensão e da fraternidade à escala planetária, orientada não só para o bem da espécie humana, mas também para a preservação da natureza e o bem-estar de todas as formas de vida sencientes.

"Nós, Portugal, o poder ser"

- Fernando Pessoa, Mensagem.
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Transition movement











Mitos Climáticos no Expresso da Meia-Noite

Muita controvérsia científica existia sobre o tema do CO2, alterações climáticas e temas afins, mas sobretudo desde o chamado "Climategate" que foi dado aos chamados cépticos uma outra atenção sobre a real ciência que sustenta o "Al Gore". De facto, temos agora variados exemplos, desde a queixa-crime apresentada pelo weather channel ao Al Gore a inclusivamente se falar em Hollywood de se lhe retirar o Óscar. Ao mesmo tempo, os cientistas que tanto haviam pregado a ciência "pró-carbono" estão agora um pouco mais discretos. E, de repente, surge informação que não só mostra que o carbono não é uma causa - como é enganador.

É importante percebermos que toda a indústria do carbono foi sustentada por um grande lobby que misturou Ambientalismo, Poluição e Clima. O facto é que cientificamente nada sustenta o carbono. Nem que seja porque está registado na Idade Média um período com mais concentração de carbono na terra que no actual. E, de facto, para a natureza em geral o aumento da concentração de carbono é bom: permite um maior florescimento do mundo vegetal.

Isto não exclui a natural preocupação com a destruição de habitats e recursos naturais, ou até mesmo a questão de gases realmente perigosos como o Metano. Muito menos a necessária reconversão energética e desenvolvimento de uma economia social sustentável global. Mas, de facto, a ideia que se tira de Copenhaga é simplesmente não só um novo imposto, como ainda uma factura que o "mundo desenvolvido" terá de pagar ao 3º Mundo. Nós ficaremos mais pobres, mais limitados; em África terão mais dinheiro para vir cá comprar produtos e serviços. E o ciclo continua.

Convido a ouvir o Rui G. Moura, que apresenta na Sic Notícias uma visão real e científica do que se está a passar. Não da política, não da economia: Científica.



mais em: http://mitos-climaticos.blogspot.com

Acordar a Tempo

Da leitura das últimas publicações do blog, dos vídeos que me têm enviado por email nas últimas horas e de um documentário que vi ontem na TV, da Nacional Geografic, por insistência do meu filho de 5 anos (o documentário falava de vírus), percebo uma interessante intersecção, que mais uma vez me vem lembrar a forma como tudo o que existe está interligado... apesar disso, o "Homem Moderno" parece estar cego a esta evidencia e agir como se pudesse controlar todos os fenómenos à sua conveniencia, como controla à distancia os aparelhos de sua casa.

É verdade. Precisamos de um Portugal e um Mundo Novos. Penso que mesmo os mais teimosos sentem isso nas suas entranhas. Apesar disso, as vidas confortáveis que muitos têm tolda-lhes a visão para esta evidencia... e vidas confortáveis proliferam, nos dias de crise de hoje, a uma velocidade igual ou superior às vidas difíceis. Mas aqui, seria importante contextualizar o que se entende por conforto e o que se entende por difícil.

Ter um carro, ter tecnologia de ponta, ter uma boa conta bancária, ter ar condicionado, ter férias no estrangeiro, ter, ter, ter..... a maior parte das vezes, já se confunde o indispensável com o que na realidade é apenas um luxo... e quando se pensa que ter nos traz poder, não se pensa que aquilo que possuímos na realidade nos aprisiona.
Não "perder-tempo", não ficar doente, não sentir dor, não sentir. Faz-se tudo para não se sentir nada, e com isso perde-se o contacto com a natureza animal em nós, que aos poucos nos vai afastando de nós próprios.

O "Homem Moderno" está demasiadamente anestesiado pelas coisas que comprou, ou que quer comprar e está demasiadamente ocupado em ganhar dinheiro para comprar essas coisas, para poder desperdiçar tempo com suas maleitas e sentimentos. É como se sentisse que sem "coisas" a sua existência não tem qualquer sentido. Rodeia-se de "coisas" e afasta-se dos "outros", humanos ou animais; sente-se protegido pelas suas "coisas", quando de facto está a ficar cada vez mais frágil, justamente por causa delas.... já não sabe quem é... já não sabe lidar com as suas emoções... está sozinho num mundo que foi construído à imagem das suas necessidades supérfluas, mas que agora o engole por não conseguir dar resposta às suas necessidades básicas.

Como no caso dos vírus do documentário, que o meu filho me convidou a ver com ele ontem. Parece que, afinal, os vírus não são todos "maus"! Parece que, na realidade, os vírus estão tão intimamente ligados ao processo da evolução das espécies, que se os conseguíssemos matar todos, estaríamos a assinar a sentença de morte a nós próprios. Será? Não sei. Os cientistas que falavam pareciam muito seguros do que diziam, apresentando provas e tudo mais. De qualquer forma, o que mais me impressionou foi encontrar a linha da inter-relação e da impermanência nos factos apontados; encontrar, no discurso empreendido, uma vasta gama de cores, e não apenas o preto e o branco que a sociedade moderna nos quer vender.

Sentimos-nos todos poderosos, quando (julgamos) controlamos as pragas, as doenças, a natureza, mas não nos lembramos nunca que esse sentimento só nos é permitido ter enquanto a natureza, de que fazemos parte, nos deixa... e ficamos sempre surpreendidos quando uma qualquer catástrofe natural nos abate com o mesmo esforço que empreendemos a apagar uma vela.

A solução para estas questões parece tão evidente, tão simples, tão transparente. No entanto, só alguns a conseguem enxergar. O poder económico, o dinheiro, para ser mais clara, é o entrave à visão clara que é necessária, já que ele é avesso à renuncia, ao voltar atrás, ao fazer menos, ao contentar-se com pouco, ao ser feliz simplesmente por ser.

... e enquanto uns se esforçam por acordar os outros, continua o "Homem Moderno" a afundar-se no seu mundo de fantasia onde permanece cada vez mais solitário e desprotegido.

Precisamos de um Novo Portugal e de um Novo Mundo. Precisamos de acordar, todos, a tempo!

Sobre a Cimeira de Copenhaga

"(...) Como forma de combater o excesso de CO2 na atmosfera desenvolveu-se o conceito de mitigação climática.
Todos nós, quer acreditemos em alterações climáticas ou mesmo sendo cépticos a este facto, nos rendemos à plantação de uma árvore. Todos os contos infantis têm bosques e florestas, e quando crescemos são os lugares hidílicos, de fonte de beleza da vida.
No entanto, diferem bastante dos contos de fadas na realidade, em que milhões de hectares são ocupados por eucaliptos ou pinheiros bravos. Desertos verdes, mihares de hectares destas árvores retiram a água do solo, os nutrientes e, expulsam as comunidades indigenas.
A paisagem é também ocupada com enormes torres éolicas, centrais solares, centrais de carvão e nucleares, barragens que impedem os rios de percorrerem o seu caminho milenar. A troco de mais uns neons de publicidade, de incentivo ao consumo e logo, à frustração, destroí-se o que é mais necessário, pelo planeta inteiro.
Enquanto que o excesso de consumo de carne, açucar e óleo é a primeira causa de doenças mortais nos paises ditos ricos, a sua produção é causa de destruição ecológica nos paises pobres. Comunidades são expulsas ou assasinadas para dar lugar a mega produções de soja, cereais, óleo de palma, cana de açucar. Uma familia camponesa que trabalhava o seu sustento em 1 hectar de terra é agora obrigada a trabalhar nestas plantações ou, emigrar para a cidade.
O colonialismo é a marca mais negra da história humana. Este sistema permitiu retirar aos seus legítimos donos todos os recursos naturais, e as suas próprias vidas. Sistema capaz de fazer que comunidades residentes nos seus locais de origem se tornassem comunidades marginais, párias, num estorvo.
Este sistema tem como objectivo esturquir riqueza de forma a criar nos paises um foço maior entre quem-muito-tem e quem-muito-tem-de-fazer-para-ter-o-mínimo. O fosso entre ricos e pobres aprofundou-se tanto que o fundo deste se encontra a bilhões de dólares de profundidade.
Esta cimeira pretendia pintar de verde um sistema que é negro, que se baseia na ganância, no roubo, na violação. A sua base é a expropriação do bem comum, e o seu único objectivo o lucro. (...)"

Texto de Nuno Belchior. Ler mais: http://projecto270.blogspot.com/

Uma declaração budista sobre as alterações climáticas

Esta declaração resulta dos contributos de cerca de vinte mestres de todas as tradições budistas que participaram na redacção da obra A Buddhist Response to the Climate Emergency (Uma resposta budista à emergência climática, Wisdom Publications, 2009).

O texto intitulado «Chegou o momento de agir» (tradução da versão original em língua inglesa The Time to Act is Now) de inspiração pan-budista, foi redigido por David Tetsuun Loy (mestre zen) e pelo venerável Bhikkhu Bodhi (mestre da tradição Theravada), contando ainda com a contribuição científica do Dr. John Stanley. Esta declaração tem como seu primeiro subscritor o Dalai Lama. Convidamos todos os membros da comunidade budista internacional preocupados com esta questão a lerem este documento e a juntarem a sua voz, subscrevendo-o.

Chegou o momento de agir

Uma declaração budista sobre as alterações climáticas


Vivemos hoje numa época de grave crise, confrontados com os desafios mais sérios que a humanidade alguma vez experimentou: consequências ecológicas do nosso karma colectivo. A constatação unânime dos cientistas é esmagadora: as actividades humanas estão em vias de provocar um desastre ecológico à escala planetária. O aquecimento global, em particular, está a acelerar-se a um ritmo mais rápido do que se previa, sendo hoje patente no Pólo Norte. Durante centenas de milhares de anos, o Oceano Árctico esteve coberto por uma camada de gelo tão vasta como a Austrália que se encontra actualmente em rápido desaparecimento. Em 2007, o Grupo Intergovernamental de Especialistas em Evolução Climática (GIEC) previu que, por volta de 2100, o derretimento estival dos gelos seria total, mas é hoje evidente que corremos o risco de isso vir a suceder dentro de uma ou duas décadas. A vasta extensão de gelo da Gronelândia está também a derreter mais rapidamente do que se previra. O nível do mar vai aumentar pelo menos um metro ao longo deste século, o que provocará a inundação de inúmeras zonas costeiras, assim como de importantes áreas cultivadas de rizicultura de vital importância como o Delta do Mekong, no Vietname. Por todo o mundo, os glaciares diminuem velozmente. Se as políticas económicas actuais não mudarem, os glaciares do planalto tibetano, que alimentam os grandes rios que fornecem água a milhões de pessoas na Ásia, desaparecerão nos próximos trinta anos.
A Austrália e o Norte da China sofrem neste momento graves períodos de seca e uma diminuição das colheitas. Importantes relatórios, como o do GIEC, das Nações Unidas, da União Europeia e da União Internacional para a Conservação da Natureza, concordam em afirmar que, sem uma mudança de orientação colectiva, a diminuição das reservas de água e dos recursos alimentares, poderá provocar, entre outras consequências, situações de fome, conflitos motivados pela disputa dos recursos, assim como migrações maciças até meados do século – porventura, mesmo, até 2030, segundo o primeiro conselheiro científico do governo britânico.

O aquecimento global desempenha um papel essencial em outras crises ecológicas, como o desaparecimento de numerosas espécies vegetais e animais que partilham a Terra connosco. Os oceanógrafos assinalam que metade das emissões de carbono devidas à utilização de combustíveis fósseis já terá sido absorvida pelos oceanos, o que aumentou a sua taxa de actividade em cerca de 30%. Esta acidificação perturba a calcificação das conchas e dos recifes de coral, ameaçando o desenvolvimento do plâncton, base da cadeia alimentar da maioria das espécies que povoam os oceanos.
Os relatórios das Nações Unidas concordam com as tomadas de posição de eminentes biólogos que afirmam que a continuação da actual política de cegueira voluntária levará à extinção de cerca de metade das espécies terrestres actualmente existentes. Estamos a transgredir, colectivamente, o primeiro dos preceitos: “Não prejudicar os seres vivos”, e estamos a fazê-lo na maior escala possível. Somos incapazes de antecipar o impacto biológico sobre a vida humana que será provocado pelo desaparecimento desta infinidade de espécies que, imperceptivelmente, também contribuem para o nosso próprio bem-estar.

Muitos cientistas chegaram já à conclusão de que está hoje em causa a sobrevivência da própria civilização humana. Atingimos um momento crucial da nossa evolução biológica e social. Nunca na história a necessidade do contributo do budismo para o bem de todos os seres se impôs com tamanha urgência. Por intermédio das quatro nobres verdades dispomos de um quadro que permite traçar um diagnóstico sobre a nossa situação actual e, assim, definir as grandes linhas de uma solução: as ameaças e catástrofes que nos assombram provêm em última instância do espírito humano, pelo que exigem uma fundamental mutação do nosso espírito. Se o sofrimento individual nasce da sede e da ignorância (dos três venenos: a avidez, o ódio e a ilusão), o mesmo sucede quanto ao sofrimento que experimentamos à escala colectiva. A urgência ecológica actual confronta-nos com o eterno sofrimento humano, de uma forma desmultiplicada. Nós sofremos como indivíduos mas também como género, de um si que se vê como separado não só dos outros mas também da própria Terra. Como diz Thich Nhat Hanh: «Nós estamos aqui para despertar da ilusão da nossa separação». Devemos acordar e compreender que a Terra é tanto nossa mãe como nossa casa. Desde logo, o cordão umbilical que a ela nos liga não pode ser cortado. Se a terra adoece, nós também adoecemos porque somos parte integrante dela. As nossas actuais relações económicas e tecnológicas com a biosfera não são viáveis. A fim de sobreviver às duras transformações que se avizinham, os nossos modos de vida e as nossas expectativas devem mudar. Isto supõe não só novos comportamentos, mas também novos valores. O ensinamento budista segundo o qual a saúde global das pessoas e da sociedade depende do bem-estar interior, e não apenas de indicadores económicos, permite-nos definir as transformações pessoais e sociais que devemos empreender.
No plano individual, devemos adoptar comportamentos que manifestem a nossa consciência ecológica no quotidiano, reduzindo assim a nossa pegada de carbono. Para aqueles que vivem em economias desenvolvidas, isto implica modernizar e isolar as casas e os lugares de trabalho para obter um melhor rendimento energético; reduzir o aquecimento no Inverno e o ar condicionado no Verão; utilizar lâmpadas e electrodomésticos de baixo consumo; desligar os aparelhos eléctricos que não estão em uso; conduzir viaturas que consumam o menos possível; diminuir o consumo de carne, favorecendo uma alimentação vegetariana, mais saudável e mais respeitadora do ambiente.

Estas iniciativas individuais, todavia, por si sós, não são suficientes para evitar futuras catástrofes. Devemos igualmente empreender transformações institucionais, no plano tecnológico e no plano económico. Logo que possível, devemos “descarbonar” as nossas produções energéticas, substituindo as energias fosseis por fontes de energia renováveis que são ilimitadas, inofensivas e que estão em harmonia com a natureza. Devemos particularmente parar com a construção de novas centrais a carvão, uma vez que esta é, de longe, a fonte mais poluente e mais perigosa de emissões de carbono na atmosfera. Inteligentemente exploradas, as energias eólica, solar, marmotriz e geotérmica poderiam fornecer toda a electricidade de que necessitamos sem prejudicar a biosfera. Cerca de um quarto das emissões de carbono mundiais são devidas à desflorestação, pelo que deveremos inverter o processo de destruição das florestas, em particular a cintura das florestas tropicais onde vive a maior parte das espécies animais e vegetais.

Torna-se hoje evidente que é igualmente necessário proceder a alterações significativas na organização do nosso sistema económico. O aquecimento global encontra-se estreitamente ligado às monstruosas quantidades de energia que as nossas indústrias devoram a fim de dar resposta aos níveis de consumo que correspondem às expectativas de tantos de entre nós. De um ponto de vista budista, uma economia sã e duradoura deve reger-se pelo princípio da suficiência: a chave da felicidade encontra-se na satisfação e não numa multiplicação crescente de bens e produtos. O comportamento compulsivo que leva a um consumo crescente é expressão de sede, aquela disposição que o Buda identificou como sendo a principal causa do sofrimento.
No lugar de uma economia submetida à lei do lucro que requer um crescimento ilimitado para não falhar, devíamos fazer evoluir o mundo em direcção a uma economia que promovesse um nível de vida satisfatório para todos, permitindo-nos assim desenvolver as nossas plenas potencialidades (incluindo as espirituais) em harmonia com a biosfera, que sustenta e nutre todos os seres, onde se incluem também as gerações futuras. Se os dirigentes políticos não são capazes de reconhecer a urgência desta crise mundial ou se ele não estão dispostos a considerar o bem estar a longo prazo da humanidade acima dos benefícios de curto prazo das companhias que exploram os combustíveis fosseis, talvez seja necessário que os contestemos mediante o desencadear de campanhas persistentes de acção cívica.

Diversos climatologistas, como o Dr. James Hansen, da NASA, definiram recentemente objectivos precisos a fim de evitar que o aquecimento global atinja um limiar crítico catastrófico. Para que a civilização humana seja viável, a taxa aceitável de dióxido de carbono na atmosfera deve ser inferior a 350 ppm (partes por milhão). O cumprimento deste objectivo é recomendado e apoiado pelo Dalai Lama, assim como por outras personalidades agraciadas com o Prémio Nobel e por prestigiados cientistas. Na situação actual encontramo-nos nos 387 ppm, nível que aumenta ao valor de 2 ppm por ano.

É assim necessário não só reduzir as emissões de carbono mas também eliminar a excessiva quantidade de dióxido de carbono já presente na atmosfera.
Enquanto signatários desta declaração de princípios budista, nós reconhecemos o desafio urgente que o aquecimento global coloca. Juntamo-nos ao Dalai Lama para apoiar o objectivo dos 350 ppm. De acordo com os ensinamentos budistas, e conscientes da nossa responsabilidade individual e colectiva, comprometemo-nos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para atingir esse objectivo, nomeadamente (mas não só) através das acções individuais e sociais aqui sucintamente indicadas.
Dispomos apenas de um curto espaço de tempo para agir, para preservar a humanidade de uma catástrofe iminente e para assegurar a sobrevivência das diversas e belas formas de vida terrestres. As futuras gerações e as outras espécies que partilham a nossa biosfera, não têm voz para nos pedir que demonstremos a nossa compaixão, sabedoria e poder de cisão. Devemos escutar o seu silêncio. E devemos também ser a sua voz e agir em seu nome.

Para subscrever a declaração:

http://www.ecobuddhism.org/350_target/350_target/buddhist_declaration_on_climate_change___french/

(tradução de Rui Lopo)

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Mitos Climáticos no Expresso da Meia-Noite

Muita controvérsia científica existia sobre o tema do CO2, alterações climáticas e temas afins, mas sobretudo desde o chamado "Climategate" que foi dado aos chamados cépticos uma outra atenção sobre a real ciência que sustenta o "Al Gore". De facto, temos agora variados exemplos, desde a queixa-crime apresentada pelo weather channel ao Al Gore a inclusivamente se falar em Hollywood de se lhe retirar o Óscar. Ao mesmo tempo, os cientistas que tanto haviam pregado a ciência "pró-carbono" estão agora um pouco mais discretos. E, de repente, surge informação que não só mostra que o carbono não é uma causa - como é enganador.

É importante percebermos que toda a indústria do carbono foi sustentada por um grande lobby que misturou Ambientalismo, Poluição e Clima. O facto é que cientificamente nada sustenta o carbono. Nem que seja porque está registado na Idade Média um período com mais concentração de carbono na terra que no actual. E, de facto, para a natureza em geral o aumento da concentração de carbono é bom: permite um maior florescimento do mundo vegetal.

Isto não exclui a natural preocupação com a destruição de habitats e recursos naturais, ou até mesmo a questão de gases realmente perigosos como o Metano. Muito menos a necessária reconversão energética e desenvolvimento de uma economia social sustentável global. Mas, de facto, a ideia que se tira de Copenhaga é simplesmente não só um novo imposto, como ainda uma factura que o "mundo desenvolvido" terá de pagar ao 3º Mundo. Nós ficaremos mais pobres, mais limitados; em África terão mais dinheiro para vir cá comprar produtos e serviços. E o ciclo continua.

Convido a ouvir o Rui G. Moura, que apresenta na Sic Notícias uma visão real e científica do que se está a passar. Não da política, não da economia: Científica.



mais em: http://mitos-climaticos.blogspot.com

Acordar a Tempo

Da leitura das últimas publicações do blog, dos vídeos que me têm enviado por email nas últimas horas e de um documentário que vi ontem na TV, da Nacional Geografic, por insistência do meu filho de 5 anos (o documentário falava de vírus), percebo uma interessante intersecção, que mais uma vez me vem lembrar a forma como tudo o que existe está interligado... apesar disso, o "Homem Moderno" parece estar cego a esta evidencia e agir como se pudesse controlar todos os fenómenos à sua conveniencia, como controla à distancia os aparelhos de sua casa.

É verdade. Precisamos de um Portugal e um Mundo Novos. Penso que mesmo os mais teimosos sentem isso nas suas entranhas. Apesar disso, as vidas confortáveis que muitos têm tolda-lhes a visão para esta evidencia... e vidas confortáveis proliferam, nos dias de crise de hoje, a uma velocidade igual ou superior às vidas difíceis. Mas aqui, seria importante contextualizar o que se entende por conforto e o que se entende por difícil.

Ter um carro, ter tecnologia de ponta, ter uma boa conta bancária, ter ar condicionado, ter férias no estrangeiro, ter, ter, ter..... a maior parte das vezes, já se confunde o indispensável com o que na realidade é apenas um luxo... e quando se pensa que ter nos traz poder, não se pensa que aquilo que possuímos na realidade nos aprisiona.
Não "perder-tempo", não ficar doente, não sentir dor, não sentir. Faz-se tudo para não se sentir nada, e com isso perde-se o contacto com a natureza animal em nós, que aos poucos nos vai afastando de nós próprios.

O "Homem Moderno" está demasiadamente anestesiado pelas coisas que comprou, ou que quer comprar e está demasiadamente ocupado em ganhar dinheiro para comprar essas coisas, para poder desperdiçar tempo com suas maleitas e sentimentos. É como se sentisse que sem "coisas" a sua existência não tem qualquer sentido. Rodeia-se de "coisas" e afasta-se dos "outros", humanos ou animais; sente-se protegido pelas suas "coisas", quando de facto está a ficar cada vez mais frágil, justamente por causa delas.... já não sabe quem é... já não sabe lidar com as suas emoções... está sozinho num mundo que foi construído à imagem das suas necessidades supérfluas, mas que agora o engole por não conseguir dar resposta às suas necessidades básicas.

Como no caso dos vírus do documentário, que o meu filho me convidou a ver com ele ontem. Parece que, afinal, os vírus não são todos "maus"! Parece que, na realidade, os vírus estão tão intimamente ligados ao processo da evolução das espécies, que se os conseguíssemos matar todos, estaríamos a assinar a sentença de morte a nós próprios. Será? Não sei. Os cientistas que falavam pareciam muito seguros do que diziam, apresentando provas e tudo mais. De qualquer forma, o que mais me impressionou foi encontrar a linha da inter-relação e da impermanência nos factos apontados; encontrar, no discurso empreendido, uma vasta gama de cores, e não apenas o preto e o branco que a sociedade moderna nos quer vender.

Sentimos-nos todos poderosos, quando (julgamos) controlamos as pragas, as doenças, a natureza, mas não nos lembramos nunca que esse sentimento só nos é permitido ter enquanto a natureza, de que fazemos parte, nos deixa... e ficamos sempre surpreendidos quando uma qualquer catástrofe natural nos abate com o mesmo esforço que empreendemos a apagar uma vela.

A solução para estas questões parece tão evidente, tão simples, tão transparente. No entanto, só alguns a conseguem enxergar. O poder económico, o dinheiro, para ser mais clara, é o entrave à visão clara que é necessária, já que ele é avesso à renuncia, ao voltar atrás, ao fazer menos, ao contentar-se com pouco, ao ser feliz simplesmente por ser.

... e enquanto uns se esforçam por acordar os outros, continua o "Homem Moderno" a afundar-se no seu mundo de fantasia onde permanece cada vez mais solitário e desprotegido.

Precisamos de um Novo Portugal e de um Novo Mundo. Precisamos de acordar, todos, a tempo!

Sobre a Cimeira de Copenhaga

"(...) Como forma de combater o excesso de CO2 na atmosfera desenvolveu-se o conceito de mitigação climática.
Todos nós, quer acreditemos em alterações climáticas ou mesmo sendo cépticos a este facto, nos rendemos à plantação de uma árvore. Todos os contos infantis têm bosques e florestas, e quando crescemos são os lugares hidílicos, de fonte de beleza da vida.
No entanto, diferem bastante dos contos de fadas na realidade, em que milhões de hectares são ocupados por eucaliptos ou pinheiros bravos. Desertos verdes, mihares de hectares destas árvores retiram a água do solo, os nutrientes e, expulsam as comunidades indigenas.
A paisagem é também ocupada com enormes torres éolicas, centrais solares, centrais de carvão e nucleares, barragens que impedem os rios de percorrerem o seu caminho milenar. A troco de mais uns neons de publicidade, de incentivo ao consumo e logo, à frustração, destroí-se o que é mais necessário, pelo planeta inteiro.
Enquanto que o excesso de consumo de carne, açucar e óleo é a primeira causa de doenças mortais nos paises ditos ricos, a sua produção é causa de destruição ecológica nos paises pobres. Comunidades são expulsas ou assasinadas para dar lugar a mega produções de soja, cereais, óleo de palma, cana de açucar. Uma familia camponesa que trabalhava o seu sustento em 1 hectar de terra é agora obrigada a trabalhar nestas plantações ou, emigrar para a cidade.
O colonialismo é a marca mais negra da história humana. Este sistema permitiu retirar aos seus legítimos donos todos os recursos naturais, e as suas próprias vidas. Sistema capaz de fazer que comunidades residentes nos seus locais de origem se tornassem comunidades marginais, párias, num estorvo.
Este sistema tem como objectivo esturquir riqueza de forma a criar nos paises um foço maior entre quem-muito-tem e quem-muito-tem-de-fazer-para-ter-o-mínimo. O fosso entre ricos e pobres aprofundou-se tanto que o fundo deste se encontra a bilhões de dólares de profundidade.
Esta cimeira pretendia pintar de verde um sistema que é negro, que se baseia na ganância, no roubo, na violação. A sua base é a expropriação do bem comum, e o seu único objectivo o lucro. (...)"

Texto de Nuno Belchior. Ler mais: http://projecto270.blogspot.com/

Uma declaração budista sobre as alterações climáticas

Esta declaração resulta dos contributos de cerca de vinte mestres de todas as tradições budistas que participaram na redacção da obra A Buddhist Response to the Climate Emergency (Uma resposta budista à emergência climática, Wisdom Publications, 2009).

O texto intitulado «Chegou o momento de agir» (tradução da versão original em língua inglesa The Time to Act is Now) de inspiração pan-budista, foi redigido por David Tetsuun Loy (mestre zen) e pelo venerável Bhikkhu Bodhi (mestre da tradição Theravada), contando ainda com a contribuição científica do Dr. John Stanley. Esta declaração tem como seu primeiro subscritor o Dalai Lama. Convidamos todos os membros da comunidade budista internacional preocupados com esta questão a lerem este documento e a juntarem a sua voz, subscrevendo-o.

Chegou o momento de agir

Uma declaração budista sobre as alterações climáticas


Vivemos hoje numa época de grave crise, confrontados com os desafios mais sérios que a humanidade alguma vez experimentou: consequências ecológicas do nosso karma colectivo. A constatação unânime dos cientistas é esmagadora: as actividades humanas estão em vias de provocar um desastre ecológico à escala planetária. O aquecimento global, em particular, está a acelerar-se a um ritmo mais rápido do que se previa, sendo hoje patente no Pólo Norte. Durante centenas de milhares de anos, o Oceano Árctico esteve coberto por uma camada de gelo tão vasta como a Austrália que se encontra actualmente em rápido desaparecimento. Em 2007, o Grupo Intergovernamental de Especialistas em Evolução Climática (GIEC) previu que, por volta de 2100, o derretimento estival dos gelos seria total, mas é hoje evidente que corremos o risco de isso vir a suceder dentro de uma ou duas décadas. A vasta extensão de gelo da Gronelândia está também a derreter mais rapidamente do que se previra. O nível do mar vai aumentar pelo menos um metro ao longo deste século, o que provocará a inundação de inúmeras zonas costeiras, assim como de importantes áreas cultivadas de rizicultura de vital importância como o Delta do Mekong, no Vietname. Por todo o mundo, os glaciares diminuem velozmente. Se as políticas económicas actuais não mudarem, os glaciares do planalto tibetano, que alimentam os grandes rios que fornecem água a milhões de pessoas na Ásia, desaparecerão nos próximos trinta anos.
A Austrália e o Norte da China sofrem neste momento graves períodos de seca e uma diminuição das colheitas. Importantes relatórios, como o do GIEC, das Nações Unidas, da União Europeia e da União Internacional para a Conservação da Natureza, concordam em afirmar que, sem uma mudança de orientação colectiva, a diminuição das reservas de água e dos recursos alimentares, poderá provocar, entre outras consequências, situações de fome, conflitos motivados pela disputa dos recursos, assim como migrações maciças até meados do século – porventura, mesmo, até 2030, segundo o primeiro conselheiro científico do governo britânico.

O aquecimento global desempenha um papel essencial em outras crises ecológicas, como o desaparecimento de numerosas espécies vegetais e animais que partilham a Terra connosco. Os oceanógrafos assinalam que metade das emissões de carbono devidas à utilização de combustíveis fósseis já terá sido absorvida pelos oceanos, o que aumentou a sua taxa de actividade em cerca de 30%. Esta acidificação perturba a calcificação das conchas e dos recifes de coral, ameaçando o desenvolvimento do plâncton, base da cadeia alimentar da maioria das espécies que povoam os oceanos.
Os relatórios das Nações Unidas concordam com as tomadas de posição de eminentes biólogos que afirmam que a continuação da actual política de cegueira voluntária levará à extinção de cerca de metade das espécies terrestres actualmente existentes. Estamos a transgredir, colectivamente, o primeiro dos preceitos: “Não prejudicar os seres vivos”, e estamos a fazê-lo na maior escala possível. Somos incapazes de antecipar o impacto biológico sobre a vida humana que será provocado pelo desaparecimento desta infinidade de espécies que, imperceptivelmente, também contribuem para o nosso próprio bem-estar.

Muitos cientistas chegaram já à conclusão de que está hoje em causa a sobrevivência da própria civilização humana. Atingimos um momento crucial da nossa evolução biológica e social. Nunca na história a necessidade do contributo do budismo para o bem de todos os seres se impôs com tamanha urgência. Por intermédio das quatro nobres verdades dispomos de um quadro que permite traçar um diagnóstico sobre a nossa situação actual e, assim, definir as grandes linhas de uma solução: as ameaças e catástrofes que nos assombram provêm em última instância do espírito humano, pelo que exigem uma fundamental mutação do nosso espírito. Se o sofrimento individual nasce da sede e da ignorância (dos três venenos: a avidez, o ódio e a ilusão), o mesmo sucede quanto ao sofrimento que experimentamos à escala colectiva. A urgência ecológica actual confronta-nos com o eterno sofrimento humano, de uma forma desmultiplicada. Nós sofremos como indivíduos mas também como género, de um si que se vê como separado não só dos outros mas também da própria Terra. Como diz Thich Nhat Hanh: «Nós estamos aqui para despertar da ilusão da nossa separação». Devemos acordar e compreender que a Terra é tanto nossa mãe como nossa casa. Desde logo, o cordão umbilical que a ela nos liga não pode ser cortado. Se a terra adoece, nós também adoecemos porque somos parte integrante dela. As nossas actuais relações económicas e tecnológicas com a biosfera não são viáveis. A fim de sobreviver às duras transformações que se avizinham, os nossos modos de vida e as nossas expectativas devem mudar. Isto supõe não só novos comportamentos, mas também novos valores. O ensinamento budista segundo o qual a saúde global das pessoas e da sociedade depende do bem-estar interior, e não apenas de indicadores económicos, permite-nos definir as transformações pessoais e sociais que devemos empreender.
No plano individual, devemos adoptar comportamentos que manifestem a nossa consciência ecológica no quotidiano, reduzindo assim a nossa pegada de carbono. Para aqueles que vivem em economias desenvolvidas, isto implica modernizar e isolar as casas e os lugares de trabalho para obter um melhor rendimento energético; reduzir o aquecimento no Inverno e o ar condicionado no Verão; utilizar lâmpadas e electrodomésticos de baixo consumo; desligar os aparelhos eléctricos que não estão em uso; conduzir viaturas que consumam o menos possível; diminuir o consumo de carne, favorecendo uma alimentação vegetariana, mais saudável e mais respeitadora do ambiente.

Estas iniciativas individuais, todavia, por si sós, não são suficientes para evitar futuras catástrofes. Devemos igualmente empreender transformações institucionais, no plano tecnológico e no plano económico. Logo que possível, devemos “descarbonar” as nossas produções energéticas, substituindo as energias fosseis por fontes de energia renováveis que são ilimitadas, inofensivas e que estão em harmonia com a natureza. Devemos particularmente parar com a construção de novas centrais a carvão, uma vez que esta é, de longe, a fonte mais poluente e mais perigosa de emissões de carbono na atmosfera. Inteligentemente exploradas, as energias eólica, solar, marmotriz e geotérmica poderiam fornecer toda a electricidade de que necessitamos sem prejudicar a biosfera. Cerca de um quarto das emissões de carbono mundiais são devidas à desflorestação, pelo que deveremos inverter o processo de destruição das florestas, em particular a cintura das florestas tropicais onde vive a maior parte das espécies animais e vegetais.

Torna-se hoje evidente que é igualmente necessário proceder a alterações significativas na organização do nosso sistema económico. O aquecimento global encontra-se estreitamente ligado às monstruosas quantidades de energia que as nossas indústrias devoram a fim de dar resposta aos níveis de consumo que correspondem às expectativas de tantos de entre nós. De um ponto de vista budista, uma economia sã e duradoura deve reger-se pelo princípio da suficiência: a chave da felicidade encontra-se na satisfação e não numa multiplicação crescente de bens e produtos. O comportamento compulsivo que leva a um consumo crescente é expressão de sede, aquela disposição que o Buda identificou como sendo a principal causa do sofrimento.
No lugar de uma economia submetida à lei do lucro que requer um crescimento ilimitado para não falhar, devíamos fazer evoluir o mundo em direcção a uma economia que promovesse um nível de vida satisfatório para todos, permitindo-nos assim desenvolver as nossas plenas potencialidades (incluindo as espirituais) em harmonia com a biosfera, que sustenta e nutre todos os seres, onde se incluem também as gerações futuras. Se os dirigentes políticos não são capazes de reconhecer a urgência desta crise mundial ou se ele não estão dispostos a considerar o bem estar a longo prazo da humanidade acima dos benefícios de curto prazo das companhias que exploram os combustíveis fosseis, talvez seja necessário que os contestemos mediante o desencadear de campanhas persistentes de acção cívica.

Diversos climatologistas, como o Dr. James Hansen, da NASA, definiram recentemente objectivos precisos a fim de evitar que o aquecimento global atinja um limiar crítico catastrófico. Para que a civilização humana seja viável, a taxa aceitável de dióxido de carbono na atmosfera deve ser inferior a 350 ppm (partes por milhão). O cumprimento deste objectivo é recomendado e apoiado pelo Dalai Lama, assim como por outras personalidades agraciadas com o Prémio Nobel e por prestigiados cientistas. Na situação actual encontramo-nos nos 387 ppm, nível que aumenta ao valor de 2 ppm por ano.

É assim necessário não só reduzir as emissões de carbono mas também eliminar a excessiva quantidade de dióxido de carbono já presente na atmosfera.
Enquanto signatários desta declaração de princípios budista, nós reconhecemos o desafio urgente que o aquecimento global coloca. Juntamo-nos ao Dalai Lama para apoiar o objectivo dos 350 ppm. De acordo com os ensinamentos budistas, e conscientes da nossa responsabilidade individual e colectiva, comprometemo-nos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para atingir esse objectivo, nomeadamente (mas não só) através das acções individuais e sociais aqui sucintamente indicadas.
Dispomos apenas de um curto espaço de tempo para agir, para preservar a humanidade de uma catástrofe iminente e para assegurar a sobrevivência das diversas e belas formas de vida terrestres. As futuras gerações e as outras espécies que partilham a nossa biosfera, não têm voz para nos pedir que demonstremos a nossa compaixão, sabedoria e poder de cisão. Devemos escutar o seu silêncio. E devemos também ser a sua voz e agir em seu nome.

Para subscrever a declaração:

http://www.ecobuddhism.org/350_target/350_target/buddhist_declaration_on_climate_change___french/

(tradução de Rui Lopo)