A atividade ‘política’ que é meditar
Se podemos alcançar estado desperto não-dual e não-conceitual na meditação, estamos engajados em uma profunda atividade “política”, mesmo que possamos perder essa consciência nos períodos em que não estamos formalmente meditando (o estado desperto de Buda na pós-meditação é o mesmo durante a meditação).
Meditar em estado desperto não-dual e não-conceitual, que é meditar no dharmadatu, imediatamente começa a destruir de modo sistemático em nós a estrutura da consciência dualista com todos os obscurecimentos cognitivos e emoções aflitivas auxiliares. Do ponto de vista da dualidade, já que essa consciência dualista também envolve outros seres sencientes, que são o outro pólo da nossa dualidade, nossa atividade em dissolver essa consciência tem um impacto profundo neles também.
Enquanto nossa meditação não-dualista e não-conceitual está purificando nossos próprios obscurecimentos e aflições, e assim transformando nossa vivência pessoal dos outros, ela também se torna uma faísca da atividade de Buda para esses outros. Assim que nossa meditação se torna eficaz, a atitude dos outros em relação a nós começa a mudar, e eles mesmos começam a se voltar para dentro para procurar com mais consciência entre as coisas de suas mentes e vidas por soluções espirituais para os problemas.
E assim que o poder de nossa meditação aumenta, esse efeito alcança círculos concêntricos cada vez maiores de seres sencientes com quem temos interdependência cármica, que hoje nesta era incluem não apenas nossos mais próximos amigos, parentes, colegas de trabalho e da comunidade, mas também qualquer ser a quem estejamos conectados através de toda a interface de nossas vidas.
Khenchen Thrangu Rinpoche (Tibete, 1933 ~)
“The Ninth Karmapa’s Ocean of Definitive Meaning”
(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 24/06/2010)
30 de junho de 2010 | Tags: interdependência, meditação
A "política" da meditação
Aceitam?
Não aceito!
.... e vocês?
http://docs.google.com/present/view?id=ddsf55ft_0pvt4wxg7&interval=10&autoStart=true&loop=true
.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Publicada por Anónimo à(s) 17:32 1 comentáriosEtiquetas: estado do mundo
Educação Intuitiva
Mais um dado para reflexão acerca da forma como educamos e da forma como deveriam ser educadas nossas crianças, os adultos de amanhã.
E, como venho defendendo, estando a educação completamente infiltrada na saúde (no mínimo) mental dos indivíduos, servirá também para reflexão acerca da forma como entendemos a saúde actualmente: saúde infantil, saúde escolar, saúde familiar, saúde laboral.....
Basicamente, o conceito de educação intuitiva parte do pressuposto de que todos sem excepção, como animais procriadores que somos, sabemos como devemos responder, em cada momento, às solicitações de nossas crias/filhos/crianças. Sabemos ver, escutar, sentir, reagir.... proteger. Porque somos pais, mas também porque já fomos crianças um dia.
Parece simples, mas actualmente a nossa intuição está muitas vezes abafada pelo factor social e, sobretudo, pelo que é socialmente aceite e socialmente determinado.
São 8 os princípios da educação intuitiva, que passo a enunciar:
Preparação para o parto, que inclua a componente afectiva e emocional do estar grávida, parir e ser mãe/pai
Alimentar com amor e respeito, em todas as idades, sem a "ditadura" do relógio; alimentar com comida, mas também com afectos
Responder às necessidades emocionais da criança, quando chora, quando tem medo, quando pede colo.... perceber o que ela sente e ajuda-la a recuperar o equilíbrio interno, para que se sinta segura
Promover contacto físico: abraçar, beijar, tocar.... o colo e o amor nunca são demais e são o melhor remédio que existe para qualquer tipo de dor
Assegurar um sono seguro, física e emocionalmente.... partilhar o sono não é algo perigoso, como geralmente tendemos a pensar, desde que sejam cumpridas algumas regras muito simples
Evitar separações prolongadas: os filhos precisam dos pais, da presença dos pais, do cheiro dos pais
Praticar a disciplina positiva... disciplina de discípulo: aquele que segue o exemplo de quem ensina
Procurar o equilíbrio familiar: nossos filhos só estão bem, quando nós estamos bem; não há volta a dar a isto!
Convido-vos a conhecerem melhor o conceito científico do termo:
http://www.rituaismaternos.com/educacao-intuitiva/
http://apilisboa.blogspot.com/2008/07/os-oito-princpios-da-educao-intuitiva.html
.
Generalidades
Nos últimos anos do século passado, fruto do desenvolvimento das sociedades humanas, preparávamo-nos para melhores níveis de qualidade de vida. O desenvolvimento da ciência e da técnica permitiam-nos sonhar com o controle da explosão demográfica, com a eliminação da pobreza, com uma redução substancial do número de horas de trabalho.
Sobretudo nos países mais desenvolvidos, mas um pouco por todo o mundo, fomos assistindo a um extraordinário incremento da protecção social, desenvolveu-se a saúde, aumentou-se a esperança média de vida, tentou-se eliminar, ou pelo menos, reduzir o trabalho infantil. O grande desenvolvimento das novas tecnologias e, de alguma forma, a substituição do homem pela máquina, indiciavam um mundo mais livre, onde o lazer e a criatividade se oporiam a um mundo de grande dependência face ao processo produtivo.
A ruína dos socialismos a leste, a queda do muro de Berlim e uma consequente maior democratização do mundo, foram vistas associadas a essa vitória das liberdades essenciais. O liberalismo assumiu-se, então, como o sistema político de excelência, tudo justificado pela vitória na "Guerra Fria" dos aliados ocidentais.
Mas, afinal, a grande supremacia acalentada pelas democracias ocidentais era mais frágil do que parecia. A crise económica depressa se fez anunciar. O capitalismo financeiro com facilidade se instalou nos centros de poder e o desenvolvimento social a que fomos assistindo na segunda metade do século XX, depressa começou a ser atacado.
Regressou o fantasma do equilíbrio demográfico, agora revelado, no ocidente, pela diminuição das taxas de natalidade e consequente envelhecimento das populações. O sistema de segurança social é posto em causa. O desemprego atinge percentagens que há muito não se via. Torna-se necessário trabalhar mais, produzir mais, competir mais, exportar mais, porque se destruíram as finanças públicas e, mesmo assim não chega, porque as potências emergentes (China, Brasil…) desenvolvem-se a um ritmo que ameaça a hegemonia ocidental e com facilidade nos ganham nas trocas comerciais, mesmo com a Organização Mundial do Comércio a dificultar-lhes a manobra.
E, nisto tudo, onde ficarão os grandes desequilíbrios ecológicos, as alterações climáticas, o esgotamento de recursos do planeta, a devastação florestal, a poluição dos rios e dos mares, a enorme acumulação de lixos vários, os direitos humanos, os direitos dos animais, a necessidade de uma alimentação saudável, de uma calma mental, de uma filosofia justa e, delírio dos delírios, o merecimento de conquistar a Vida para lá da morte?
O mundo está em rápida mudança, o debate está em aberto. Uma maior consciência cívica é necessária. A participação dos cidadãos é fundamental. O espírito democrático precisa substanciar-se. A organização política precisa de se merecer. Precisamos de saber sentar-nos a uma mesma mesa e aprender a conversar em vez de discutir.
É por isso que esta nossa parte do Estudo Geral(VER AQUI) aposta num espírito plural onde todos caibam. E se aprendemos com profetas e ascetas, com Cristo e Buda, que é o amor altruísta, o amor ao próximo, o que mais interessa, como podíamos nós trocar o geral pelo particular.
Luís Santos
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Publicada por Estudo Geral à(s) 10:05 0 comentáriosEtiquetas: Estudo Geral, Luis Santos
Linha do Tua
SINOPSE - Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos. A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando-o no país mais centralista da Europa Ocidental.
Os velhos resistem nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras. Agora, o comboio que ainda serpenteia por entre fragas do idílico vale do Tua é ameaçado por uma barragem que inundará aquela que é considerada uma das três mais belas linhas ferroviárias da Europa.
PARE, ESCUTE, OLHE é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessas incumpridas dos que juraram defender a terra.
Ver trailer
ENSINO DOMÉSTICO
Pais que acreditam que a escola não é o melhor para os seus filhos...
http://www.drec.min-edu.pt/repositorio/Relatorio_ID_2008_2009_versao_pbl.pdf
Dois patriotismos
Há dois patriotismos. Um é o dos que colocam as coisas nacionais acima das outras só porque são as "suas", ignorando ou desvalorizando os demais povos, nações, línguas e culturas. É um nacionalismo encoberto, uma "xenofobia politicamente correcta", como disse alguém, e um egocentrismo projectado no colectivo, que estreita a inteligência e o coração e só tem trazido violência e dor ao mundo. Outro é o patriotismo daqueles que, desejando o melhor para a sua nação, ou seja, o que torne os seus concidadãos pessoas melhores e mais felizes, valorizam nela o que for bom, mas não se demitem de a criticar e tentar purificá-la dos seus erros e vícios. Para esse efeito, interessam-se pelo que houver de melhor em todas as nações, povos e culturas, procurando promovê-lo e adaptá-lo na sua própria nação. Este é o patriotismo universalista que defendo no meu livro Uma Visão Armilar do Mundo e que encontro, em Portugal, esboçado no Padre António Vieira e florescente em Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Publicada por Paulo Borges à(s) 11:22 0 comentáriosEtiquetas: patriotismo
Casa-Jardim inteiramente de dicada à Gravidez, Maternidade e Educação, em Lisboa
A hora é AGORA!!!!!
Ajudem a colocar em prática um maravilhoso projecto de apoio à gravidez, maternidade e educação das crianças, que pretende colocar no centro de Lisboa e para toda a cidade um portal para o regresso ao passado da aldeia educativa, onde se aprende o parto, a amamentação, a educação e o crescimento, através da observação, da partilha, da interajuda..... um lugar onde se dá espaço à emoção, ao afecto, ao amor....
Não deixem de colaborar. Escrevam, dêem ideias, digam de que forma gostariam de participar, mas não fiquem indiferentes. É preciso a ajuda de todos nós para tornar realidade este sonho, que já foi aprovado pela Câmara de Lisboa.
Vejam aqui: http://wantamiracle.blogspot.com/2010/06/uma-casa-inteiramente-dedicada.html
e aqui: http://www.facebook.com/event.php?eid=133915539960213
Se queremos um país diferente, temos de ser nós, cada um de nós, a torná-lo um lugar diferente.
.
Nova actualização dos Grupos de Trabalho
As únicas alterações é que o Luís Miguel Dantas passou do Grupo 4 para o Grupo 7 e o João Bolila passa a integrar também o grupo da Ecologia.
Grupo 1 – Comunicação
Ana Paula Germano
Ana Proença (apoio logístico a eventos) (mcunmani[at]gmail.com)
Ana Sofia Costa (asofcosta[at]sapo.pt)
Bernardo Almeida (nacibas[at]gmail.com)
Cristina Cabral (cristina-cabral2009[at]hotmail.com)
Helena Andrade (lenandrade555{at]gmail.com)
Luís Miguel Dantas (luismigueldantas[at]gmail.com)
Luís Resina (luisresina[at]meo.pt)
Paulo Borges (pauloaeborges[at]gmail.com)
Sofia Costa Madeira (coordenadora) (sofiacmadeira[at]gmail.com
Tiago Lucena (tiagolucena[at]gmail.com)
Grupo 2 – Reconhecimento constitucional da senciência dos animais
Ilda Castro (coordenadora) (castro.ilda[at]gmail.com)
Maria Adelaide Miranda (maria_adelaide_miranda[at]hotmail.com)
Marlene Dias (marl.ene[at]hotmail.com)
Pedro Sena (coordenador) (pedrosena[at]partidopelosanimais.com)
Pedro Taborda de Oliveira (plstno[at]yahoo.com)
Rui Almeida (mepc[at]sapo.pt)
Rute Pinheiro (pinheirorute[at]sapo.pt)
Vera Fonseca (vera.ff[at]gmail.com)
Grupo 3 - Economia/Energias alternativas
Carlos Ramos (coordenador) (carlos.silv.ramos[at]gmail.com)
Isabel Pessôa-Lopes (pessoa_lopes[at]yahoo.co.uk)
João Alves Aguiar (joao.alves.aguiar[at]ist.utl.pt)
João Bolila (jbolila[at]gmail.com)
Rui Almeida (mepc[at]sapo.pt)
Tiago Lucena (tiagolucena[at]gmail.com)
Grupo 4 – Ecologia
Ilda Castro (castro.ilda[at]gmail.com)
João Bolila (jbolila[at]gmail.com)
Maria Adelaide Miranda (maria_adelaide_miranda[at]hotmail.com)
Maribel Sobreira (maribel.sobreira[at]gmail.com)
Pedro Sena (pedrosena[at]partidopelosanimais.com)
Rui Almeida (coordenador) (mepc[at]sapo.pt)
Grupo 5 - Política
Bernardo Almeida (nacibas[at]gmail.com)
Carlos Ramos (carlos.silv.ramos[at]gmail.com)
David Amaral (coordenador) (david2002[at]sapo.pt)
Ethel Feldman (ethel.feldman[at]gmail.com)
Helena Caetano (helena.caetano[at]gmail.com)
Isabel Pessôa-Lopes (pessoa_lopes[at]yahoo.co.uk)
José Serrão (jadserrao[at]gmail.com)
Luís Miguel Dantas (luismigueldantas[at]gmail.com)
Mário Nuno Neves (MNNCMMAIA[at]hotmail.com)
Maria de Lourdes Alvarez (maria.lourd.alvarez[at]gmail.com)
Pedro Sena (pedrosena[at]partidopelosanimais.com)
Rita Uva (ritasuva[at]gmail.com)
Tiago Lucena (tiagolucena[at]gmail.com)
Grupo 6 - Educação e Cultura
Aldora Amaral (amaralaldora[at]gmail.com)
Cristina Castro (cristina.om.castro[at]gmail.com)
Cristina Moura
Duarte Braga (duartedbraga[at]gmail.com)
Duarte Soares (duarte.soares[at]gmail.com)
Dulce Alves (dulce.alves[at]gmail.com)
Fernanda Gil (fernanda.gil[at]gmail.com)
Fernando Emídio (fernandoemidio[at]gmail.com)
Helena Caetano (helena.caetano[at]gmail.com)
Helena Carla Gonçalo Ferreira
Henrique Areias (henriqueareias[at]hotmail.com)
Joana dos Espíritos
José Serrão (jadserrao[at]gmail.com)
Luís Miguel Dantas (luismigueldantas[at]gmail.com)
Luís Resina (luisresina[at]meo.pt)
Luís Santos (lcsantos[at]netcabo.pt)
Manuel Fúria
Maribel Sobreira (maribel.sobreira[at]gmail.com)
Mário Nuno Neves (MNNCMMAIA[at]hotmail.com)
Paula Morais (paulamorais.mail[at]gmail.com)
Paulo Borges (pauloaeborges[at]gmail.com)
Paulo Feitais (coordenador) (paulofeitais[at]gmail.com)
Teresa Petrini Reis (theresapetrini[at]gmail.com)
Zé Leonel
Grupo 7 - Saúde
Ana Nogueira (ananogueira3[at]netcabo.pt)
Ana Paula Germano
Carlos Gonçalves (carloshomeopata[at]hotmail.com)
Celine Jacinto Rodrigues (celinejacinto[at]gmail.com)
Cristina Castro (cristina.om.castro[at]gmail.com)
Dulce Alves (dulce.alves[at]gmail.com)
Fernanda Vaz (sintra[at]portugraal.net)
Helena Andrade (lenandrade555[at]gmail.com)
Isabel Pessôa-Lopes (pessoa_lopes[at]yahoo.co.uk)
Luís Miguel Dantas (luismigueldantas[at]gmail.com)
Maria Adelaide Miranda (maria_adelaide_miranda[at]hotmail.com)
Maria da Conceição Pinho
Marta Figueira (doulamarta[at]gmail.com)
Paulo Antunes (buenoantunes[at]gmail.com)
Paulo Ribeiro (sintra[at]portugraal.net)
Yara-Cléo Bueno (coordenadora) (yaradoulacleo[at]ymail.com)
Grupo 8 - Portugal, Lusofonia, diálogo entre culturas e religiões
Ana Filipa Teles (filipateles[at]hotmail.com)
Cristina Moura
Dirk Hennrich (Dirk.Hennrich[at]gmx.ch)
Duarte Braga (duartedbraga[at]gmail.com)
Luís Resina (luisresina[at]meo.pt)
Moysés Gurgel (moyses.gurgel[at]gmail.com)
Paula Morais (paulamorais.mail[at]gmail.com)
Paulo Borges (coordenador) (pauloaeborges[at]gmail.com)
Rui Lopo (rui.lopo[at]gmail.com)
Sérgio Mago (sergio[at]sergiomago.com)
Paulo Borges (coordenação geral) (pauloaeborges[at]gmail.com)
Nota: nos emails a @ foi substituída por [at] para evitar o spam.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Publicada por Serafina à(s) 00:20 0 comentáriosEtiquetas: Grupos de trabalho
Petição para proibir a publicidade dirigida às crianças menores de 12 anos
Coloquei no grupo privado do Facebook o texto/rascunho da petição, para discussão. Se acharem que se deve acrescentar algo mais, por favor digam.
Quem estiver no Facebook e ligado ao grupo pode aceder clicando no link acima. Quem quiser receber o texto por e-mail, diga aqui, que eu envio.
Entretanto, podem ler este artigo, que explica porque a Suécia já fez esta proibição.
Saudações,
S.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Publicada por Serafina à(s) 20:47 0 comentáriosEtiquetas: Comunicação, Educação
A "política" da meditação
Se podemos alcançar estado desperto não-dual e não-conceitual na meditação, estamos engajados em uma profunda atividade “política”, mesmo que possamos perder essa consciência nos períodos em que não estamos formalmente meditando (o estado desperto de Buda na pós-meditação é o mesmo durante a meditação).
Meditar em estado desperto não-dual e não-conceitual, que é meditar no dharmadatu, imediatamente começa a destruir de modo sistemático em nós a estrutura da consciência dualista com todos os obscurecimentos cognitivos e emoções aflitivas auxiliares. Do ponto de vista da dualidade, já que essa consciência dualista também envolve outros seres sencientes, que são o outro pólo da nossa dualidade, nossa atividade em dissolver essa consciência tem um impacto profundo neles também.
Enquanto nossa meditação não-dualista e não-conceitual está purificando nossos próprios obscurecimentos e aflições, e assim transformando nossa vivência pessoal dos outros, ela também se torna uma faísca da atividade de Buda para esses outros. Assim que nossa meditação se torna eficaz, a atitude dos outros em relação a nós começa a mudar, e eles mesmos começam a se voltar para dentro para procurar com mais consciência entre as coisas de suas mentes e vidas por soluções espirituais para os problemas.
E assim que o poder de nossa meditação aumenta, esse efeito alcança círculos concêntricos cada vez maiores de seres sencientes com quem temos interdependência cármica, que hoje nesta era incluem não apenas nossos mais próximos amigos, parentes, colegas de trabalho e da comunidade, mas também qualquer ser a quem estejamos conectados através de toda a interface de nossas vidas.
Khenchen Thrangu Rinpoche (Tibete, 1933 ~)
“The Ninth Karmapa’s Ocean of Definitive Meaning”
(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 24/06/2010)
30 de junho de 2010 | Tags: interdependência, meditação
Aceitam?
.... e vocês?
http://docs.google.com/present/view?id=ddsf55ft_0pvt4wxg7&interval=10&autoStart=true&loop=true
.
Educação Intuitiva
E, como venho defendendo, estando a educação completamente infiltrada na saúde (no mínimo) mental dos indivíduos, servirá também para reflexão acerca da forma como entendemos a saúde actualmente: saúde infantil, saúde escolar, saúde familiar, saúde laboral.....
Basicamente, o conceito de educação intuitiva parte do pressuposto de que todos sem excepção, como animais procriadores que somos, sabemos como devemos responder, em cada momento, às solicitações de nossas crias/filhos/crianças. Sabemos ver, escutar, sentir, reagir.... proteger. Porque somos pais, mas também porque já fomos crianças um dia.
Parece simples, mas actualmente a nossa intuição está muitas vezes abafada pelo factor social e, sobretudo, pelo que é socialmente aceite e socialmente determinado.
São 8 os princípios da educação intuitiva, que passo a enunciar:
Preparação para o parto, que inclua a componente afectiva e emocional do estar grávida, parir e ser mãe/pai
Alimentar com amor e respeito, em todas as idades, sem a "ditadura" do relógio; alimentar com comida, mas também com afectos
Responder às necessidades emocionais da criança, quando chora, quando tem medo, quando pede colo.... perceber o que ela sente e ajuda-la a recuperar o equilíbrio interno, para que se sinta segura
Promover contacto físico: abraçar, beijar, tocar.... o colo e o amor nunca são demais e são o melhor remédio que existe para qualquer tipo de dor
Assegurar um sono seguro, física e emocionalmente.... partilhar o sono não é algo perigoso, como geralmente tendemos a pensar, desde que sejam cumpridas algumas regras muito simples
Evitar separações prolongadas: os filhos precisam dos pais, da presença dos pais, do cheiro dos pais
Praticar a disciplina positiva... disciplina de discípulo: aquele que segue o exemplo de quem ensina
Procurar o equilíbrio familiar: nossos filhos só estão bem, quando nós estamos bem; não há volta a dar a isto!
Convido-vos a conhecerem melhor o conceito científico do termo:
http://www.rituaismaternos.com/educacao-intuitiva/
http://apilisboa.blogspot.com/2008/07/os-oito-princpios-da-educao-intuitiva.html
.
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/robert_thurman_on_compassion.html
Generalidades
Sobretudo nos países mais desenvolvidos, mas um pouco por todo o mundo, fomos assistindo a um extraordinário incremento da protecção social, desenvolveu-se a saúde, aumentou-se a esperança média de vida, tentou-se eliminar, ou pelo menos, reduzir o trabalho infantil. O grande desenvolvimento das novas tecnologias e, de alguma forma, a substituição do homem pela máquina, indiciavam um mundo mais livre, onde o lazer e a criatividade se oporiam a um mundo de grande dependência face ao processo produtivo.
A ruína dos socialismos a leste, a queda do muro de Berlim e uma consequente maior democratização do mundo, foram vistas associadas a essa vitória das liberdades essenciais. O liberalismo assumiu-se, então, como o sistema político de excelência, tudo justificado pela vitória na "Guerra Fria" dos aliados ocidentais.
Mas, afinal, a grande supremacia acalentada pelas democracias ocidentais era mais frágil do que parecia. A crise económica depressa se fez anunciar. O capitalismo financeiro com facilidade se instalou nos centros de poder e o desenvolvimento social a que fomos assistindo na segunda metade do século XX, depressa começou a ser atacado.
Regressou o fantasma do equilíbrio demográfico, agora revelado, no ocidente, pela diminuição das taxas de natalidade e consequente envelhecimento das populações. O sistema de segurança social é posto em causa. O desemprego atinge percentagens que há muito não se via. Torna-se necessário trabalhar mais, produzir mais, competir mais, exportar mais, porque se destruíram as finanças públicas e, mesmo assim não chega, porque as potências emergentes (China, Brasil…) desenvolvem-se a um ritmo que ameaça a hegemonia ocidental e com facilidade nos ganham nas trocas comerciais, mesmo com a Organização Mundial do Comércio a dificultar-lhes a manobra.
E, nisto tudo, onde ficarão os grandes desequilíbrios ecológicos, as alterações climáticas, o esgotamento de recursos do planeta, a devastação florestal, a poluição dos rios e dos mares, a enorme acumulação de lixos vários, os direitos humanos, os direitos dos animais, a necessidade de uma alimentação saudável, de uma calma mental, de uma filosofia justa e, delírio dos delírios, o merecimento de conquistar a Vida para lá da morte?
O mundo está em rápida mudança, o debate está em aberto. Uma maior consciência cívica é necessária. A participação dos cidadãos é fundamental. O espírito democrático precisa substanciar-se. A organização política precisa de se merecer. Precisamos de saber sentar-nos a uma mesma mesa e aprender a conversar em vez de discutir.
É por isso que esta nossa parte do Estudo Geral(VER AQUI) aposta num espírito plural onde todos caibam. E se aprendemos com profetas e ascetas, com Cristo e Buda, que é o amor altruísta, o amor ao próximo, o que mais interessa, como podíamos nós trocar o geral pelo particular.
Luís Santos
Linha do Tua
SINOPSE - Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos. A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando-o no país mais centralista da Europa Ocidental.
Os velhos resistem nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras. Agora, o comboio que ainda serpenteia por entre fragas do idílico vale do Tua é ameaçado por uma barragem que inundará aquela que é considerada uma das três mais belas linhas ferroviárias da Europa.
PARE, ESCUTE, OLHE é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessas incumpridas dos que juraram defender a terra.
Ver trailer
ENSINO DOMÉSTICO
http://www.drec.min-edu.pt/repositorio/Relatorio_ID_2008_2009_versao_pbl.pdf
Dois patriotismos
Casa-Jardim inteiramente de dicada à Gravidez, Maternidade e Educação, em Lisboa
Ajudem a colocar em prática um maravilhoso projecto de apoio à gravidez, maternidade e educação das crianças, que pretende colocar no centro de Lisboa e para toda a cidade um portal para o regresso ao passado da aldeia educativa, onde se aprende o parto, a amamentação, a educação e o crescimento, através da observação, da partilha, da interajuda..... um lugar onde se dá espaço à emoção, ao afecto, ao amor....
Não deixem de colaborar. Escrevam, dêem ideias, digam de que forma gostariam de participar, mas não fiquem indiferentes. É preciso a ajuda de todos nós para tornar realidade este sonho, que já foi aprovado pela Câmara de Lisboa.
Vejam aqui: http://wantamiracle.blogspot.com/2010/06/uma-casa-inteiramente-dedicada.html
e aqui: http://www.facebook.com/event.php?eid=133915539960213
Se queremos um país diferente, temos de ser nós, cada um de nós, a torná-lo um lugar diferente.
.
Nova actualização dos Grupos de Trabalho
Grupo 1 – Comunicação
Ana Paula Germano
Ana Proença (apoio logístico a eventos) (mcunmani[at]gmail.com)
Ana Sofia Costa (asofcosta[at]sapo.pt)
Bernardo Almeida (nacibas[at]gmail.com)
Cristina Cabral (cristina-cabral2009[at]hotmail.com)
Helena Andrade (lenandrade555{at]gmail.com)
Luís Miguel Dantas (luismigueldantas[at]gmail.com)
Luís Resina (luisresina[at]meo.pt)
Paulo Borges (pauloaeborges[at]gmail.com)
Sofia Costa Madeira (coordenadora) (sofiacmadeira[at]gmail.com
Tiago Lucena (tiagolucena[at]gmail.com)
Grupo 2 – Reconhecimento constitucional da senciência dos animais
Ilda Castro (coordenadora) (castro.ilda[at]gmail.com)
Maria Adelaide Miranda (maria_adelaide_miranda[at]hotmail.com)
Marlene Dias (marl.ene[at]hotmail.com)
Pedro Sena (coordenador) (pedrosena[at]partidopelosanimais.com)
Pedro Taborda de Oliveira (plstno[at]yahoo.com)
Rui Almeida (mepc[at]sapo.pt)
Rute Pinheiro (pinheirorute[at]sapo.pt)
Vera Fonseca (vera.ff[at]gmail.com)
Grupo 3 - Economia/Energias alternativas
Carlos Ramos (coordenador) (carlos.silv.ramos[at]gmail.com)
Isabel Pessôa-Lopes (pessoa_lopes[at]yahoo.co.uk)
João Alves Aguiar (joao.alves.aguiar[at]ist.utl.pt)
João Bolila (jbolila[at]gmail.com)
Rui Almeida (mepc[at]sapo.pt)
Tiago Lucena (tiagolucena[at]gmail.com)
Grupo 4 – Ecologia
Ilda Castro (castro.ilda[at]gmail.com)
João Bolila (jbolila[at]gmail.com)
Maria Adelaide Miranda (maria_adelaide_miranda[at]hotmail.com)
Maribel Sobreira (maribel.sobreira[at]gmail.com)
Pedro Sena (pedrosena[at]partidopelosanimais.com)
Rui Almeida (coordenador) (mepc[at]sapo.pt)
Grupo 5 - Política
Bernardo Almeida (nacibas[at]gmail.com)
Carlos Ramos (carlos.silv.ramos[at]gmail.com)
David Amaral (coordenador) (david2002[at]sapo.pt)
Ethel Feldman (ethel.feldman[at]gmail.com)
Helena Caetano (helena.caetano[at]gmail.com)
Isabel Pessôa-Lopes (pessoa_lopes[at]yahoo.co.uk)
José Serrão (jadserrao[at]gmail.com)
Luís Miguel Dantas (luismigueldantas[at]gmail.com)
Mário Nuno Neves (MNNCMMAIA[at]hotmail.com)
Maria de Lourdes Alvarez (maria.lourd.alvarez[at]gmail.com)
Pedro Sena (pedrosena[at]partidopelosanimais.com)
Rita Uva (ritasuva[at]gmail.com)
Tiago Lucena (tiagolucena[at]gmail.com)
Grupo 6 - Educação e Cultura
Aldora Amaral (amaralaldora[at]gmail.com)
Cristina Castro (cristina.om.castro[at]gmail.com)
Cristina Moura
Duarte Braga (duartedbraga[at]gmail.com)
Duarte Soares (duarte.soares[at]gmail.com)
Dulce Alves (dulce.alves[at]gmail.com)
Fernanda Gil (fernanda.gil[at]gmail.com)
Fernando Emídio (fernandoemidio[at]gmail.com)
Helena Caetano (helena.caetano[at]gmail.com)
Helena Carla Gonçalo Ferreira
Henrique Areias (henriqueareias[at]hotmail.com)
Joana dos Espíritos
José Serrão (jadserrao[at]gmail.com)
Luís Miguel Dantas (luismigueldantas[at]gmail.com)
Luís Resina (luisresina[at]meo.pt)
Luís Santos (lcsantos[at]netcabo.pt)
Manuel Fúria
Maribel Sobreira (maribel.sobreira[at]gmail.com)
Mário Nuno Neves (MNNCMMAIA[at]hotmail.com)
Paula Morais (paulamorais.mail[at]gmail.com)
Paulo Borges (pauloaeborges[at]gmail.com)
Paulo Feitais (coordenador) (paulofeitais[at]gmail.com)
Teresa Petrini Reis (theresapetrini[at]gmail.com)
Zé Leonel
Grupo 7 - Saúde
Ana Nogueira (ananogueira3[at]netcabo.pt)
Ana Paula Germano
Carlos Gonçalves (carloshomeopata[at]hotmail.com)
Celine Jacinto Rodrigues (celinejacinto[at]gmail.com)
Cristina Castro (cristina.om.castro[at]gmail.com)
Dulce Alves (dulce.alves[at]gmail.com)
Fernanda Vaz (sintra[at]portugraal.net)
Helena Andrade (lenandrade555[at]gmail.com)
Isabel Pessôa-Lopes (pessoa_lopes[at]yahoo.co.uk)
Luís Miguel Dantas (luismigueldantas[at]gmail.com)
Maria Adelaide Miranda (maria_adelaide_miranda[at]hotmail.com)
Maria da Conceição Pinho
Marta Figueira (doulamarta[at]gmail.com)
Paulo Antunes (buenoantunes[at]gmail.com)
Paulo Ribeiro (sintra[at]portugraal.net)
Yara-Cléo Bueno (coordenadora) (yaradoulacleo[at]ymail.com)
Grupo 8 - Portugal, Lusofonia, diálogo entre culturas e religiões
Ana Filipa Teles (filipateles[at]hotmail.com)
Cristina Moura
Dirk Hennrich (Dirk.Hennrich[at]gmx.ch)
Duarte Braga (duartedbraga[at]gmail.com)
Luís Resina (luisresina[at]meo.pt)
Moysés Gurgel (moyses.gurgel[at]gmail.com)
Paula Morais (paulamorais.mail[at]gmail.com)
Paulo Borges (coordenador) (pauloaeborges[at]gmail.com)
Rui Lopo (rui.lopo[at]gmail.com)
Sérgio Mago (sergio[at]sergiomago.com)
Paulo Borges (coordenação geral) (pauloaeborges[at]gmail.com)
Nota: nos emails a @ foi substituída por [at] para evitar o spam.
Petição para proibir a publicidade dirigida às crianças menores de 12 anos
Quem estiver no Facebook e ligado ao grupo pode aceder clicando no link acima. Quem quiser receber o texto por e-mail, diga aqui, que eu envio.
Entretanto, podem ler este artigo, que explica porque a Suécia já fez esta proibição.
Saudações,
S.
Outras ligações
Colabore
Outro
Etiquetas
- 'a geração perdida'
- 10 de Junho
- A Águia
- a escola do futuro
- a frustração na escola
- adultos
- Agostinho da Silva
- Agricultura
- água
- ahimsa
- Ajudar o Haiti
- Alan Wallace
- Alhos Vedros
- Alimentação
- alterações climáticas
- Altruísmo
- Amamentação
- ambientalismo
- ambiente
- AMI
- amor
- anarquia
- Angelus Silesius
- Animais de rua
- animal
- Ano Novo de 2010
- Anselmo Borges
- antropocentrismo
- Associação Agostinho da Silva
- bem universal
- biotecnologia
- brasilidade
- Budismo
- caos
- carne artificial
- cesariana
- cheias
- China
- cidade
- ciência
- ciência da mente
- ciganos
- cimeira de Copenhaga
- cioran
- civilização
- comércio local
- compaixão
- Comunicação
- Conferências Democráticas
- Confúcio
- conhecimento
- Constituição
- consumismo
- consumo de carne
- cosmopolitismo
- cplp
- crianças
- crise ecológica
- cristianismo
- crítica
- crítica social
- Cultura
- D. Sebastião
- D.Dinis
- Dalai Lama
- decadência
- Declaração Budista sobre as Alterações Climáticas
- Democracia
- desastre
- desenvolvimento rural
- Desenvolvimento Sustentável
- desinteresse
- despertar
- Deus
- diálogo inter-religioso
- diálogo intercultural
- Direitos dos Animais
- Ecologia
- economia
- Economia Global
- economia local
- ecumenismo
- Educação
- educação para autonomia
- efemérides
- Energia
- escola
- estado do mundo
- Estados
- estímulo ao desenvolvimento local
- Estudo Geral
- ética
- ética global
- Europa
- exílio
- Felicidade Interna Bruta
- Fernando Nobre
- Fernando Pessoa
- FIB
- filosofia
- fome
- força da natureza
- Fórum
- fotografia
- François Jullien
- Friedman
- Friedrich Schlegel
- Friedrich von Logau
- gestão escolar
- girl effect
- Gravidez
- Grupos de trabalho
- guiné equatorial
- história
- homem
- homem honesto
- homem vulgar
- identidade
- identidade nacional
- Igreja Católica
- Ilda Castro
- Índia
- interculturalidade
- internacionalismo
- islão
- itália
- Jean-Claude Carriére
- Jean-Yves Leloup
- João Rodrigo
- Jornal Milénio
- jornal Outro
- José Saramago
- Leonel Moura
- lisboa
- loucura
- Luis Santos
- Lusofonia
- lusosfera
- Madeira
- Manfred Max-Neef
- manifestação
- Manifesto "Outro Portugal"
- Marcha contra o Biotério da Azambuja
- Marcha-Protesto contra os maus-tratos aos animais
- Mário Laginha
- Meat the Truth - Uma Verdade Mais Do Que Inconveniente
- meditação
- Mensagem
- mentira
- mercearia
- Mia Couto
- Miguel Real
- moeda
- moedas locais
- MOP
- Movimento Outro Portugal
- mudança
- mulher
- mundo
- nascimento
- Natal interior
- novo paradigma
- o rosto do outro
- Ocidente
- ogm
- ordenamento do território
- Orpheu
- Outro Portugal
- Padre António Vieira
- PAN
- Partido Pelos Animais
- Parto
- Parto Domiciliar
- Partos
- Partos / Cordão Umbilical
- Patas e Caudas
- Património
- patriotismo
- patriotismo trans-patriótico e universalista
- patriotismo universalista
- Paulo Feitais
- Paulo Varela Gomes
- paz
- pedagogia
- pessoas
- petição
- Petição contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura
- planeamento urbano
- Poder
- política
- porto
- Portugal
- portugalidade
- portugueses
- prevenção
- professor
- progresso
- Quinto Império
- Raimon Pannikar
- Ramos-Horta
- refundar Portugal
- reino de Deus
- religião
- religião e espiritualidade
- revista Cultura ENTRE Culturas
- Revista ENTRE
- saudade
- Saúde
- sebastianismo
- senciência
- Senciência dos Animais
- sensacionismo
- ser aluno
- ser humano
- ser professor
- Sessões de Trabalho
- Simone Weil
- sociedade sem classes
- solidariedade
- tauromaquia
- tertúlia
- Tibete
- touradas
- trabalho
- transgénicos
- trocas
- Uma Visão Armilar do Mundo
- universal
- universalidade
- universalismo
- universlismo povo português
- universo
- utopia
- Valores
- vegetarianismo
- Vittorio Hösle
- viver autenticamente
Leitores no Blogger
Leitores no Facebook
Manifesto
Aqui se apresenta a proposta de um cidadão português que, no decurso da sua docência universitária, obra publicada e intervenção cultural, tem seguido com interesse e preocupação os rumos recentes de Portugal e do mundo. Convicto de que urge refundar Portugal, eis uma lista de prioridades para o país e o mundo melhor a que temos direito e que todos temos o dever de construir. Agradecem-se os contributos críticos, de modo a que a proposta se aperfeiçoe e complete e sirva de plataforma para a discussão pública e a intervenção cultural e cívica que visa, pelos meios que se verificarem ser os mais oportunos.
I – Portugal é uma nação que, pela diáspora planetária da sua história e cultura, pela situação geográfica e pela língua, com 240 milhões de falantes em toda a comunidade lusófona, tem a potencialidade de ser uma nação cosmopolita, uma nação de todo o mundo, que estabeleça pontes, mediações e diálogos entre todos os povos, culturas e civilizações. Este perfil vocaciona-nos para o cultivo dos valores mais universalistas, promovendo o diálogo com todas as culturas mundiais. Os valores mais universalistas são aqueles que promovam o melhor possível para todos, uma cultura da paz, da compreensão e da fraternidade à escala planetária, visando não apenas o bem da espécie humana, mas também a preservação da natureza e do bem-estar de todas as formas de vida animal, como condição da própria qualidade e dignidade da vida humana.
II – O nosso potencial universalista tem sido sistematicamente ignorado pelas nossas orientações governativas, desde a época dos Descobrimentos até hoje. Se no passado predominou a pretensão de dilatar a Fé e o Império, hoje predomina a sujeição da nação aos novos senhores do mundo, as grandes esferas de interesses político-económicos. Portugal está ao serviço da globalização de um paradigma de desenvolvimento económico-tecnológico que explora desenfreadamente os recursos naturais e instrumentaliza homens e animais, donde resulta um enorme sofrimento, um fosso crescente entre homens, classes, povos e nações, a redução da biodiversidade e o arrastar do planeta para uma crise sem precedentes.
III – A assunção do nosso potencial universalista implica uma reforma das mentalidades, com plena expressão ética, cultural, social, política e económica. Nesse sentido se propõem as seguintes medidas urgentes, que visam implementar entre nós um novo paradigma, convergente com as melhores aspirações humanas e com os grandes desafios deste início do século XXI:
1 – Portugal deve dar prioridade absoluta a um desenvolvimento económico sustentado, que salvaguarde a harmonia ecológica e o bem-estar da população humana e animal. A Constituição da República Portuguesa deve consagrar a senciência dos animais – a sua capacidade de sentir dor e prazer - e o seu direito à vida e ao bem-estar. Portugal deve aprender com a legislação das nações europeias mais evoluídas neste domínio, adaptando-a à realidade nacional.
2 – Portugal deve ensaiar modelos de desenvolvimento alternativos, que preservem e promovam a diversidade cultural, biológica e ecoregional. Há que promover a sustentabilidade económica do país, desenvolvendo as economias locais. Devem-se substituir quanto possível as energias não-renováveis (petróleo, carvão, gás natural, energia nuclear), por energias renováveis e alternativas (solar, eólica, hidráulica, marmotriz, etc.), superando o paradigma, a vulnerabilidade e as dependências de uma economia baseada no petróleo e nos hidrocarbonetos. Deve-se particularmente explorar as potencialidades energéticas dos nossos mais de 900 km de costa.
3 - Devem-se ensaiar formas de organização económica cujo objectivo fundamental não seja apenas o lucro financeiro. Deve-se assegurar o predomínio da ética e da política sobre a economia, de modo a que a produção e distribuição da riqueza vise o bem comum do ecossistema e dos seres vivos, a satisfação das necessidades básicas dos homens e a melhoria geral da sua qualidade de vida, bem como o acesso de todos à educação e à cultura.
4 - Deve-se investir num programa pedagógico de redução das necessidades artificiais que permita oferecer alternativas ao produtivismo e consumismo, fazendo do trabalho e do desenvolvimento económico não um fim em si, com o inevitável dano da harmonia ecológica, da biodiversidade e do bem-estar de homens e animais, mas um mero meio para a fruição de um crescente tempo livre de modo mais gratificante e criativo. Deve-se fiscalizar mais rigorosamente o crédito ao consumo, de forma a evitar o crescente endividamento das famílias.
5 – Há que criar um serviço público de saúde eficiente e acessível a todos, que inclua a possibilidade de optar por medicinas e terapias alternativas, de qualidade e eficácia comprovada, como a homeopatia, a acupunctura, a osteopatia, o shiatsu, o yoga, a meditação, etc. Estas opções, bem como os medicamentos naturais e alternativos, devem ser igualmente comparticipadas pelo Estado.
6 – Importa informar e sensibilizar a população para os efeitos nocivos de vários hábitos alimentares - nomeadamente o consumo excessivo de carne - , para o meio ambiente, a saúde pública e o bem-estar de homens e animais. Sendo uma das principais causas do aquecimento global, do esgotamento dos recursos naturais e do sofrimento dos animais, há que restringir e criar alternativas à agropecuária intensiva. Deve-se divulgar a possibilidade de se viver saudavelmente com uma alimentação não-carnívora, vegetariana ou vegan e devem-se reduzir os impostos sobre os produtos de origem natural e biológica.
7 - Portugal, a par do desenvolvimento económico sustentado, deve investir sobretudo nos domínios da saúde, da educação e da cultura, não só tecnológica, mas filosófica, literária, artística e científica. O Orçamento do Estado deve reflectir isso, reduzindo os gastos com a Defesa, o Exército e as obras públicas de fachada. Urge moralizar e reduzir os salários e reformas de presidentes, ministros, deputados e detentores de cargos na administração pública e privada, a par do aumento dos impostos sobre os grandes rendimentos.
8 - Redignificar, com exigência, os professores e todos os profissionais ligados à educação e à cultura. A educação e a cultura não devem estar dependentes de critérios economicistas e das flutuações do mercado de emprego. Os vários níveis de ensino visarão a formação integral da pessoa, não a sacrificando a uma mera funcionalização profissional. A par disto, há que sensibilizar as famílias para não abandonarem as crianças em frente dos computadores e dos maus programas de televisão. A televisão pública deve melhorar o seu nível, investindo mais em programas de informação e formação.
Nos vários níveis de ensino deve ser introduzida uma disciplina que sensibilize para o respeito pela natureza, a vida humana e a vida animal, bem como outra que informe sobre a diversidade de paradigmas culturais, morais e religiosos coexistentes nas sociedades contemporâneas. Nos mesmos níveis de ensino deve estar presente a cultura portuguesa e lusófona, bem como as várias culturas planetárias. Um português culto e bem formado deve ter uma consciência lusófona e universal, não apenas europeia-ocidental.
A meditação, com benefícios científicamente reconhecidos - quanto ao equilíbrio e saúde psicofisiológicos, ao aumento da concentração e da memória, à melhoria na aprendizagem, à maior eficiência no trabalho e à harmonia nas relações humanas - , deve ser facultada em todos os níveis dos currículos escolares, em termos puramente laicos, sem qualquer componente religiosa.
9 - Portugal deve assumir-se na primeira linha da defesa dos direitos humanos e dos seres vivos em todos os pontos do planeta em que sejam violados, sem obedecer a pressões políticas ou económicas internacionais. Portugal deve ser um lugar de bom acolhimento para todos os emigrantes e estrangeiros que o procurem para trabalhar e viver.
10 – Portugal deve aprofundar as relações culturais, económicas e políticas com as nações de língua portuguesa, incluindo a região da Galiza, Goa, Damão, Diu, Macau e os outros lugares da nossa diáspora onde se fala o português, sensibilizando a comunidade lusófona para as causas universais, ambientais, humanitárias e animais.
11 - Portugal deve promover a Lusofonia e os valores universalistas da cultura portuguesa e lusófona no mundo, dando o seu melhor exemplo e contributo para converter a sociedade planetária na possível comunidade ético-cultural e ecuménica visada entre nós por Luís de Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva. Portugal deve assumir-se como um espaço multicultural e de convivência com a diversidade, um espaço privilegiado para o tão actual desafio do diálogo intercultural e inter-religioso, alargado ao diálogo entre crentes e descrentes. Deve precaver-se contudo de tentações neo-imperialistas e de qualquer nacionalismo lusófono ou lusocêntrico. A Lusofonia não deve abafar outras línguas e culturas que existam no seu espaço.
12 - Verifica-se haver em Portugal e na Europa em geral uma grave crise de representação eleitoral, patente na elevada abstenção e descrédito dos políticos, dos partidos e da política, os quais, segundo a opinião geral, apenas promovem o acesso ao poder de indivíduos e grupos que sacrificam o bem comum a interesses pessoais e particulares, com destaque para os das grandes forças económicas. As eleições são assim sistematicamente ganhas por representantes de minorias, relativamente à totalidade dos cidadãos eleitores, que governam isolados da maioria real das populações, que os consideram com alheamento, desconfiança e desprezo, tornando-se vítimas passivas das suas políticas. O actual sistema eleitoral também não promove a melhor justiça representativa, não facilitando a representação de uma maior diversidade de forças políticas e limitando-a às organizações partidárias, o que contribui para a instrumentalização do aparelho de Estado, dos lugares de decisão político-económica e da comunicação social pelos grandes partidos.
Esta é uma situação que compromete seriamente a democracia e que a história ensina anteceder todas as tentativas de soluções ditatoriais. Há que regenerar a democracia em Portugal, reformando o estado e o sistema eleitoral segundo modelos que fomentem a mais ampla participação e intervenção política da sociedade civil, facilitando a representação de novas forças políticas e possibilitando que cidadãos independentes concorram às eleições. Deve-se recuperar a tradição municipalista portuguesa e promover uma regionalização e descentralização administrativa equilibradas, assegurando mecanismos de prevenção e controlo dos despotismos locais.
Há que colocar a política ao serviço da ética e da cultura e mobilizar a população para a intervenção cívica e política em torno dos desafios fundamentais do nosso tempo, com destaque para a protecção da natureza, o bem-estar dos seres vivos e uma nova consciência planetária. Há que mobilizar os cidadãos indiferentes e descrentes da vida política, a enorme percentagem de abstencionistas e todos aqueles que se limitam a votar, para a responsabilidade de reflectirem, discutirem e criarem o melhor destino a dar à nação. Há que, dentro dos quadros democráticos e legais, promover formas alternativas de intervenção cultural, social e cívica, que permitam antecipar tanto quanto possível a realidade desejada, sem depender dos poderes instituídos.
Convicto de que estas medidas permitirão que Portugal recupere o pioneirismo e criatividade que o caracterizou no impulso dos Descobrimentos, mas agora sem escravizar e explorar outros povos, apelo a que todos dêem o vosso contributo para a discussão, aperfeiçoamento e divulgação deste Manifesto. De todos nós depende que ele se constitua na plataforma de um movimento cívico e cultural de reflexão e acção, que nos arranque ao comodismo e passividade em que estamos instalados.
Por um Outro Portugal!
Contribuidores
- Ana Moreira
- Ana Rodrigues
- Bernardo Almeida
- Dr Carlos Gonçalves
- Duarte D. Braga
- Duarte
- Estudo Geral
- Fernando Emídio
- Gil
- Glimpse
- Helena Caetano
- Isabel Rosete
- Isabel Santiago
- João Beato
- João Lopes Aguiar
- José Magalhães
- Luís Miguel Dantas
- Luis Resina
- Luis Resina
- MJC
- Margarida
- Maria de Lourdes Teixeira Puga Alvarez
- Maribel Sobreira
- Maurícia Teles da Silva
- Minda
- Moysés
- P.F. Antunes
- Paulo Borges
- Pedro Miguel Estrela
- Pedro Paz
- Pedro Sena
- Rui Matoso
- Rute Pinheiro
- Sérgio Mago
- aluzdascasas
- ana
- castus
- ethel
- jads
- lurdes
- maria alvarez
- paula