Um espaço para reinventar Portugal como nação de todo o Mundo, que estabeleça pontes, mediações e diálogos entre todos os povos, culturas e civilizações e promova os valores mais universalistas, conforme o símbolo da Esfera Armilar. Há que visar o melhor possível para todos, uma cultura da paz, da compreensão e da fraternidade à escala planetária, orientada não só para o bem da espécie humana, mas também para a preservação da natureza e o bem-estar de todas as formas de vida sencientes.

"Nós, Portugal, o poder ser"

- Fernando Pessoa, Mensagem.
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Um novo paradigma: o Estado ecológico

"Se se considera a primeira vocação da filosofia política, não me parece exagerado acrescentar esta nova característica do Estado racional: o Estado de direito social e democrático deve integrar também uma dimensão ecológica. Entendo por isso que a conservação dos fundamentos naturais da vida deve constituir uma das funções principais do Estado. Todo o Estado que não cumpra esta tarefa perde a sua legitimidade [...]"

- Vittorio Hösle, Philosophie de la Crise Écologique, tradução de Matthieu Dumont, Marselha, Éditions Wildproject, 2009, p.194.

Uma das causas da crise ecológica

"Para os autores clássicos da economia, incluindo Marx, o valor é uma quantidade abstracta de tempo de trabalho escoado. Por isso, a natureza não explorada encerra um valor nulo. Reconhece-se facilmente nesta posição antropocêntrica a simetria económica da alteração cartesiana da natureza numa "res extensa". Do mesmo modo que, em Kant e Fichte, a natureza não é o receptáculo de um valor moral, ela não tem em Smith, Ricardo e Marx nenhum valor económico em si. Esta convicção, profundamente enraízada, é uma das causas principais da crise ecológica"

- Vittorio Hösle, Filosofia da Crise Ecológica.

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Um novo paradigma: o Estado ecológico

"Se se considera a primeira vocação da filosofia política, não me parece exagerado acrescentar esta nova característica do Estado racional: o Estado de direito social e democrático deve integrar também uma dimensão ecológica. Entendo por isso que a conservação dos fundamentos naturais da vida deve constituir uma das funções principais do Estado. Todo o Estado que não cumpra esta tarefa perde a sua legitimidade [...]"

- Vittorio Hösle, Philosophie de la Crise Écologique, tradução de Matthieu Dumont, Marselha, Éditions Wildproject, 2009, p.194.

Uma das causas da crise ecológica

"Para os autores clássicos da economia, incluindo Marx, o valor é uma quantidade abstracta de tempo de trabalho escoado. Por isso, a natureza não explorada encerra um valor nulo. Reconhece-se facilmente nesta posição antropocêntrica a simetria económica da alteração cartesiana da natureza numa "res extensa". Do mesmo modo que, em Kant e Fichte, a natureza não é o receptáculo de um valor moral, ela não tem em Smith, Ricardo e Marx nenhum valor económico em si. Esta convicção, profundamente enraízada, é uma das causas principais da crise ecológica"

- Vittorio Hösle, Filosofia da Crise Ecológica.