Um espaço para reinventar Portugal como nação de todo o Mundo, que estabeleça pontes, mediações e diálogos entre todos os povos, culturas e civilizações e promova os valores mais universalistas, conforme o símbolo da Esfera Armilar. Há que visar o melhor possível para todos, uma cultura da paz, da compreensão e da fraternidade à escala planetária, orientada não só para o bem da espécie humana, mas também para a preservação da natureza e o bem-estar de todas as formas de vida sencientes.

"Nós, Portugal, o poder ser"

- Fernando Pessoa, Mensagem.

Gestos & Fragmentos - Ensaio sobre os militares e o poder - EDUDARDO LOURENÇO

"Gestos & Fragmentos - Ensaio sobre os militares e o poder"
De Alberto Seixas Santos, com Otelo Saraiva de Carvalho, EDUARDO LOURENÇO, Robert Kramer, Portugal, 1982 – 90 min.
“(…) Gestos & Fragmentos [é] a mais poderosa figura de luto que nos ficou da Revolução de Abril. O filme assenta em três entrevistas: uma com Otelo Saraiva de Carvalho, o estratega do 25 de Abril, que evoluiu vertiginosamente, nos anos 74-75 dum socialismo moderado para a extrema esquerda mas radical; outra com Robert Kramer, o cineasta norte-americano que vivera em Portugal esses anos, ao lado dos grupos mais extremistas; a terceira com Eduardo Lourenço, o nosso intelectual de maior prestígio que sempre se distanciou de compromissos políticos ou de análises esquerdistas. Seixas Santos jogou subtilmente com as contradições de cada um deles (décor burguês da casa em que Otelo ainda faz inflamados discursos, a paisagem rural da aldeia natal de Eduardo Lourenço, os ícones da esquerda sobrepondo-se à raiva de Robert Kramer e sublinhando-lhe a estraneidade) e com a contradição abissal de todos aqueles gestos, uns como outros inscritos numa sublinhada nostalgia. [Com Brandos Costumes, este filme é] o mais denso retrato fílmico que nos ficou dos anos 70 portugueses (…)” (João Bénard da Costa in Alberto Seixas Santos, Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, 2016).

Eduardo Lourenço, "Heterodoxia"(s)

Regresso Sem Fim Com Eduardo Lourenço

Regresso Sem Fim Com Eduardo Lourenço: 'Regresso Sem Fim' é um documentário autobiográfico protagonizado por uma das maiores figuras da cultura portuguesa: Eduardo Lourenço. Pelos 88 anos,

"VOZES DO PENSAMENTO" e o "25 de Abril", por Isabel Rosete

Minhas Senhoras e meus Senhores,
Desculpem a minha ignorância: iremos comemorar que/qual "25 de Abril", face ao estado nacional vigente?
- Os discursos demagógicos repetidos, ano após ano?; - as paradas militares sempre iguais a si mesmas, tais como as pompas e as circunstâncias?; - a farsa da "Democracia"?; A erosão da “ Democracia”?; - a injustiça dos mega-processos-crime mediáticos?; - a desigualdade abissal entre as classes sociais?; - a pobreza dos muitos pobres e a riqueza dos poucos ricos?; - o desemprego crescente?; - a retirada dos direitos dos que trabalham, depois de terem sido adquiridos?; - a crise sanitária, económica, social, cultural e educacional?; - os cravos já murchos e sem cor?; - as recordações das promessas não cumpridas?; - o declínio visível do Povo português?; - a ausência da noção de "Pátria" que não é "Mátria"?
Se assim for, eu não comemorarei o "25 de Abril"! Não nos alimentados nem crescemos à sombra de símbolos!
Isabel Rosete

Encontro da Fundação 2014 "Presente no Futuro" - Liberdade em Portugal

"VOZES DO PENSAMENTO" e o "25 de Abril", por Isabel Rosete

"VOZES DO PENSAMENTO" e o "25 de Abril", por Isabel Rosete

Coronavirus: How to Nurture Relationships in Self-isolation - Live Teach...

"DA ARTE E DO ARTISTA", por Isabel Rosete





Porque as ARTES e as LETRAS ALIMENTAM o ESPÍRITO, FORTALECEM a ALMA e o CORPO contra a MONOTONIA PANDÉMICA - Da NECESSIDADE do apoio NACIONAL à CULTURA PORTUGUESA!

Isabel Rosete

BIRD Magazine: DO RUÍDO E DO SILÊNCIO, por Isabel Rosete

BIRD Magazine: DO RUÍDO E DO SILÊNCIO: «Ah, o silêncio torna-se ainda mais profundo, e uma vez mais o meu coração se dilata; espanta-se com a verdade nova, ele próprio fica sem ...

BIRD Magazine: «A POESIA E AS “VOZES DO MEU PENSAMENTO”»

BIRD Magazine: «A POESIA E AS “VOZES DO MEU PENSAMENTO”»: ISABEL ROSETE Reunimo-nos, por vezes, para celebrar a Poesia: aquando do lançamento de um livro da nossa autoria; aquando da homenagem ...

"PALAVRAS E REVOLUÇÕES", por sabel Rosete

"DA ARTE E DO ARTISTA", por Isabel Rosete



«AS VOZES DA FILOSOFIA E DA POESIA, DAS ARTES, AS MINHAS E AS DE ALGUNS OUTROS (poucos, infelizmente), NUNCA SE CALAM! SEMPRE DIZEM A VERDADE/REALIDADE QUE, À SUPOSTA NORMALIDADE E AO DITO POLITICAMENTE CORRECTO, NÃO CONVÉM.
VIVA A "ANORMALIDADE"! VIVA A SAUDÁVEL "LOUCURA" DA RAZÃO DESPERTA!»
Isabel Rosete

BIRD Magazine: TÓPICAS DO TEMPO, por Isabel Rosete e IR [1]

BIRD Magazine: TÓPICAS DO TEMPO, por Isabel Rosete e IR [1]: ISABEL ROSETE Cogitar, estar, vaguear… ou, simplesmente, vacilar entre o amargo de boca do fel e o doce do mel, são estádios existencia...

Isabel Rosete



Eu, Isabel Rosete, apresentando o meu livro "FLUXOS DA MEMÓRIA" no Instituto de Ciência do Som e Bioterapias - Lisboa, 16/04/2016 - a convite da Drª Danuia Pereira Leite​, a quem muito agradeço, assim como a todos os presentes neste evento e a todos os visualizadores deste vídeo realizado pelo Dr. Jorge Rosa​.
Saudações filosófico-poéticas,
Isabel Rosete

BIRD Magazine: CELEBRANDO OS 100 ANOS DO NASCIMENTO DE VERGÍLIO F...

BIRD Magazine: CELEBRANDO OS 100 ANOS DO NASCIMENTO DE VERGÍLIO F...: «No momento exacto em que o projecto romanesco nacional, como eco do único projecto social e historicamente significante, tentava dissolve...

Durante anos ouvi a mesma história da boca da minha mãe, sempre que eu reclamava da vida. Uma família judia de pais, avós, filhos, tios, primos e irmãos, viveu durante anos numa cave até serem encontrados. A comida era escassa, por vezes não havendo senão um pão para partilhar. Do lado de fora, perdido na sua ignorância o homem perseguia o seu semelhante. Do lado de dentro o medo era companhia co

ntinuada. Ana, a filha mais nova fez aniversário. A família fez uma roda, partilhou o pão, dançou e celebrou a vida.

Tento sair do espaço 3 por 4 que desenho no dia a dia, na ilusão de que este é o meu território seguro. Tento que o mundo não seja uma fotocópia a preto e branco, redutora da minha existência. Só consigo quando estou presente ao outro. E outro é sempre tão importante quanto eu - porque sem ele pouco de mim sobraria.

Por isso celebro a minha vida, num momento tão difícil - esse onde descubro o intervalo da minha existência.


Quando a árvore descansa
Da tempestade.
Meu homem sai para o mar
Salga seu corpo
floresce  em mim


Na vila onde nasci, os pescadores cantavam enquanto puxavam a rede.
No equinócio de Março, o mar dançava todos os dias. As sereias descansavam e os homens ficavam a salvo. As esposas agradecidas, bordavam as ondas até o sol cansar e deixar a noite tomar seu lugar.
Nas noites quentes os filhos eram semeados com amor. Do mar vinha o peixe, do campo, o arroz a decorar o prato. Da vizinha do lado, o sorriso e um bom dia a dar conta da vida.
Na vila onde nasci, os olhos viam na noite escura. Abrigavam no corpo todos os corpos. Abraçavam até que o coração encontrasse o de todos e desenhasse um sorriso no rosto.
Na vila onde nasci, um dia,  um homem  perdido de dor, incendiou-nos o corpo.
Nada restou, do lugar, onde vivi, senão a canção que a eternizou.

Venho de longe, de um mar que desconheço
Onde o homem mata tudo que nasce
Os beijos são veneno
E os abraços faca afiada

Que febre é a tua, amor
Que não te reconheço

Venho de uma terra perdida
Morta de morte matada
Seca, sem água
Vermelha de sangue

Que febre é a tua , amor
Que te perco

Os meninos vivem na rua
Abandonados,
Os homens
Sozinhos, sem casa
Morrem de frio e fome
O sangue desenha o chão
Do animal assassinado.
Venho de uma terra perdida
Que me envenenou a vida

Na vila onde nasci,
um homem perdido de dor,
 incendiou a vida.


Na cidade onde vivo,
há listas negras
de pobres endividados.
Ninguém vê na noite escura.
Nem semeia o amor suado.
Nesta cidade de luto,
os homens do povo
Vagueiam perdidos na rua.
De dia e noite, reza o  verbo
Do débito e do crédito
E por mais que se pague
Continuamos devendo.

De onde vens amor
Que te perco!

Quando a tempestade
Seguir caminho
E a árvore puder descansar
Vou deixar que o homem
Salgue meu corpo
Até que ele seja de novo semente








Gestos & Fragmentos - Ensaio sobre os militares e o poder - EDUDARDO LOURENÇO

"Gestos & Fragmentos - Ensaio sobre os militares e o poder"
De Alberto Seixas Santos, com Otelo Saraiva de Carvalho, EDUARDO LOURENÇO, Robert Kramer, Portugal, 1982 – 90 min.
“(…) Gestos & Fragmentos [é] a mais poderosa figura de luto que nos ficou da Revolução de Abril. O filme assenta em três entrevistas: uma com Otelo Saraiva de Carvalho, o estratega do 25 de Abril, que evoluiu vertiginosamente, nos anos 74-75 dum socialismo moderado para a extrema esquerda mas radical; outra com Robert Kramer, o cineasta norte-americano que vivera em Portugal esses anos, ao lado dos grupos mais extremistas; a terceira com Eduardo Lourenço, o nosso intelectual de maior prestígio que sempre se distanciou de compromissos políticos ou de análises esquerdistas. Seixas Santos jogou subtilmente com as contradições de cada um deles (décor burguês da casa em que Otelo ainda faz inflamados discursos, a paisagem rural da aldeia natal de Eduardo Lourenço, os ícones da esquerda sobrepondo-se à raiva de Robert Kramer e sublinhando-lhe a estraneidade) e com a contradição abissal de todos aqueles gestos, uns como outros inscritos numa sublinhada nostalgia. [Com Brandos Costumes, este filme é] o mais denso retrato fílmico que nos ficou dos anos 70 portugueses (…)” (João Bénard da Costa in Alberto Seixas Santos, Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, 2016).

Eduardo Lourenço, "Heterodoxia"(s)

Regresso Sem Fim Com Eduardo Lourenço

Regresso Sem Fim Com Eduardo Lourenço: 'Regresso Sem Fim' é um documentário autobiográfico protagonizado por uma das maiores figuras da cultura portuguesa: Eduardo Lourenço. Pelos 88 anos,

"VOZES DO PENSAMENTO" e o "25 de Abril", por Isabel Rosete

Minhas Senhoras e meus Senhores,
Desculpem a minha ignorância: iremos comemorar que/qual "25 de Abril", face ao estado nacional vigente?
- Os discursos demagógicos repetidos, ano após ano?; - as paradas militares sempre iguais a si mesmas, tais como as pompas e as circunstâncias?; - a farsa da "Democracia"?; A erosão da “ Democracia”?; - a injustiça dos mega-processos-crime mediáticos?; - a desigualdade abissal entre as classes sociais?; - a pobreza dos muitos pobres e a riqueza dos poucos ricos?; - o desemprego crescente?; - a retirada dos direitos dos que trabalham, depois de terem sido adquiridos?; - a crise sanitária, económica, social, cultural e educacional?; - os cravos já murchos e sem cor?; - as recordações das promessas não cumpridas?; - o declínio visível do Povo português?; - a ausência da noção de "Pátria" que não é "Mátria"?
Se assim for, eu não comemorarei o "25 de Abril"! Não nos alimentados nem crescemos à sombra de símbolos!
Isabel Rosete

Encontro da Fundação 2014 "Presente no Futuro" - Liberdade em Portugal

"VOZES DO PENSAMENTO" e o "25 de Abril", por Isabel Rosete

"VOZES DO PENSAMENTO" e o "25 de Abril", por Isabel Rosete

Coronavirus: How to Nurture Relationships in Self-isolation - Live Teach...

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Porque as ARTES e as LETRAS ALIMENTAM o ESPÍRITO, FORTALECEM a ALMA e o CORPO contra a MONOTONIA PANDÉMICA - Da NECESSIDADE do apoio NACIONAL à CULTURA PORTUGUESA!

Isabel Rosete

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"DA ARTE E DO ARTISTA", por Isabel Rosete



«AS VOZES DA FILOSOFIA E DA POESIA, DAS ARTES, AS MINHAS E AS DE ALGUNS OUTROS (poucos, infelizmente), NUNCA SE CALAM! SEMPRE DIZEM A VERDADE/REALIDADE QUE, À SUPOSTA NORMALIDADE E AO DITO POLITICAMENTE CORRECTO, NÃO CONVÉM.
VIVA A "ANORMALIDADE"! VIVA A SAUDÁVEL "LOUCURA" DA RAZÃO DESPERTA!»
Isabel Rosete

BIRD Magazine: TÓPICAS DO TEMPO, por Isabel Rosete e IR [1]

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Isabel Rosete



Eu, Isabel Rosete, apresentando o meu livro "FLUXOS DA MEMÓRIA" no Instituto de Ciência do Som e Bioterapias - Lisboa, 16/04/2016 - a convite da Drª Danuia Pereira Leite​, a quem muito agradeço, assim como a todos os presentes neste evento e a todos os visualizadores deste vídeo realizado pelo Dr. Jorge Rosa​.
Saudações filosófico-poéticas,
Isabel Rosete

BIRD Magazine: CELEBRANDO OS 100 ANOS DO NASCIMENTO DE VERGÍLIO F...

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Durante anos ouvi a mesma história da boca da minha mãe, sempre que eu reclamava da vida. Uma família judia de pais, avós, filhos, tios, primos e irmãos, viveu durante anos numa cave até serem encontrados. A comida era escassa, por vezes não havendo senão um pão para partilhar. Do lado de fora, perdido na sua ignorância o homem perseguia o seu semelhante. Do lado de dentro o medo era companhia co
ntinuada. Ana, a filha mais nova fez aniversário. A família fez uma roda, partilhou o pão, dançou e celebrou a vida.

Tento sair do espaço 3 por 4 que desenho no dia a dia, na ilusão de que este é o meu território seguro. Tento que o mundo não seja uma fotocópia a preto e branco, redutora da minha existência. Só consigo quando estou presente ao outro. E outro é sempre tão importante quanto eu - porque sem ele pouco de mim sobraria.

Por isso celebro a minha vida, num momento tão difícil - esse onde descubro o intervalo da minha existência.

Quando a árvore descansa
Da tempestade.
Meu homem sai para o mar
Salga seu corpo
floresce  em mim


Na vila onde nasci, os pescadores cantavam enquanto puxavam a rede.
No equinócio de Março, o mar dançava todos os dias. As sereias descansavam e os homens ficavam a salvo. As esposas agradecidas, bordavam as ondas até o sol cansar e deixar a noite tomar seu lugar.
Nas noites quentes os filhos eram semeados com amor. Do mar vinha o peixe, do campo, o arroz a decorar o prato. Da vizinha do lado, o sorriso e um bom dia a dar conta da vida.
Na vila onde nasci, os olhos viam na noite escura. Abrigavam no corpo todos os corpos. Abraçavam até que o coração encontrasse o de todos e desenhasse um sorriso no rosto.
Na vila onde nasci, um dia,  um homem  perdido de dor, incendiou-nos o corpo.
Nada restou, do lugar, onde vivi, senão a canção que a eternizou.

Venho de longe, de um mar que desconheço
Onde o homem mata tudo que nasce
Os beijos são veneno
E os abraços faca afiada

Que febre é a tua, amor
Que não te reconheço

Venho de uma terra perdida
Morta de morte matada
Seca, sem água
Vermelha de sangue

Que febre é a tua , amor
Que te perco

Os meninos vivem na rua
Abandonados,
Os homens
Sozinhos, sem casa
Morrem de frio e fome
O sangue desenha o chão
Do animal assassinado.
Venho de uma terra perdida
Que me envenenou a vida

Na vila onde nasci,
um homem perdido de dor,
 incendiou a vida.


Na cidade onde vivo,
há listas negras
de pobres endividados.
Ninguém vê na noite escura.
Nem semeia o amor suado.
Nesta cidade de luto,
os homens do povo
Vagueiam perdidos na rua.
De dia e noite, reza o  verbo
Do débito e do crédito
E por mais que se pague
Continuamos devendo.

De onde vens amor
Que te perco!

Quando a tempestade
Seguir caminho
E a árvore puder descansar
Vou deixar que o homem
Salgue meu corpo
Até que ele seja de novo semente